Uma Roma Com a Faca Entre os Dentes
Poucas vitórias da Roma foram tão imponentes quanto esta, fora de casa, diante um duro Sassuolo. Tudo parecia dar errado no primeiro tempo, quando tomávamos sufoco e perdíamos por 1-0 em gol de Cannavaro, mais uma falha defensiva. Contudo, esta Roma tem algo diferente, algo que permite que mesmo com tantos anos frustrantes, possamos sonhar. Foi assim que Dzeko apareceu e mostrou muita eficiência, fazendo dois gols, o segundo de pênalti. De repente, estávamos em vantagem e foi difícil não se empolgar com mais uma atuação digníssima dos homens de ataque. Nainggolan fez o terceiro e enterrou nosso pessimismo, pelo menos até o próximo jogo. Roma com autoridade e confiança, pressionando a Juventus. Que seja assim até o fim, se possível com desfecho feliz.

Síntese: Corriere dello Sport

É uma grande Roma, Sassuolo nocauteado. Quarta vitória consecutiva, giallorossi isolados nos rastros da Juve. Dzeko- Nainggolan show depois o gol de Cannavaro.

Por: Alberto Polverosi

A Roma venceu uma partida como grande equipe. Não por ter dominado (mesmo se no segundo tempo), mas pelo modo com o qual interpretou a partida sem ter jamais, simplesmente jamais, considerada perdida e muito menos empatada. Quis a partida e levou. Esteve atrás do marcador por meia hora e no jogo por 45 minutos, mas quando o Sassuolo terminou o bombardeio, a Roma liberou as velas e passou sobre um campo onde continua a vencer. Mais uma vez o seu protagonista foi Edin Dzeko, com um bis, um pênalti cavado, um travessão, artilheiro com 10 gols, mas ao redor do bósnio, ou melhor, as suas costas, a Roma fôra equipe.

INICIO DO SASSUOLO Por vinte minutos o Sassuolo não atacou a Roma a sufocou. Pressing total e realizado com toda a equipe, pelos meias mais avançados até a dupla de centrais. Desses quatro, Politano é o mais velho, já tem… 23 anos. Para Di Francesco o problema, como veremos, é que não era previsível que o jovem de dezoito anos Adjapong, o de vinte Pellegrini e o de vinte e um Mazzitelli amolecessem tão rápido. Entretanto no inicio, por efeito dessa pegada maciça e bem organizada, a Roma afundou até sofrer o gol. A dupla de medianos De Rossi e Strootman não havia o passo breve e rápido do Sassuolo que, perdendo a bola, em um instante retomava o meio campo e contra-atacava.

DEFREL DESTOADO. No sistema estudado por Di Francesco, o jogador que mais se destoava do asset romanista era Defrel: pela posição (entre o meio campo e Matri), pela qualidade técnica e sobretudo pela corrida e velocíssima se tornou rapidamente o adversário mais temível. Não quanto a Paolo Cannavaro, porém, que marcou de cabeça depois de uma ação iniciada justo por ele, antecipando secamente Dzeko no meio de campo, concluindo então quando, sobre o desvio, a bola chegava a Politano, não retornando, mas espirrando para área, na espera do cruzamento culposamente negligenciado por Manolas. Depois Politano engoliu Emerson e distribui a assistência.

O TRAVESSÃO DA ROMA. A Roma encontrava dificuldade para achar o espaço necessário para produzir a sua manobra de ataque. Foi assim ao final da meia hora do primeiro tempo quando começou a elevar o ritmo e em duas ocasiões, com Nainggolan dos 25 metros e giro aéreo de Dzeko, que terminou no travessão. Foi o movimento no qual a partida mudou o curso: bola para a Roma, Sassuolo sempre mais recuado e incapaz de reagir.

APENAS ROMA, MUITO DZEKO. Sobre o toque final do primeiro tempo, a equipe de Spalletti se empossou definitivamente da partida e achatou o Sassuolo na própria meia cancha. Os emilianos esgotaram muito cedo as energias e não conseguiram mais reagir. todos atrás a defender a vantagem que Dzeko anulou aos 12 minutos com um diagonal preciso, de esquerda, na segunda trave. Di Francesco entendeu a dificuldade física da sua equipe, tirou o evanescente Matri para colocar um meio campista a mais, Biondini. A mudança sucessiva, porém, fôra nefasta: fora Gazzola, dentro Linola, que perdeu a bola e estendeu Dzeko na área. Pênalti claro, bósnio mais uma vez marcando. Roma antes do Sassuolo fez valer toda sua qualidade técnica e toda a sua experiencia e agora insistia em liquidar a partida com um duplo mandato: o ataque com o golpe final de El Shaarawy foi rebatido por Consigli, mas, como nos velhos tempos, a marca de Nainggolan surpreendeu tudo e todos. Três a um. Pelo título italiano a Roma está sempre, mesmo se deverá contar menos por um tempo com Florenzi: saiu de maca, com as mãos no rosto, trauma distorsivo no joelho. É um bruto golpe para Spalletti.

SASSUOLO (4231): Consigli; Gazzola (74′ Lirola), Cannavaro, Acerbi, Peluso; Mazzitelli, Pellegrini; Politano, Defrel, Adjapong; Matri (63′ Biondini) A disp.: Pegolo, Pomini, Antei, Terranova, Dell’Orco, Duncan, Sensi, Iemmello, Ricci, Ragusa Téc.: Eusebio Di Francesco

ROMA (4231): Szczesny, Florenzi (85' Totti), Manolas, Fazio, Emerson, De Rossi, Strootman (69' Paredes), Salah, Nainggolan, El Shaarawy (79' Rudiger), Dzeko

Cartões: 30'Mazzitelli, 72’Pellegrini,75’Lirola

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