Triste adeus
Muitos de nós não estávamos muito preocupados com o enésimo estúpido passo em falso da Roma e por assim dizer ser merecidamente rebatizada como AS Fiasco, mas sim despedaçados por dentro pelo fato de talvez ter sido a última vez em que vimos Francesco Totti disputando uma competição européia. E por mais que o presunçoso Luciano Spalletti tenha também feito este capricho privando-nos de ver o talento deste Senhor jogador em campo, é triste se despedir desta forma. Mas tanto ele como nós escolhemos este avacalhado e amaldiçoado clube para sustentar e torcer e era esperado que uma hora o limite técnico nos faria enxergar que sonhos são muito diferentes da realidade. Nem mesmo uma competição pífia como a Liga Europa é suficientemente a altura para o futebol que o clube propõe.

Síntese: Corriere dello Sport

Que Pancada! A Roma entra em parafuso, mas não acabou. Recupera e supera o Lyon com Salih e Fazio, depois o estrago. Três gols em 45 minutos (terceiro nocaute consecutivo), qualificação a risco

Por: Guido D’Ubaldo

A Roma jogou pelos ares uma partida que havia conseguido encaixar no ponto justo. A equipe de Spalletti entrou literalmente em parafuso no segundo tempo e permitiu ao Lyon colocar uma séria hipoteca na qualificação para as quartas de final. Reverter os 4 a 2 de ontem a noite não será fácil, como não será aquele contra a Lazio pela Copa Itália. Em uma semana a equipe giallorossa seriamente comprometeu sua temporada, agora todos os três objetivos estão em discussão. Depois de ter saído friamente atrás do placar a Roma reagiu, e o primeiro tempo terminou com os giallorossi em vantagem. Mas no segundo tempo a equipe de Spalletti entrou em parafuso sob os golpe do Lyon, sentiu fisicamente e teve uma preocupante queda de tensão. Spalletti dias atrás havia desmentido de repetidamente que a equipe tivesse cansada, mas o calo físico dos últimos dias, nas partidas decisivas, agora é muito evidente. O técnico tentou reiniciar depois dos quatro dias mais difíceis da temporada, após as derrotas diante da Lazio e do Napoli, voltando de onde havia iniciado: o 3-4-2-1 que havia dado a Roma solidez defensiva e equilíbrio. Nenhuma surpresa na formação, com Juan Jesus que substituiu o suspenso Rüdiger e ao invés de Salah preferiu Perotti.

 

REBAERTA. A Roma mostrou rapidamente séria, aos cinco minutos com um arremate de Nainggolan do limite da área desviado por Lopes. O Lyon não se intimidou. Ritmos altos, Tolisso a incomodar na intermediária, finalizando ao redor de Lacazette, sempre presente nas bolas perigosas. Três minutos depois séria ameaça francesa e Lyon na frente. Sobre uma cobrança de falta presenteada por Fazio, De Rossi se antecipou a Rafael, toda a defesa for pega de surpresa e Diakhaby se encontrou sozinho para empurrar a bola para as redes. A Roma vacilou por alguns minutos depois Juan Jesus salvou uma ação de Valbuena no momento do chute. De Rossi se ocupou quase que pessoalmente de Tolisso e perdeu autonomia, Spalletti tentou mudar algo. A Roma avançou muitas vezes pela direita, onde Bruno Peres teve campo livre com Morel. Nainggolan voltou continuamente a dar assistência para De Rossi juntamente com Strootman e a Roma retomou a posse do meio campo, com a maior qualidade na distribuição da bola. O empate veio aos vinte minutos, Salah escapou em contrapé depois de um lançamento de Fazio e Diakhaby, autor do primeiro gol, deslizou e não conseguiu tomar a bola do egípcio. A Roma parecia ter tomado a partida. Nainggolan conquistou muitas bolas, Strootman deu um pouco de trabalho, enquanto o Lyon no meio campo perdeu alguns duelos a mais. Aos trinta e três minutos veio a virada giallorossa com uma grande ação da Roma, fruto de um esquema estudado no treinamento. Nainggolan fez uma grande recuperação e deu a bola para De Rossi que de primeira cruzou para Fazio, o gol de cabeça do argentino parecia uma liberação depois das críticas nas ultimas duas partidas.

 

 

O PARAFUSO. A partida não havia acabado. O Lyon voltou a campo depois do intervalo ainda mais aguerrido. Aos dois minutos cegou ao empate com Tolisso, depois de uma troca de bola com Lacazette, com a defesa da Roma vendida. Logo depois a equipe giallorossa pode desfrutar da melhor maneira um contrapé, mas o chute de Strootman foi defendido por Lopes. O Lyon continuou atacando, deixa a Roma na fisga do contra-ataque. Mas a defesa caiu de modo preocupante. Alisson foi determinante em pelo menos três defesas, antes de capotar por volta dos trinta minutos no chute de Fekir, que havia entrado a três minutos. Fazio teve grossa responsabilidade. A Roma não conseguiu mais reagir no contra-ataque, todos os jogadores em calo de oxigênio. Spalletti chama novamente muitas vezes Dzeko, que não ajudou a equipe a sair da situação. Lacazette, o atacante mais temido as vésperas, liquida a partida com o quarto gol nos acréscimos (som a sombra de off side de Cornet). A Roma sumiu.

 

@ziacoco_

LYON (433): Lopes; Rafael (dal 1' s.t. Jallet), Mammana (dal 26' s.t. Fekir), Diakhaby, Morel; Tousart, Gonalons, Tolisso; Ghezzal (dal 31' s.t. Cornet), Lacazette, Valbuena A disp.: Gorgelin, Yanga-Mbiwa, Darder, Ferri Téc.: Bruno Génésio

ROMA (3421): Alisson, Manolas, Fazio, Jesus, Peres, De Rossi (82' Paredes), Strootman, Emerson, Salah, Nainggolan (85' Perotti), Dzeko (93' El Shaarawy)

Cartões: 41’Emerson, 62’Tousart, 66’Manolas

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