UMA TEMPORADA DEVORADA EM TRÊS JOGOS
É frustrante ver que após o resultado desse jogo era pelo menos possível sonhar com as quartas, que aliás não vem desde aquela outra triste lembrança inglesa, em que ainda incomoda bastante meu sono e talvez de muitos romanistas desde então. Em prática a Roma é eliminada pelo ridículo gol nos acréscimos do ultimo jogo e paga pela mesma monstra desatenção de sempre. O que falar de Spalletti… Não se discute que muitas vezes pode operar milagres, mas quando se trata de resultados substanciais sua fragilidade e limitação é absurdamente inexplicável. Assim como não tem explicação dizer adeus a três competições em três partidas seguidas: é como se uma voz dissesse: olha você acaba de perder um milhão, mas tem a chance de verificar seus erros e ainda sim concorrer a meio e se ainda não tiver tanta competência, oferecemos a consolação de uma terceira chance a 100 mil. Absurdo! Napoli, Lazio, para derrubar com pompas o orgulho giallorosso e depois Lyon. Hoje a confirmação da segunda tragédia, já que o campeonato esvoaçou diante dos napolitanos, e certamente acredito até, em função do resultado de hoje o time possa expressar uma ameaça de retratação com sua torcida com pelo menos uma vitória no derby, de qualquer forma nada confortará a segunda eliminação no Copa Itália para os priminhos celestes. E todo o trabalhado apresentado resumido nessas estúpidas apresentações sem mencionar a ridícula eliminação diante de um Porto fraquíssimo.

Síntese: Gazzetta dello Sport

Roma, assim queima. O Lyon escapa. Desafio com coração e feito quase alcançado. Strootman e um gol contra anulam a vantagem francesa. Fatal os erros do primeiro jogo.

Por: Andrea Elefante

Como queria demonstrar: aquele gol de Lacazette - o 4 a 2 de Lyon, no primeiro jogo - foi o buraco negro sobre o qual se esmiuçou a Europa League da Roma. Uma semana atrás havia uma forte suspeita, o remorso se tornou certeza em uma noite desta vez de ressentimentos. Não houve a virada esperada, mas o Olímpico no final aplaudiu a primeira sentença da temporada, que a Roma fez muito, se não tudo, para mudar. Lopes melhor dos seus (bravo três vezes, extraordinário na quarta), a imagem nítida de um Lyon redimensionado pelo menos por uma hora, o recorde sazonal de 25 chutes (9 no gol), a forte dúvida de um contato entre Diakhaby sobre Salah: tudo verdade, mas nada poderá anular a sombra da gestão do primeiro jogo. E o pensamento de uma estrada direcionada para a final da Europa League que foi ladrilhada de obstáculos.

FOTOCOPIA O pesadelo dos noventa minutos de Lyon ficou fresco como uma imaginaria fotocópia após o desenho do primeiro gol francês da partida: cobrança de falta de Valbuena, destaque potente e solitário de Diakhaby, absolutamente libre para saltar escapando primeiro de Fazio e depois de Manolas. Um delito sabendo que esta qualificação seria jogada sobre os aspectos de erros, e pelo o que se havia visto até aquele momento. E seria revisto pelo menos por quinze minutos, uma vez encontrado em menos de dois minutos o empate graças a uma meia rajada de Strootman. Da mesma forma o Lyon já havia arriscado depois de seis minutos, com uma terrificante ação sobre o travessão de Rüdiger e posteriormente defesa de Lopes depois da cabeçada de Salah. O 1 a 1 imediato foi a mínima compensação pelo volume da Roma sobre um Lyon que não havia nem mesmo tempo de decidir se ficar recuado por escolha. Foi a Roma a obriga-lo. Forçar a partida, como pedido por Spalletti: com o controle as vezes na amplitude e outras na verticalização, movimentado com sabedoria sobre um eixo seguro. De Rossi, ou na realidade a pouca limpeza necessária diante da defesa. Strootman, ou na realidade a alfandega necessária com Tousart e Gonalons. Nainggolan, o homem elástico para ajudar o meio campo e depois se juntar a Salah, na atenção também muito acentuado as costas de Dzeko. E depois o bósnio: escora, cortes, movimentos para buscar profundidade para abrir espaços. A custo de ser menos cruel que de costume em buscar o gol, e pela primeira vez em desjejum por duas partidas seguidas em casa.

FEROZ E o Lyon? A equipe até ontem com o maior índice de arremates da Europa League por meia hora devia atacar, recuando o projeto da Roma: ritmo altíssimo a custo de alguns desperdícios por pressa de buscar a área ou a conclusão; pressão feroz para frear na origem os franceses na espera de passagens controladas; lances longos para Mario Rui e Bruno Peres, ou ainda na tentativa de abrir espaços na defesa para as infiltrações de Salah; área recheada de bolas aéreas para desfrutar o mismatch de centímetros e a tendencia dos centrais de Genesio a bailar um pouco. Como no minuto 41, com Lopes obrigado a um duplo não sobre Strootman, culpado no primeiro chute por ter visto o gol mais estreito do que era. O lógico calo de ritmo e intensidade no ultimo quarto de hora do primeiro tempo seria também um calculo de gestão de energias. para agredir seguido o segundo tempo, abrigando Lopes ao real milagre da noite sobre Nainggolan, fica a dúvida daquele pênalti não dado por Kassai.

A CARTA ELSHA E porém não acusar o golpe, melhor vier meia hora (mais acréscimos) com a chama da esperança, sobre o qual começou alimentar El Shaarawy, escolhido por Spalletti no larga de Bruno Peres no limite do dano para contrastar o lado de Morel. Missão cumprida em 78 segundos - bola venenosa no meio e afastada por Jallet bola ao lado de Tousart para os 2 a 1 - e depois até o fim. Se não “imprecisa” 3 minutos depois, com o chute do muito possível 3 a 1 que abriu demais. A ultima real ocasião de gol limpa para a Roma: a tração anterior reforçada antes por Perotti e depois por Totti produziu um assalto frenético mais que lúcido, do qual o Lyon conseguiu finalmente sair com mais leveza, obrigando Alisson ao extraordinário pelos menos por três vezes, sobre Tolisso e após um contrapé de Cornet e Fekir. Mas naquela altura assemelhava já de mais a uma ilusão.

@andrelefante

ROMA (3412): Alisson, Manolas, Fazio, Rudiger, Peres (59' El Shaarawy), Strootman, De Rossi (84' Totti), Mario Rui (76' Perotti), Salah, Nainggolan, Dzeko

LYON (4231) Lopes; Jallet, Mammana (33' s.t. Yanga-Mbiwa), Diakhaby, Morel; Tousart, Gonalons; Cornet, Tolisso, Valbuena (46' s.t. Rafael); Lacazette (39' s.t. Fekir) A disp.: Gorgelin, Ghezzal, Ferri, Darder Téc.: Bruno Génésio

Cartões: 21’Manolas, 28’Tousart, 39’Strootman, 62’Nainggolan, 70’Mammana, 85’Gonalons, 86’Lopes, 89’Perotti

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