Longo e preocupante
Mesmo jogando com time misto nesta fase da competição, nada que não fosse a vitória seria aceitável. O sentimento geral é de indignação, tristeza, raiva.... Uma verdadeira depressão. Teríamos perdido feio – e merecemos perder -, se não fosse uma ajudinha do juiz logo no início de jogo e um bom empenho de Manolas e Alisson. Este último por sinal, mostrando tentar se comunicar bastante com a zaga mesmo com a dificuldade da língua, um esforço valioso, em um time que não parece se esforçar muito. Tomar pressão de Sassuolo Plzeň o jogo todo não dá... Jesus, Gerson, Paredes, Iturbe, Dzeko e etc: um monte de apostas milionárias de segundo escalão que não acrescentam em nada à um time que teoricamente deveria ser soberano na competição. O elenco é fraco, não tem recomposição, é ineficaz nos desarmes e quando tem a bola, não sabe o que fazer. As expectativas não são nada boas e essa temporada será bem longa.

Síntese: Corriere dello Sport

Bakos responde a Perotti, apenas um ponto na bagagem. Giallorossi rapidamente abre o placar na estréia da fase de grupos, mas depois de sete minutos, o Viktoria empata a conta. Erros defensivos de sempre, Spalletti tenta Gerson e Iturbe. Não é o suficiente Totti nos últimos minutos.

Por: Valerio Albensi

ROMA - Muda a competição, mas na Europa é sempre a mesma Roma. Depois de um gol aos quatro minutos, graças ao pênalti de Perotti, os giallorossi são surpreendidos por Bakos e não vence o Viktoria Plzen no jogo de abertura da fase de grupos da Liga Europa: nas pequena Doosan Arena termina 1 a 1 contra um adversário não muito irresistível. Spalletti tenta Gerson e Iturbe: o primeiro tempo permanece em campo 45 minutos, no segundo jogam 72 sem brilhar. O técnico queria começar bem e virar a página após a eliminação da Champions nos playoffs, mas assiste os mesmos erros defensivos habituais (Jesus mais uma vez despreparado na ocasião do gol). Desta vez, nem mesmo a entrada de Totti no final sacode o time. No outro jogo do Grupo E, o Austria Vienna bate o Astra por 3-2 e ocupa o primeiro lugar.

GERSON E ITURBE - Spalletti faz rotatividade e confirma apenas seis dos onze titulares alinhados contra a Sampdoria. Não há Totti na formação, Dzeko também está no banco. Surpreendentemente, o treinador lança Gerson no meio-campo com Paredes e Nainggolan (capitão hoje à noite depois de quase um ano), e no ataque oferece o tridente leve Iturbe-El Shaarawy-Perotti. O Viktoria responde com um 4-4-2 muito ofensivo e um 4-2-4 na fase de posse.

QUE INÍCIO! - Depois de apenas quatro minutos, a Roma passa. El Shaarawy, na esquerda, escapa para Mateju derrubá-lo na área: é pênalti, o quinto da temporada. Sobre a marca da cal parte Perotti: um chute lentíssimo, um rápido olhar para o goleiro e um pé direito indefensável. Os giallorossi, no entanto, frustram uma preciosa vantagem com o habitual sono defensivo. Zeman cruza sem livre da esquerda, Juan Jesus esquece Bakos atrás dele e o atacante do Plzen facilmente bate Alisson com uma cabeçada. 1 a 1 depois de apenas onze minutos.

TRAVE NAINGGOLAN - Demora um pouco para Roma reagir. Entre os 20 e 28 minutos o Plzen cria várias situações perigosas. Aos 23’ novo cruzamento perigoso de Zeman, um sobrenome familiar para os torcedores romanistas: Duris antecipa todos de cabeça e obriga Alisson a uma difícil defesa de mergulho. A equipe de Spalletti tem um despertar aos trinta. Escapada de El Shaarawy na esquerda e bola no meio para Nainggolan, que de fora da área dispara de direita: bola na trave com goleiro batido. Os giallorossi encerram o primeiro tempo no ataque. Perotti, o melhor em campo, mostra algumas acelerações que semeiam pânico na defesa adversária. Gerson também cresce, Iturbe, em vez disso, luta para encontrar os movimentos e tempos certos.

DZEKO - Roma precisa de mais peso no ataque e Spalletti substitui Gerson por Dzeko após o intervalo. O jogo do brasileiro termina depois de apenas 45 minutos em que ele recuperou três bolas, ganhou dois duelos em três e completou 81,8% dos 22 passes realizados. O técnico provavelmente queria mais personalidade dele. Com a entrada do atacante no campo os giallorossi jogam melhor. Dzeko tem algumas chances: no primeiro, favorecido pelo toque errado de um defensor, ele não dá força ao cabeceio; na segunda, impedido, o bravo goleiro na saída não se faz superar.

TOTTI E FLORENZI - Roma, no entanto, acaba se dividindo em duas e o empuxo se esgota. Spalletti redesenha a equipe com uma dupla troca: dentro de Florenzi e Totti, fora de Iturbe e El Shaarawy. O número dez é o armador ofensivo, serve duas ou três bolas interessantes para os atacantes, mas esta noite os giallorossi não conseguem produzir um granqué. Termina 1-1, com Alisson salvando Roma no minuto 94 desviando para escanteio um arremate de Kace. A Liga Europa dos giallorossi começa com um empate que parece uma oportunidade perdida.

@ValeAlb

VIKTORIA PLZEN (442): Bolek; Mateju, Hejda, Hubnik, Limbersky; Kopic, Kaçe, Horava, Zeman (71′ Petrzela); Duris (77′ Krmencik), Bakos (84′ Poznar). A disp.: Svacek, Reznik, Kovarik, Baranek Téc.: Roman Pivarnik

ROMA (433): Alisson, Peres, Manolas, Fazio, Jesus, Nainggolan, Paredes, Gerson (46' Dzeko), Iturbe (71' Florenzi), Perotti, El Shaarawy (71' Totti)

Cartões: 16’Mateju, 17’Duris, 21’Manolas, 49’Horava, 51’Jesus, 61’Paredes, 63’Limbersky, 82’Bakos

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