Sa-sassaricando!
Lembram dessa musica da Rita Lee? Pois é eu gostaria de oferecer essa descolada canção para um nosso conterrâneo em especial, o Gerson. Menino de ouro, que deve ser para seus entes e principalmente os cofres romanistas. Na canção costumo fazer essa analogia ao jovem Gersinho que parece ainda não ter se tocado da oportunidade - e aqui cabe o valor abstrato da palavra - de ouro que está simplesmente arremessando pelos ares achando que a sua bola é uma criança e quando ele se tocar disso vai estar em uma equipe que por conveniência não pronunciará o nome. Vai retornar para o Brasil dizendo que jogou na Roma… Jogou mesmo? Será? Pois é, mas não vingou como tantos brazucas desapercebidos que saçaricaram e acharam que um dia cairia do céu aquele momento vivido pelo ator Gooding Jr no filme Jerry Maguire. Todo mundo leva a vida no arame…  

Síntese: Corriere dello Sport

Roma e PSG: Sadiq-gol, mas nos pênaltis passam os franceses. No amistoso em Detroit contra a equipe de Unai Emery, o atacante nigeriano responde a Marquinhos. Na loteria final erra Gerson que havia sido autor de uma assistência decisiva

Por: Roberto Maida

DETROIT - Sofre, recupera, protesta e depois se decide apenas nos penaltis. No final a Roma sai sensibilizada do primeiro amistoso americano, no estádio de beisebol dos Detroit Tigers, evitando bruta figura na então derrota para o PSG. Determinantes no empate (1-1) dois meninos de 97: o maltratado Gerson, autor de uma assistência de primeira intenção e depois sem sorte protagonista nos penaltis, e o alongado Sadiq, já decisivo em Pinzolo contra o Slovacko. No segundo tempo, quando jogou a formação mais preparada sobre o plano físico, a Roma ganhou velocidade e intra dependência pedindo dois penaltis (Dani Alves sobre Perotti e Kimpembe sobre Sadiq), mas não fora atendida, enquanto Matuidi, no centro dos rumores de mercado, marcou três vezes (!) sozinho diante de Alisson. Nos últimos minutos a equipe reduziu, o dispositivo defensivo vacilou, mas os franceses não souberam aproveitar.

OS MOVIMENTOS - Não fora uma grande partida, como era lécito prever visto o período. Di Francesco confirmou as indicações das vésperas, propondo seis selecionados não obstante a escassa gasolina no tanque: na defesa Manolas e, como lateral esquerdo, a nova aquisição Moreno; no meio Pellegrini e Strootman enquanto na frente jogou Dzeko como se fosse já campeonato mais Iturbe, que está à espera de sistematização. Mas também Unai Emery, encostado frequentemente na Roma na primavera passada, utilizou muitos titulares, inclusive o ex-juventino Dani Alves, renunciando a Cavani e Di Maria, além de Verratti, no meio das polemicas de adeus ao histórico procurador e em condições físicas precárias. Na frente, espaço para Lucas e Jesé que em momentos diversos foram objetivos de mercado da Roma.

INICIATIVA - Em um estádio lotado e rumoroso, com os arranha-céus de Detroit no fundo, o PSG ditou os ritmos do amistoso girando a bola lentamente para depois agredir improvisadamente os espaços com suas grandes estrelas: especialmente Thiago Motta, que com um 4-3-3 modelado por Di Francesco não havia homens em pressão, teve por um longo período dominado a cena como na ação do gol de Marquinhos, inspirado por uma serpentina e por uma troca com Jesé. Thiago caiu na área por um empurrão de Juan Jesus. Teria sido pênalti se Marquinhos não tivesse rapidamente evitado Hector Moreno, em dificuldades como lateral esquerdo, e descarregado um chute potente de direita as costas de Alisson.

LAMBENDO AS FERIDAS - A Roma do primeiro tempo concedeu outras três possibilidades, duas a Jesé e uma a Pastore (votado homem do jogo), sem quase jamais produzir incomodo ao PSG. Os movimentos que pede o novo treinador se foi visto pouco: Em compensação o combate da equipe foi bom. Ainda um pouco mais depois do intervalo quando Di Francesco substituiu todos os jogadores cansados, provando a inserir foras frescas: Juan Jesus foi afastado para esquerda no lugar de Moreno com uma nova dupla central composta por Fazio e Castan. Tudo mudou para melhor pelo menos por meia hora, graças também ao bom impacto sobre a partida de Nainggolan. Belíssima a bola de primeira sem olhar de Gerson que mandou pro gol Sadid, bravo a converter em gol (esquerda sob as pernas de Areola) a única ocasião da Roma. De resto ficou por conta dos penaltis onde desta vez fora impreciso Gerson chutando para fora a única cobrança da série.

@RobMaida

ROMA 433: Alisson, Bruno Peres, Manolas (46' Fazio), Juan Jesus (38' Seck), Moreno (46' Castan), Pellegrini (46' Gerson), Gonalons (15' De Rossi), Strootman (46' Nainggolan), Iturbe (46' Tumminello), Dzeko (46' Sadiq), Perotti (15' Antonucci),

PARIS SAINT-GERMAIN (4-3-3): Areola; Dani Alves (24' st Nkunku), Thiago Silva (1' st Kimpembe), Marquinhos, Kurzawa; Lo Celso (37' st Bernede), Thiago Motta (24' st Callegari), Rabiot (1' st Matuidi); Lucas, Jesé (37' st Edouard), Pastore (24' st Guedes). A disp.: Trapp, Yuri. Técnico Emery

Cartões: Rabiot, Marquinhos e Castan

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