Uma caminhada longa, mas possível!
Foi uma partida sem muita emoção (e sem brilho) nos dois tempos, mas a representação romanista prevaleceu em seus domínios. O clube da Sardenha até iniciou os primeiros minutos ameaçando, porém logo a Roma controlou a partida. Um time bem compacto, com uma zaga reforçada (destaque para a boa atuação de Fazio), foi assim que a "squadra" de Spalletti se apresentou. A luta pelo título ainda é uma caminhada difícil e longa, no entanto a regularidade dos últimos resultados, não nos faz perder a fé e a esperança que alguma taça ainda venha para Trigoria nesta temporada. Forza Roma!

Síntese: Gazzetta dello Sport

A Roma tem trabalho, mas existe Dzeko. Spalletti vai, ao ritmo de 1 a 0. Terceira vitória consecutiva com o placar mínimo e sem sofrer gol: decide mais uma vez o bomber. Giallorossi lentos no primeiro tempo: o Cagliari é muito atento, mas não chuta jamais no gol

Por: Fabio Licari

Para a classificação da Roma é tudo como antes, melhor porque Lazio e Milan perdem terreno na prospectiva Champions. Psicologicamente depois é um belo sucesso: os giallorossi sabem vencer mesmo sem fazer números, terceiro 1 a 0 consecutivo como não acontecia desde 1992, o calendário eminente (Samp, Fiorentina, Crotone e Torino) induz o otimismo. E não falamos das estatísticas: desde 1930 que não se vencia 13 vezes seguidas em casa. Mas do ponto de vista de jogo o discurso é o inverso: se a Juve escapa pelas quatro pontas, se o Napoli oferece um tempo de grande espetáculo, a Roma dá um passo pra trás. Mesmo a respeito a fúria admirada na Copa Itália contra a Samp. E não pode ser uma justificativa a jornada “normal” de Nainggolan, que voltou compreensivelmente a ser humano depois de rodadas como um alien. É uma Roma de perfil mais baixo que o comum: e para supera o Cagliari - a pior defesa do campeonato, apenas 4 pontos nos jogos fora - serve um gol, contestado, mas tudo somado regular, de Dzeko. Mais ocasiões, mais perigo, nenhum a discutir, mas rasteei havia resistido realmente com o objetivo de ganhar um ponto precioso.

FATOR “D” Para o bósnio é o vigésimo centro na temporada, em uma jornada nobremente de movimentos de “10” puro, ou entretanto de centro-avante moderníssimo. E manchada pela famigerada perda de gols que poderia ter mudado a partida com larga antecedência. Segundo estatísticas, Dzeko seria também o jogador que mais errou as situações mais clamorosas no campeonato, foram 19: se a notoriedade de uma cifra do gênero tem pouco de cientifico, o senso é claro. Se fosse um pouco mais concreto, a Roma poderia partir o mundo. O gol deixa o Cagliari furioso, porque Dzeko e Murru se contrastam, mas a queda do defensor parece consequência física em relação ao bósnio. Tem inclusive um travessão (quinto no torneio) a impedir-lhe o bis. E entretanto para ele é um jornada positiva: são os seus movimentos a liberar a Roma da gaiola preparada por Rastelli no primeiro tempo, muito mais tático que o segundo.

PROJETO CAGLIARI Rastelli parte com um 4-4-1-1 particular. Borriello atacante único, assistido por Farias que parte da esquerda, apoia n fase ofensiva cortando em fase oposta, e depois para compor um 4-5-1 de grande movimento quando precisa defender. Com o efeito de criar superioridade no meio, perdendo os pontos de referencia a Roma a sua vez sob ritmo e em dificuldades de encontrar contra propostas. Faltam sobretudo os externos Peres e Emerson. Somente o retorno de Perotti, que joga por todo o campo, tomando bolas distantes para criar uma manobra evidentemente pouco criativa. Concorda com isso o técnico do Cagliari que aos quinze minutos “oficializa” a passagem ao 4-3-3 com Isla, já avançado, e Farias ao lado de Borriello: obrigando assim Spalletti a passar ao 4-2-3-1 (com Rüdiger movido para a lateral direita e Emerson do outro lado) para se protegerem melhor. O plano do Cagliari é interessante, a execução um pouco menos: não arrisca muito, mas recua demasiadamente, deixando apenas Borriello além da linha da bola e confiando sempre mais nos lançamentos longos. Borriello faz também grandes movimentos, mas Fazio é insuperável. O melhor.

CONTRA PROPOSTA SPALLETTI Para conquistar o sétimo sucesso nas últimos 8 jogos serve porém mais: Spalletti volta ao 3-4-2-1 esperando liberar um externo no setor ofensivo. E então tem Rüdiger, que retorna a esquerda, para criar o cruzamento vencedor a Dzeko, seu décimo quarto centro na temporada em casa (o melhor da Europa juntamente com Messi). Enquanto nem Bruno Peres nem Emerson encontram a profundidade justa. No meio nem mesmo De Rossi e Strootman tem vida facilitada contra o ritmo de Dessena e a imprevisibilidade de Barella que sabe partir mas, como toda a equipe, é carente no momento do ultimo passe e, certamente, deixa Borriello muito sozinho. Zero chutes no gol é um pouco sentença disso tudo. O Nainggolan recente teria aberto outros espaços, provavelmente consentido de abrir o placar, mas da mesma forma a contribuição do belga é alta, principalmente na fase de contenção. Talvez Spalletti teria oferecido uma ultima chance a El Shaarawy, visto a ausência de Salah, mas o azzurro não esta no centro de seus pensamentos. O Cagliari encerra também em dez, com tantas mudanças e uma expulsão (João Pedro): no mais não poderia e, por pouco, não levava embora o empate.

@fabiolicarigaz

ROMA (3421): Szczesny, Manolas (91' Vermaelen), Fazio, Rudiger, Peres, De Rossi, Strootman, Emerson, Nainggolan (88' Paredes), Perotti (81' El Shaarawy), Dzeko

CAGLIARI (4411): Rafael; Pisacane (dal 36' s.t. Faragò), Ceppitelli, Bruno Alves, Murru; Isla, Tachtsidis, Dessena (dal 21' s.t. Joao Pedro), Barella; Farias (dal 27' s.t. Sau); Borriello A disp.: Colombo, Crosta, Salamon, Cadili, Bianco, Antonini Lui, Giannetti Téc.: Massimo Rastelli

Cartões: 18’Pisacane, 82’Ceppitelli, 87’Manolas, 89’Barella, 93'João Pedro (expulso)

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