Italiani Turchi, Una Faccia Una Razza
Não poderia deixar de enfatizar este célebre momento do cinema italiano de um dos meus filmes mais apreciados na obra de Gabriele Salvatoris, o inesquecível Mediterraneo que foi as telas e ganhou popularidade alguns anos antes de nascer Cengiz Ünder, o então popularmente aclamado Dybala turco. O menino entrou, arrebentou e nos trouxe uma esperança de que desta vez, poderemos chamar de verdadeira aposta e esquecer os vários e lamentáveis Lamelas,Iturbes,… Ainda nesse sentido, há de se enfatizar que os jovens da base parecem cada vez mais ser a solução para os problemas da Roma, como o caso do siciliano Marco Tumminello, que vem se destacando a algum tempo com a Primavera giallorossa e poderá ser muito útil em um futuro próximo. 

Síntese: Corriere dello Sport

Cengiz Ünder encanta. O turco entra e marca. E no final já nos acréscimos a partida é decidida por um outro baby: Tumminello

Por: Roberto Maida

HARRISON - Roma, nasceu uma estrela. A notícia maravilho que chega dos Estados Unidos não é a vitória maluca e gratificante sobre o Tottenham, mas a estréia de Cengiz Under, o jovem turco que representa a principal aposta do diretor esportivo Monchi. Muito além do gol, sinal de lucidez e oportunismo, Cengiz foi uma ameaça constante para os adversários, arriscou jogadas interessantes e ofereceu uma apreciável contribuição inclusive em fase defensiva. E a propósito de jovens: destaque para a garra de Tumminello, classe 98, que nos acréscimos estilingou a bola da vitória.

O INÍCIO - No complexo Di Francesco pode ficar muito satisfeito dos progressos da equipe, porque o black-ou final é especialmente devido a rota de mudanças que na partida real nunca teria ocorrido. Inicialmente mudou por seis onze avos a formação que havia empatado com o PSG, confirmando as indicações chegadas dos treinos em Boston: súbito em campo as neo contratações Defrel e Kolarov e espaço a Gerson, único 97 da Roma em campo (antes de Cengiz) de fronte a três exemplares do Tottenham de Pochettino (Walkers-Peters, Carter-Vickers e Onomah). Na tribuna então, ao lado do presidente Pallotta, não poderia faltar Franco Baldini, ex dirigente, agora consultor de todos os dois clubes.

FOGUETE - Se intuiu da primeira ação que fora uma Roma mais propositiva e agressiva em relação ao amistoso com o PSG. Defrel partiu forte, para depois se apagar gradativamente, e tem uma ocasião de cabeça (6’: pra fora) depois de uma rápida combinação a… Di Francesco entre De Rossi e Perotti. E o próprio Dzeko, lançado por um muito bom Bruno Peres, fora pouco lúcido na escolha final perdendo um instante de fronte a Vorm. Eis a Roma vertical que agrada ao técnico. Depois o avanço: a inserção de Nainggolan, aparece já em forma de campeonato ou quase, fora premiado por um toque de mão do jovem Carter-Vickers, anel fraco da defesa a três do Tottenham. Pênalti, que o cirurgião Perotti operou com a usual precisão. Por pelo menos vinte minutos fora uma Roma bela e curta, atenta na pressão e nas distribuições de bola. Na segunda metade do primeiro tempo é ao contrário o Tottenham que foi pra cima depois de um travessão de Trippier fora conduzido por Harry Kane: bravo fora Alisson a defender-lhe um chute angulado (37’).

GIRANDO-A - No segundo tempo Di Francesco deu espaço a outra novidade, Cengiz Under, além de acrescentar dois titulares como Strootman e Manolas, renunciando a Gerson (não mal) e Juan Jesus. O baby turco foi depois de poucos segundos direto pra cima em um relançamento de Fazio: o poderoso chute após um passeio selvagem dos trinta metros saiu porém fora de medida. Pena porque a seguir o Tottenham, reforçado pelo talento de Eriksen e passado ao 4-4-2, retomou as rédeas do jogo, reclamando com razão um pernalta por contrato entre Kane e Fazio. Kane não encarou bem e começou a elevar os ânimos da partida, brigando primeiro com Manolas e depois com Strootman diante de um arbitro claramente inadequado. Nada mais, porém suficiente para aumentar a temperatura do Redbull Arena cheia de muitos torcedores do Tottenham. De resto ficou por conta de Dele Alli que imprevistamente acordou do torpor. Entretanto a Roma realizou-se e, como as grandes equipes sabem fazer, desfrutou do momento propício para atacar em contra ataque: uma escapada de Strootman se concluiu com um cruzamento mal gerido por Alderweireld, que concedeu facilmente o arremate esquerdo dos 2 a 0 a Cengiz. Nos últimos minutos, com Castanheiro de lateral esquerdo em evidente apuro e Moreno pouco concentrado, a Roma abriu-se para o Tottenham: primeiro com Winks e depois com Janssen empatando em 2 a 2. Mas para Strootman não estava bem. Outra percussão e outro cruzamento, desta vez para o mais jovem de todos: Tumminello, que não fez cerimonia para marcar de carrinho o gol dos 3 a 2.

@RobMaida

TOTTENHAM (4-2-3-1): Vorm (46' Lloris), Carter-Vickers (46' Winks), Alderweireld, Vertonghen (69' Oakley-Boothe); Trippier, Dembele (69' Wimmer), Dier (46' Georgiu), Walker-Peters (46' Davies); Onomah (46' Eriksen), Alli (77' Nkoudou); Kane (77' Janssen).A disp.: Wanyama, Brown, Austin, Dinzeyl, Miller. Técnico: Mauricio Pochettino.

ROMA 433: Alisson (62' Skorupski), Bruno Peres, Fazio (62' Castan), Juan Jesus (46' Manolas), Kolarov, Gerson (46' Strootman), De Rossi (62' Gonalons), Nainggolan (62' Pellegrini), Defrel (46' Under), Dzeko (46' Tumminello), Perotti (80' iturbe),

F I C H A
avatar

© 2004 PORTALE ROMANISTA BRASIL UMA FÉ QUE NUNCA TEM FIM

uCoz