Todas as Romas em um jogo
Ontem vimos todas as faces da Roma. No 1º tempo, aquela que irrita os torcedores ao fazer o primeiro gol e dormir em campo até levar o gol de empate. Menos mal que no 2º tempo vimos a Roma que cria oportunidades através de seus meias e pontas, faz belos gols, tem um grande artilheiro e goleia! Além da classificação antecipada à próxima fase, o jogo serviu pra mostrar que definitivamente não dá pra contar com Iturbe no elenco, quem dera no 11 titular. É muito limitado. Serviu pra mostrar que sempre temos que tomar um gol, não importa a formação defensiva. Manteve a grande forma de Dzeko, que está praticamente perdoado pelos pecados da temporada passada. Torçamos por mais segundos que primeiros tempos como os de ontem.

Síntese: Repubblica

Os giallorossi conquistam a fase de grupo. Dzeko abre o baile com uma magia no Olímpico, o bósnio encerra com um tris na noite que permite aos rapazes de Spalletti de arquivar a prática qualificação: inútil o momentâneo 1 a 1 de Zeman, em gol inclusive Perotti com um elástico.

Por: Marco Gaetani

Roma - Roma faz sua lição, nesse momento é uma notícia. Os giallorossi não desistem de complicar um pouco sua vida, mas mesmo assim blindam o primeiro lugar do grupo, como prognóstico pós sorteio: Viktoria Plzen cede no Olimpico (4 a 1) e saúda todas as esperanças de qualificação devido ao sucesso do Astra Giurgiu na casa do Áustria Viena. Exceto pelo resultado, na noite que certifica a passagem para os playoffs da Liga Europa dos rapazes de Spalletti há pouco de normal: da obra-prima de Dzeko que abre as contas para o elástico de Perotti, passando pelos inúmeros erros sob gol por parte de Salah e companheiros. O atacante bósnio faz um “hat-trick” e transforma o giro para a terra romena, no final do mês, em um duelo substancialmente inútil para a Roma, talvez uma vitrine para os muitos garotos promissores da Primavera de Alberto De Rossi.

A MAGIA DE DZEKO - O turnover de Spalletti é em parte justificado e em parte obrigatório, dada a perda de Manolas e El Shaarawy nas últimas 36 horas. Depois, há Iturbe no trio ofensivo próximo a Edin Dzeko, com Paredes na mediana e Emerson Palmieri para tomar a ala esquerda da defesa. O início a um ritmo lento é sacudido por uma magia do centroavante bósnio, que desliza na grande área até a linha de fundo, faz a finta e dispara com a parte interna do pé esquerdo com violência e precisão raras de uma posição impossível, deixando Kozacik petrificado. De canhota ainda quente, Dzeko poderia arquivar o match imediatamente a convite de Iturbe, mas sua conclusão é fraca e central. O Viktoria Plzen, no entanto modesto, não se abate e encontra o empate com uma bela cabeçada de Zeman, que pune a defesa da Roma posicionada como um presépio levemente atrasada no calendário. A Roma permanece desorientada por alguns minutos e começa a ganhar força apenas na parte final do primeiro tempo, aproximando-se da nova vantagem com Dzeko duas vezes - cabeçada que passa ao lado da trave, de pé direito aéreo em uma assistência de Nainggolan que termina alto -, Emerson Palmieri (arremate seguro rebatido por Mateju) e Salah, que cara a cara com Kozacik encontra apenas a trave externa.

AINDA O BOSNIO - Dos vestiários, se possível, sai uma Roma mais convicta. Paredes eleva a dois o número de cobranças que explodem na trave, Salah desperdiça uma grande intuição de Nainggolan arrematando em Kozacik a dois passos. O gol está no ar e é assinado mais uma vez por Edin Dzeko, pescado em um maravilhoso cruzamento de Antonio Rüdiger. O defeito usual dos giallorossi reaparece teoricamente no melhor momento. A Roma se acomoda, Duris tenta puni-la de longe sem sorte. Salah devora descaradamente o 3-1 mais uma vez a dois passos com a esquerda, mais uma vez na assistência de Nainggolan. Quando Bakos aparece atrás de Emerson Palmieri - provavelmente se apoiando de forma irregular - em um cruzamento de Zeman, o 2-2 parece feito. Mas a conclusão é central e facilita a defesa de Alisson, então Perotti e Dzeko pensam liquidar a prática: o argentino parte para cruzar com um elástico aos 37 minutos, o desvio de Mateju transforma a trajetória na bola nos 3-1. O ex-jogador de Genoa ainda é o protagonista no quarto gol, com uma assistência para a canhota de Dzeko e Viktoria Plzen, que dá adeus a fase de grupos depois das notícias de Viena. Para a Roma, que finalmente sente-se tranquila, importa até um certo ponto.

ROMA (4231): Alisson, Peres, Rudiger, Fazio, Emerson, Paredes, Strootman (89' Gerson), Salah (83' De Rossi), Nainggolan, Iturbe (62' Perotti), Dzeko

VIKTORIA PLZEN (4231): Kozacik; Mateju, Hejda, Limbersky, Kovarik; Hrosovsky, Hromada, Petrzela, Kopic (61' Duris), Zeman; Krmencic (74' Bakos) A disp.: Bolek, Baranek, Suchan, Horava Poznar Téc.: Roman Pivarnik

Cartões: 26’Mateju, 45’Nainggolan, 56’Zeman, 77’Petrzela

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