Roma, Roma, Roma?!
E quando todos esperavam uma reação típica de consolo para afastar os maus presságios de um inicio de temporada longe de ser planejado, eis que a Roma consegue se "superar" e apresentar outro vexame consecutivo no Sant'Elia depois de estar vencendo por 2 a 0 o marcador. Injustificável ficar aqui tentando achar mais desculpas para o óbvio, pois cedo ou tarde a preocupação levada como um fator menos intrínseco nos meses de preparação já denunciava o que testemunharíamos nos últimos dias. O que mais preocupa agora é o psicológico de um elenco já sem sustentação da própria Curva Sul com a parcimônia da diretoria romanista as margens de um trauma crônico que fatalmente implicará no desenvolvimento e no poder de reação do time.

Síntese: Repubblica

Romanistas desperdiçam, Borriello e Sau retomam. Os giallorossi passam a frente abrindo placar em 2 a 0 graças aos gols de Perotti de pênalti e de Strootman, mas não liquidam as contas e acabam surpreendidos no final. Trave de Borriello no primeiro tempo. Spalletti tirou a faixa de capitão de De Rossi.

Por: Jacopo Manfredi

CAGLIARI - O enfermo ainda não se recuperou. Frente ao revés com o FC Porto, a Roma depois da vantagem de dois gols sofre reação do Cagliari e desperdiça uma excelente oportunidade de manter-se no topo da tabela. Abre o placar, graças à terceira penalidade em uma semana convertida por Perotti e um grande gol de Strootman, a formação da capital não teve a lucidez e a frieza para segurar o resultado e acabou sendo surpreendida através dos gols de Borriello (marcando pela quinta vez como ex) e Sau.

É UMA ROMA FRÁGIL - Que a Roma não está bem é óbvio: existe ainda uma grande distância entre os setores, muitas vezes é muito apressado sair. Isso explica o erro de Florenzi no final, que acabou custando dois pontos. Um elogio, no entanto, também vai para o Cagliari, que teve a capacidade de acreditar até o fim no resultado de um ponto que parecia impossível recuperar, especialmente quando a Roma no segundo tempo passou a defesa para de três com a entrada de Fazio. A equipe de Rastelli tem caráter e idéias. O jovem Barella entre as linhas cresceu com o tempo. O experimento deve definitivamente ser repetido.

DE ROSSI NÃO MAIS CAPITÃO - Para sacudir a Roma, Spalletti decidiu retirar a braçadeira de capitão de Daniele De Rossi, passando para Alessandro Florenzi que retornou, efoi confiado ao querido leve tridente de luz em detrimento de Dzeko com Perotti falso ‘nuevè’ e El Shaarawy' novamente titular na esquerda. Ele também rejeitou Emerson Palmieri, decidindo substituir o lesionado Juan Jesus, movendo para o lado oposto de Bruno Peres. Rastelli respondeu retornando à defesa a quatro com Isla e Murru mais recuados, Salamon no meio ao invés do último Ceppitelli indisponível e, finalmente, o jovem Barella logo atrás de Borriello e Sau.

PEROTTI, 3º GOL DA MARCA DO PENALTI EM 8 DIAS - Roma levou apenas 5 minutos para deixar para trás os rancores da semana: Florenzi pescou El Shaarawy na área, extendido por Isla. Uma penalidade indiscutível que Perotti, já duas vezes alvo da Udinese, friamente converteu. A equipe de Spalletti insistiu e quase imediatamente ampliou com Salah, que converteu uma boa sugestão na área por parte de Strootman.

BORRIELLO MANDA NA TRAVE O 1-1 - Cagliari reagiu com orgulho e, desfrutando bem as sobreposições, chegou perto do empate três vezes. Primeiro com um arremate de pé direito de fora da área por parte de Padoin que, desviada por um defensor giallorosso, chegou perto do gol de Szczesny, em seguida, com um forte chute de pé esquerdo Borriello, encontrando uma oposição atenta com os pés do goleiro polonês e finalmente com uma cabeçada de mergulho pelo mesmo ex-atacante da Atalanta que acertou espetacularmente a trave.

BORRIELLO REPLICA STROOTMAN - Não satisfeito com o trabalho de El Shaarawy, Spalletti inseriu Dzeko na briga e o bósnio imediatamente retribuiu, fornecendo a Strootman (que voltou a marcar após 934 dias) a assistência para o 2-0 com uma perfeita escora aérea. Partida encerrada? Mas o quê. Roma relaxou muito e aos 56 minutos sofreu o primeiro gol, feito por Borriello, rápido a retomar um rebates curto de Szczesny depois deuma conclusão diagonal de Sau. Spalletti percebeu que precisava restaurar a confiança dos seus e acrescentou Fazio no lugar de um Perotti muito cansado.

SAU IGUALA AS CONTAS - A Roma se cobriu melhor, mas não teve a concretude necessária para fechar as contas no reinicio com Dzeko (2) e Peres. O Cagliari, apesar de ter lutado, nunca desistiu e no final (88 ') foi recompensado: Di Gennaro recuperou a bola mal gerida por Florenzi e deixou livre na direita Isla o qual faz escorar de cabeça Sau suficiente para bater Szczesny e mandar primeiramente na trave e na sequencia para as redes. Roma reagiu com fúria, mas Dzeko e depois Florenzi não tiveram a lucidez na conclusão, não enquadrando o gol. E assim a semana de ressentimentos para os giallorossi se prolonga.

@jacopomanfredi

CAGLIARI (4312) : Storari; Isla, Salamon, Bruno Atlves, Murru; Ionita, D Gennaro, Padoin (26' s.t. Giannetti); Barella (34' s.t. Deiola); Borriello, Sau (46' s.t. Munari) (Rafael, Colombo, Krajnc, Pisacane, Capuano) Téc.: Massimo Rastelli

ROMA (433): Szczesny, Florenzi, Manolas, Vermaelen, Peres, Nainggolan, De Rossi, Strootman (34' Paredes), Salah, Perotti (19' Fazio), El Shaarawy (46' Dzeko)

Cartões: 21’Isla, 23’Murru, 39’Salamon, 45’Florenzi

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