Lá em casa continua...
Aqueles, os mesmos, os de sempre, os incompreensíveis problemas que na hora que mais confiamos e menos esperamos somos ludibriados com um vexatório apagão, com a autenticidade de quem parece não ter reputação, imagem ou histórico a defender. A Roma, na maioria das declarações de outros romancistas como nós como coisa de moleque, um estereótipo que descreve bem as ações de Emerson Palmieri e do "futuro" capitão da Roma Daniele De Rossi. Embaraçoso, desmotivador, broxante, para um início de temporada bem como já vimos em outros verões com uma sociedade parecendo viver uma bipolaridade indescritível, priva de culpas ou de responsabilidades. E aí no final da tragédia Spalletti ainda tem a pachorra de declarar: agora é trabalhar... E o esforço do final da temporada, faz o que com ele, Mister? Todo um empenho para que? Para passarmos vergonha dentro do próprio quintal?

Síntese: Corriere dello Sport

Empate em Oporto, coração Roma resiste em 10. No primeiro tempo gol contra de Felipe: giallorossi na frente. Depois Vermaelen expulso e pênalti de André Silva: é 1 a 1.

Por: Alberto Poverosi

É ouro este empate. Para o gol marcado fora de casa que dá a Roma uma vantagem sobre o Porto para o retorno no Olímpico, mas sobretudo pelo modo no qual conquistou, conseguindo remediar com caráter a uma série impressionante de erros, diante das duas metas. Muitos gols desperdiçados quando tinha a partida na mão, muitas incertezas atrás com Vermaelen primeiro imputado. Parecia tudo fácil nesta partida que de repente se tornou um pesadelo. Um tempo a Roma parecia perdida, ao contrário ontem a noite no sofrimento de um segundo tempo tempestuoso conseguiu manter o equilíbrio e trazer para casa o um a um. Como maturidade foi uma bela demonstração.

APENAS ROMA. No estádio dos Dragões foram jogadas partidas diferentes. Uma meia hora apenas de Roma, e uma hora de Porto. Para os primeiros trinta minutos foi uma rumba romanista, a equipe era bela, forte, segura e volumosa. Toda no ataque, imponente, entusiasta do seu jogo. Depois de três minutos o Porto já havia abandonado o meio de campo e o havia entregue a Roma. As ocasiões brotavam, mas não se convertiam em gols. Existiu muito Casillas e algum Dzeko também que sobre o único erro do ex-goleiro do Madrid não conseguiu marcar com o gol vazio (salvo sobre a linha por Telles). Para chegar a vantagem foi necessário um toque desgraçado de Felipe sob o próprio gol, depois de um cruzamento interceptado originariamente de Florenzi seguido do escanteio de Salah. Era o minuto 21, a equipe de Spalletti mandava no jogo, o Porto parecia uma equipe Primavera, intimidada pela agressividade dos adversários. A recuperação de bola da Roma era do tipo Barcellona, por eficácia e velocidade, sobre Danilo e Herrera por parte de Strootman, De Rossi e Nainggolan. Era em plena luta com a defesa portuguesa inclusive Dzeko, mas, como havia ocorrido por quase toda temporada passada, lhe faltou a confirmação.

O RETORNO DO PORTO. Por volta da meia hora, a Roma era em vantagem por pouco, muito pouco pelo que havia produzido. Havia mostrado um ritmo muito alto sendo essa a sua primeira partida oficial, e sob ponto de vista físico era surpreendente. Muito surpreendente. Porque a um certo ponto, quase que provisoriamente, o Porto voltou a partida e a Roma iniciou a naufragar justo no setor mais renovado e que, dita por muitos, se potencializou: a defesa. Juan Jesus errou uma série de intervenções, Vermaelen fez o pior levando o primeiro cartão em uma falta no meio de campo e duplicou com um segundo depois de uma horrenda intervenção em cima de André Silva. Em dez aos 41 minutos do primeiro tempo, Spalletti tirou Perotti, colocando seu jogador de confiança, Emerson Palmieri, na faixa esquerda, centralizando Juan Jesus, recuando Nainggolan, aproximando Salah de Dzeko mudando a equipe para um 4-3-2.

ALAS DESCOBERTAS. Como era lógico de se esperar, no inicio do segundo tempo começou o assalto do Porto. O holandês Kuipers, em colaboração com o seu colega assistente de área e com o bandeirinha, anulou corretamente um gol de Adrian Lopez, um segundo depois de André Silva ter errado a cabeçada a dois metros da meta romanista, mas se fez perdoar com o pênalti do 1 a 1, provocado por um toque de mão de Emerson Palmieri depois de um toque de cabeça de Lopez. A Roma não existia mais e inclusive seu treinador contribuiu em esmagadora-la mantendo dois atacantes e três meio campistas deixando descobertas as duas faixas. Desse modo Maxi Pereira, que no primeiro tempo havia ficado bom e tranquilo atrás, agora era um ala de verdade e sobretudo sempre livre; Emerson Palmieri era obrigado a sair e na área abriam espaços. Spalletti mudou por volta dos vinte minutos, movendo Salah para a direita e Strootman na esquerda. as além disso o desequilíbrio tático, afetava a péssima gestão dos recursos físicos da Roma, esgotada na meia hora de esplendor e sintetizada por apenas um gol. É verdade que havia um homem a menos, mas a diferença era excessiva. A ultima medida de Spalletti foi colocar Fazio no lugar de Salah, para deixar a defesa a três, ou melhor, em cinco. Servia o caráter o coração e a Roma havia tudo isso, No sofrimento, soube se segurar em volta de De Rossi, Nainggolan (que segurou como lateral direito) e Strootman, os que não se entregam jamais.

@APolve

PORTO (4411) : Casillas; Maxi Pereira, Felipe, Marcano, Alex Telles; Danilo; Herrera, André André (dal 21’ s.t. Layun), Danilo, Otavio (dal 40’ s.t. Evandro); Adrian Lopez (dal 31’ s.t. Corona); André Silva (José Sà, Ruben Neves, Varela, João Carlos) Téc.: Nuno Espirito Santo

ROMA (433): Alisson, Florenzi (40' Paredes), Manolas, Vermaelen, Jesus, De Rossi, Strootman, Salah (32' Fazio), Nainggolan, Perotti (44' Emerson), Dzeko

Cartões: 17’Manolas, 28’Vermaelen, 42’ Vermaelen (expulso), 56’ Strootman, 61’Emerson, 63’ André, 90’De Rossi

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