UMA DOENÇA CRÔNICA
A parte a enésima frustração de um técnico limitado, e aqui já exemplifico tudo, ver esse seu time em campo contra um fraquíssimo Porto é a expressa clarividência de uma ópera de horror, se comparado ao pouco ou quase nenhum futebol mostrado em campo. Acredito que quando Spalletti prepara o time psicologicamente para um jogo que bastava apenas um simples empate em 0 a 0 em casa com quarenta mil romanistas a favor (sem citar o desespero adversário que tem que correr atrás do resultado), ele deve passar uma sessão matinê com artes marciais, afirmando categoricamente que a classificação pode vir se a porrada comer solta dispensando o fato de jogar bola. E o que é mais absurdo: houve uma prévia no primeiro jogo com a expulsão ridícula de Vermaelen. Isso, para piorar esse quadro dramático, só nos dá a sensação de que o staff técnico romanista é uma piada, para não dizer que sempre foi, quando estamos diante de partidas similares, e que o ritmo oba-oba parece nunca abandonar essa instituição longe de uma seriedade convicta. Falam por si só os trinta, que poderiam ser até cinquenta milhões de euros irresponsavelmente jogados pela janela remediando sempre com as mesmas mediocridades que nunca deram certo.

Síntese: Corriere della Sera

Curto circuito Roma, Porto na Champions. Noitada negra a equipe de Spalletti disputará a Europa League. Nas últimas sete temporadas apenas uma italiana superou as preliminares. Cartão vermelho no trigésimo nono minuto do primeiro tempo, o árbitro expele De Rossi. Para o capitão é o décimo quarto na carreira. A Roma já estava perdendo por um gol, mas o episódio fora decisivo de uma partida iniciada mal e terminada pior para os giallorossi.

Por: Luca Valdisserri

ROMA A Roma perde a qualificação para a Champions League, mas, sobretudo, perde a cabeça e joga em nove do sexto minuto do segundo tempo o duelo com o Porto que valia 30 milhões de euros.

É uma derrota, que infelizmente certifica duas coisas: 1) o escasso impacto internacional do clube construído pelo presidente Pallotta e diretor esportivo Sabatini; 2) a incapacidade da equipe de distinguir a garra a se colocar no campo das faltas violentas e inúteis que, nesse níveis, não são toleradas.

No ano passado a Roma, confiada a Garcia, chegou as oitavas de final da Champions entre as vaias do Olímpico depois do 0 a 0 em casa contra o Bate Borisov. Este ano é um início muito pior: eliminada nos preliminares, quinta equipe italiana derrotada nas ultimas sete temporadas depois de Lazio, Napoli, duas vezes a Udinese e Sampdoria. Passou apenas o Milan em 2013/14, contra o PSV Eindhoven. A Itália terá ainda duas equipes na fase de grupos (amanhã o sorteio). Juve e Napoli ganham, com a saída dos giallorossi, duas dezenas de milhões por cabeça para o market pool. É um outro golpe baixo para a Roma. Seria um erro acusar o arbitro polonês Marciniak, pelos dois cartões vermelhos. As faltas foram evidentes, por quanto inúteis. Assim como o foi o de Vermaelen no primeiro jogo. Saindo de nível, os detalhes contam. A superior técnica pode salvar o primeiro tempo cinza contra a Udinese, mas na Europa serve mais. E dizer que Florenzi é como Dani Alves (Sabatini) ou que Paredes é mais forte que Pjanic (Spalletti) não ajuda os jovens a frente a certas comparações.

Spalletti tentou substituir Vermaelen com um homem que poderia propor jogo atrás: De Rossi central na defesa. Poderia ser uma ideia, mas depois de um discreto inicio (Nainggolan, com um belo chute dos 25 metros que Casillas afasta em escanteio com um mergulho atento) a Roma rapidamente se perdeu. Paredes, aos oito minutos, concede uma falta evitável e Otavio peneira a cobrança da esquerda, Juan Jesus se adormenta e Felipe - aquele que no jogo de ida havia presenteado um bobo gol contra - se redime cm uma cabeçada no gol aberto. É a trigésima primeira vez, nas ultimas trinta e duas na Europa, que a Roma sofre gol. No total são sessenta e nove. Feitos, não opiniões.

Aos quarenta minutos a segunda vez, De Rossi entra com um tackle duríssimo e incompreensível sobre Max Pereira. A bola esta próximo a bandeirinha do escanteio na metade do campo português. Vermelho direto e ingresso do banco de reservas de Emerson Palmieri, no lugar de Paredes. É justamente Palmieri, um jogador jovem e com alguns dotes, mas certamente subestimado para uma Roma que deveria ser competitiva, a ser caçado aos seis do segundo tempo por uma pesada falta no meio campo sobre Corona.

O Porto, em 11 contra 9, parece parece quase se assustar. Não parte pra ciam e concede a Roma várias ocasiões que incitam os 40 mil do Olímpico. Mas são pradarias para os atacantes lusitanos e Layun desfruta de uma sacuda sem critério de Szczesny e amplia. Em três minutos Corona encerra tudo com um 3 a 0 impiedoso. Agora para a Roma resta o campeonato, a Champions jamais existiu.

ROMA (4231): Szczesny (42' Emerson), Peres (41' Gerson), Manolas (14' Iturbe), De Rossi, Jesus, Strootman, Paredes (42' Emerson), Salah, Nainggolan, Perotti (41' Gerson), Dzeko (14' Iturbe)

PORTO (4141) : Casillas; Maxi Pereira (dal 47’ p.t. Layun), Felipe, Marcano, Telles; Danilo; Corona, Herrera, André André, Otavio (dal 12’ s.t. S. Oliveira); André Silva (dal 21’ s.t. A. Lopez). (José Sà, R. Neves, Varela, Evandro) Téc.: Nuno Espirito Santo

Cartões: 14’Héctor Herrera, 31’Otávio, 40’De Rossi (expulso), 51’Emerson (expulso), 58’Sérgio Oliveira, 66'André Silva, 90’Gerson

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