2 cistos nos olhos, e abre ", o Rapa, fecha"
Não, não aquele que a Roma levou em Sevilha, isso foi obvio e nem precisamos entrar em detalhes, mas falo do rapa que foi necessário para Di Francesco acordar e esquecer vez por todas de pesos mortos que essa torcida está cansada de ver tipo Iturbe, Juan Jesus, entre outros. É imprescindível que o novo técnico tenha essa consciência de que se não tomar uma atitude drástica para corrigir essas feridas a Roma irá continuar sangrando, como assim temos visto e sentido a algum tempo. Por mais que até o momento o diretor esportivo Monchi, insistindo em uma negociação furada como esta de Riyad Mahrez, acredite que o problema desse elenco se solucione através dessa contratação, o time grita pavorosamente por outras que a muito tempo tem sido o calo latejante giallorosso. 

Síntese: La Repubblica

Roma sempre amarga: derrota de 4 a 1 para o Celta. Depois da derrota com o Sevilha outro bruto nocaute para a equipe de Di Francesco. No primeiro tempo colapso dos “reservas”.

VIGO - A Roma encerra do pior dos modos o seu carnê de amistosos estivos. Depois dos 2 a 1 sofridos em Valência, a Espanha se revela proibitiva para os giallorossi, que no Balaidos de Vigo se rendem ao Celta com um net 4 a 1, marcador severo, mas que reflete o quanto e foi visto em campo, sobretudo nos 45 minutos. No segundo teste ibérico Di Francesco, inclusive já pensando nas previsões da difícil estréia no campeonato em Bergamo contra a Atalanta, mistura as cartas e propõe uma formação por oito onze avos diferente daquela vista em Sevilha. A começar pelo goleiro, Skorupski, até o tridente, formado por Under, Defrel e Iturbe, passando pelo meio campo, todo revolucionado com Gerson, Gonalons e Pellegrini. Na defesa toca a Peres, Fazio, Jesus e Kolarov. A manobra giallorossa é lenta e previsível e aos cinco minutos Guidetti entra na área e aquece súbito os reflexos de Skorupski, que porém aos 17’ deve capitular. Capitão Fazio perde a bola e estende na área o então Guidetti, que na ocasião se lesiona e é obrigado a deixar o campo. O pênalti da marca é Aspas que ensaca com precisão.

Um baque, entretanto, exacerbado pelo esplendido estado de forma de Disto que, depois de ter chegado perto com uma conclusão arrebatadora aos 22’, ensaca um biz em cinco minutos, superando Skorupski aos vinte e três minutos com um tapa de direita do limite da área e apoiando de chapa aos 27’ com Peres atrasado na cobertura. Aos 38’ Skorupski salva para escanteio uma cobrança de Wass, aos quarenta e um minutos Aspas intercepta mais uma vez da direita para um 4 a 0 que denuncia o domínio do Celta e a inadequação de uma Roma irreconhecível. Para mudar a cara da equipe Di Francesco insere no reinicio Alisson, Manolas, Nainggolan, Strootman, Perotti e Dzeko, colocando para fora Skorupski, Kolarov, Gerson, Pellegrini, Iturbe e Defrel. A roma assume outra fisionomia e coloca pelo menos em jogo algum espírito competitivo, tanto de levar Strootman, aos dezessete minutos, a marcar em uma assistência de Dzeko o gol bandeira. Dentro Tumminello no lugar de Under, Alisson diz não a uma conclusão de Aspas aos 25’. O Celta de Unzué se posiciona na metade do campo adversário com estrema facilidade, entre os romanistas acha espaço inclusive Moreno (por Fazio), mas o jogo agora tem pouco a oferecer, mesmo se Alisson é obrigado a ficar sempre com os olhos abertos.

DI FRANCESCO: Tapas que servirão

“Não tem o porque levar a partida assim levianamente, é inaceitável. Encontramos pela frente uma equipe que nos massacrou. Não temos desculpa. Afortunadamente era apenas um amistoso”

É particularmente duro Eusebio Di Francesco depois da evidente derrota da sua Roma em Vigo contra o Celta. Os 4 a 1 sofrido pelos giallorossi no ultimo teste pré-campeonato faz soar o alarme mesmo se o técnico romanista busca ver o lado positivo:

“As avaliações agora são pesadas, mas melhor levar antes certos tapas, esta partida servirá de lição e estou convencido que em Bergamo faremos uma grande partida. Estamos a sete dias da partida com a Atalanta e precisamos apagar este bruto primeiro tempo” Um primeiro tempo no qual a Roma não conseguiu praticamente fazer nada, sofrendo quatro gols da formação espanhola.

“Foi um desastre sob todos os pontos de vista: técnico tático e físico. Não me agradou em nada a abordagem, faltou absolutamente inteligência tática. Espero que este amistoso nos sirva de lição. Certamente tem muito que se trabalhar ainda e cada um tem suas opiniões, mas em Sevilha havia visto uma equipe em crescimento inclusive do ponto de vista físico, hoje ao contrário entramos em crise”

CELTA VIGO (4-3-3): Sergio; Mallo (39' s.t. Costas), Fontas (17' s.t. Lobokta), Cabral (34' s.t. Roncaglia), Jonny; Wass, Radoja (17' s.t. Sergi), Jozabed (1' s.t. Tucu); Iago Aspas, Guidetti (18' p.t. Maxi Gomez, 34' s.t. Beauvue), Pione Sisto (34' s.t. Hjulsager). (Rubens, Ivan, Pape). Técnico: Unzué.

ROMA 433: Skorupski (46' Alisson), Bruno Peres (84' Nura), Fazio (74' Moreno), Juan Jesus (84' Castan), Kolarov (46' Strootman), Gerson (46' Nainggolan), Gonalons (84' Sadiq), Pellegrini (46' Strootman), Under (63' Tumminello), Defrel (46' Dzeko), Iturbe (46' Perotti),

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