CIRCULO FIEL DE INESPERADOS RESULTADOS
Alisson, Alisson, Alisson. Ao invés da tríade cantada aos 4 ventos de sempre, esse ano foi assim e não tem como se esconder. Na verdade queríamos muito, porque de goleiros já foram tantos e  ruins, mas um igual ao Becker é de se contar nos dedos. Quando digo esconder é porque fica cada vez mais evidente que seu futuro a nós não pertence e seria lindo poder contar com o brasileiro na esperança de alguma coisa boa nos próximos sempre discutíveis anos. É bom lembrar que quando tivemos e mantivemos um certo Masetti, o título veio, mesmo que aos noventa e quatro. Mas tivemos também o tal do camisa nove esperado, que resolveu dar uma prosinha do tipo: hey! estou aqui. Não com a mesma continuidade prestativa do goleiro brasileiro, mas muito bem vinda, embora fosse preciso muito mais para um sentimento totalmente agradável. E nesse eterno zig zag de escaladas e deslizadas a Roma segue sua sina, na esperança de que esse resultado possa dar a segurança necessária que o time precisa para reverter a vantagem do Shakhtar pelas oitavas da Champions (não faz mal acreditar, ou faz?) 

Síntese: Gazzetta dello Sport

Napoli gasta seu sonho. Uma grande Roma passa no San Paolo. Dzeko cruel. Juve superada?

Por: Sebastiano Vernazza

A fúria de re-apontar e dizer o quanto é belo, vem a noite na qual o espelho se quebra e os cacos ferem. Clamoroso ao San Paolo, o Napoli da grande beleza entra em parafuso na presença de uma Roma sem truques, mas segura de si, privada de complexos, o clássico tipo que agrada. Líder na espera de um juízo: a equipe de Sarri conserva a liderança, porém encontra a Juve a menos um ponto e a Senhora, como é conhecida, deve recuperar o jogo com a Atalanta, pelo qual falamos de uma primeira colocação virtual e de potencial dois dos bianconeri na ponta. Nada é perdido para os sarrianos mas o golpe é avassalador e não será fácil ser absorvido porque mina certezas, tira a complacência, mesmo se esse ultimo aspecto será salutar. Os “scudetti” não se vencem apenas com a presunção de si, as vezes servem um pouco de ignorância e feiura. Na expectativa que jogue a Inter, a Roma ultrapassa a Lazio na terceira colocação e Di Francesco recupera aquilo que talvez havia um pouco perdido, a plena confiança dos jogadores. Alisson e Dzeko foram protagonistas de prestações monumentais. Se tens goleiro e centroavante fortes, diziam os velhos treinadores Guardiolistas, o resto está feito.

PSICO-GOLPE O gol de Dybala no final de Lazio-Juve fora devastante para a psique do Napoli. Os sarrianos haviam na boca o 0 a 0 do Olímpico, pressentiam a ocasião de fugir a mais seis, mesmo se temporariamente, e porém antes de começar se viram com a Juve no cangote. Difícil recalibrar a cabeça. Por paradoxo, mas não muito, seria simples se a Senhora tivesse feito gol com larga antecedência. Vice-versa com a facada do Dyba-gol a menos de uma hora do inicio do jogo no San Paolo, o Napoli foi obrigado a reprogramar-se nas motivações e nos pensamentos. O inicio dos azzurri foi bom, vinte minutos de discreto sarrismo. Insigne logo tirou o zero do placar, mas houve o imediato empate romanista, filho de um relaxamento além, como se o Napoli tivesse pensado que o mais era muito, e então estivesse na raiz do jogo. Aquele “down” mental foi o mais longe espião do desconforto. Di Francesco construiu uma Roma em dois planos, duas linhas estreitas entre defesa e meio campo, para um tipo de 4-5-1 fora da posse, com particular pressão sobre os distribuidores azzurri da mediana e relativa desconexão dos três. Ensanguentar, sujar e retomar os três verbos declinados pelos giallorossi. Fisiológicas concessões sob as faces, com Florenzi e Kolarov obrigados a remar como laterais no velho molde. Não por acaso a ação mais utilizada pelo Napoli tenha sido a bola pelos lados para Insigne, bravo em se desvencilhar da marcação na área, a penetrar naquele pedacinho que ocorria para deixar no meio do caminho Manolas e Fazio (pega você ou eu? Pega os outros?). Mais de Insigne e dos suas repetidas conclusões puderam entretanto a agressividade romanista na recuperação da bola o reestabelecido ativismo de Nainggolan, hábil em camuflar-se em zonas diferentes.

REAÇÃO E RENDIÇÃO Reaparecido depois do intervalo em desvantagem de um gol, o Napoli se reservou na metade do campo adversário, por 20 minutos no qual a Roma nas cordas se segurou nas luvas de Alisson e demonstrou enorme atitude no sofrimento. O Napoli fora determinante, mas ressonante, com as mesmas soluções ofensivas no chute de Insigne, cada vez mais evidente. A tesoura entre os panos de reação de uns e as capacidades de resistência dos outros começou a ficar longo e no coração de segundo tempo apareceu na ponte de comando Dzeko, formidável na dupla função como finalizador-misto e bomber. Quando o bósnio marcou o terceiro gol, o segundo pessoal, ficou claro para todos que não haveria mais nada a fazer. Nem mesmo a inserção de Milik mudou alguma coisa. A Roma levou para casa a 15ª vitória nas últimas 20 partidas fora pelo campeonato. Uma equipe de tradição externa, que ontem vestiu a camisa com listras laranjonas, a cor da Holanda, equipe que sempre recordamos com prazer, com respeito e admiração.

@SebVernazza

NAPOLI (433): Reina; Hysaj, Albiol, Koulibaly, Mario Rui; Allan, Jorginho (30' s.t. Milik), Zielinski (20' s.t. Hamsik); Callejon, Mertens, Insigne A disp.: Sepe, Rafael, Tonelli, Milic, Maggio, Diawara, Rog, Machach, Ounas Téc.: Maurizio Sarri

ROMA (433): Alisson, Florenzi, Manolas, Fazio, Kolarov, Nainggolan, De Rossi (88' El Shaarawy), Strootman, Under (72' Gerson), Dzeko, Perotti (80' Pellegrini)

Cartões: 55’Fazio, 55’Mertens, 86’Dzeko

F I C H A
avatar

© 2004 PORTALE ROMANISTA BRASIL UMA FÉ QUE NUNCA TEM FIM

uCoz