Um rei jamais perde a majestade
Iniciaria essa rubrica melancólicamente sob o ar que nos assusta há algum tempo, desse medo de uma Roma sem o Totti, mas ao contrário vou enfatizar que esse capitão poderia continuar mostrando sua arte até quando quisesse porque com quarenta anos joga como se tivesse 10. Afinal dois tentos desse poker aplicado ao Crotone, tem a magia de Francesco. No que diz respeito ao contexto geral da partida, tudo bem estamos falando de um time relativamente fraco e que parece ter caído em si que a Série A é muito para seu limitado futebol, já que em 4 rodadas foram 3 derrotas e um empate, não a toa ponto dividido com o fraquíssimo Palermo dessa temporada. Mesmo se Spalletti quiz fazer o bom samaritano inserindo Totti como titular nessa partida e poupando por sua vez Nainggolan, De Rossi e Perotti, os fantasmas do inicio desse ano esportivo ainda pairam sobre a atmosfera giallorossa e que efetivamente só serão afastados em um match a altura. No mais é sempre bom pelo menos ver o Rei de Roma em campo, sempre!

Síntese: Repubblica

Totti ilumina, os giallorossi retornam. O capitão, na primeira como titular com Spalletti, contribui ao largo sucesso com uma boa prova e uma assistência e meia. Bem todo o ataque, com El Shaarawy, Salah e Dzeko (bis). Bola na trave de Dzeko e Salzano, Szczesny defende um pênalti de Palladino.

Por: Jacopo Manfredi

ROMA - Iluminada por Totti, primeiro jogo como titular da gestão Spalletti 2.0, Roma supera (4-0) o Crotone e reencontra o sorriso após o nocaute amargo de Florença. A partida no Oliímpico durou pouco mais de meia hora. A equipe giallorossa era muito superior em nível técnico para não resolver rapidamente a prática. Crotone tentou jogar suas cartas com uma atitude sempre proativa, mas no final, ele inevitavelmente pagou.

ROMA, CURSOS MUITO ARRISCADOS - Numa noite em que a Roma, além das jogadas de Totti, desfrutou do relançamento de El Shaarawy e Salah e do bis de Dzeko, nem tudo correu bem da melhor maneira. Apesar de ter encerrado a partida com o gol inviolado, na verdade, a equipe de Spalletti realmente dançou muito atrás: foi salvo duas vezes por Szczesny, que teve de defender uma penalidade, e depois pela imprecisão dos atacantes rossoblù que falharam em pelo menos seis boas oportunidades para marcar um gol histórico no Olimpico. Um sinal de que o técnico toscano ainda tem muito a trabalhar com relação a atenção e nos mecanismos de defesa.

SPALLETTI LANÇA TOTTI TITULAR - Após a pré-tática da véspera, Spalletti surpreendeu a todos com o lançamento de Totti. Depois, deu a De Rossi, Nainggolan e Perotti um turno de repouso, variando o 4-2-3-1 com Paredes como regente e El Shaarawy do lado esquerdo. Nicola respondeu com um 4-5-1 prudente e sem precedentes, alterando duas peças na equipe bloqueada pelo Palermo: ele inseriu um meio-campista extra (Salzano) no lugar de um ponta (Trotta) e preferiu Martella Sampirisi, posicionado na direita com Ceccherini movido para a esquerda. Finalmente, ele pediu para o Palladino duplo sacrifício fazendo o quinto à esquerda no meio-campo e, em seguida, tornando-se o primeiro assistente de Falcinelli na fase de contra-ataque.

UMA ROMA DETERMINADA - A Roma jogou determinada e errou imediatamente o alvo 3 vezes em doze minutos: com duas conclusões fora de medida de Florenzi e Totti e depois com Dzeko, que acertou a trave com um chute angulado de esquerda. Crotone rangeu os dentes e gradualmente tomou coragem. E, graças a um Palladino inspirado, também criou algumas dores de cabeça para seus rivais, chamando Szczesny na primeira intervenção com uma conclusão do limite da área e, em seguida, Manolas e Florenzi para algumas frenéticas intervenções.

EL SHAARAWY E SALAH FAZEM A DIFERENÇA - Roma entendeu que não podia se dar ao luxo de brincar e aos 27 minutos abriu o placar com uma direita precisa de El Shaarawy depois da assistência de Florenzi. Crotone reagiu com caráter, mas perdeu duas boas oportunidades com Falcinelli, bloqueado em extremo no último minuto por Fazio no momento do chute, e depois com Palladino que fez a barba da trave com uma rajada diagonal de esquerda. Roma agradeceu e aos 37 ampliou com uma bela triangulação entre Salah e El Shaarawy, concluído pelo egípcio com uma forte esquerda sob o travessão.

TOTTI INPIRA, DZEKO DUPLICA - Nicola tentou de tudo ao introduzir Nalini ao invés de Rodhen, mas depois de apenas 3 minutos a Roma escreveu a palavra fim para o jogo: Totti, com um lançamento no-look com conta-giros a publicar em poster, colocou a bola nos pés de Dzeko, que com uma mórbida bola superou Cordaz em sua saída. O capitão estava carregado e aos 57’ ele colocou a mão inclusive nos 4 a 0 lançando Salah na área que forneceu a Dzeko a mais confortável das bolas para um bis esperado a 7 meses.

SZCZESNY PARA UM PENALTI - A esta altura, a Roma relaxou, mas Crotone não aproveitou: primeiro falhou com Palladino um pênalti procurado por Falcinelli (aterrado na área por Florenzi) e, em seguida, perdeu o gol da bandeira com Salzano ) e Capezzi (2). Spalletti também deu espaço para Iturbe, Jesus e Emerson Palmieri e apenas os dois primeiros chegaram perto dos 5 a 0 com uma conclusão rebatida por Cordaz e uma cabeçada que passou perto da trave. Mas em efeito para o Crotone, teria sido uma punição excessivamente severa.

@jacopomanfredi

ROMA (4231): Szczesny, Florenzi (79' Emerson), Manolas (71' Jesus), Fazio, Peres, Strootman, Paredes, Salah (67' Iturbe), Totti, El Shaarawy, Dzeko

CROTONE (343): Cordaz; Ceccherini, Claiton, Ferrari, Sampirisi (61′ Martella); Crisetig, Rodhén, Salzano, Capezzi; Palladino (65′ Stoian), Falcinelli. A disp.: Festa, Cojocaru, Nalini, Barberis, Cuomo, Dussenne, Trotta, Simy Téc.: Davide Nicola

Cartões: 50’Nalini

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