EFEITO DOMINÓ
Es-que-ça-mos! Toda aquela ilusão de que a Roma havia se achado caracteristicamente... foi uma grande viagem e como diria meu saudoso professor do Don Bosco de Português (Prof. Mazzarotto), lak-pezito na mão, borracha e apague… apague… Bastou dois jogos e algumas críticas pesadas para o time diminuir perante seus adversários, como aquela cena do Theon Greyjoy assustado depois de ter levado uma surra substancial e passado por uma lavagem cerebral que limitou qualquer tentativa de reação e busca de potenciais vezes apresentados em um lapso de tempo. Resta saber agora o tamanho da pisa (como diria minha mãe, nas duras horas do acerto de contas), que a Roma deverá levar, mais uma vezes, para desespero geral dos giallorossi, em pleno estádio Olímpico (again). Nem mesmo Alisson no gol com a perda dos superpoderes, nem mesmo a volta de Radja Nainggolan possibilitam alimentar uma ameaça de esperança de pelo menos ver uma despedida decente da Liga dos Campeões da Europa sem ter que passar por humilhações e vexames. 

Síntese: Corriere della Sera

As escolhas erradas da Roma. A Fiorentina apresenta a conta. Uma derrota imprevista que é inclusive uma assistência paras as as perseguidoras Lazio e Inter.

Por: Luca Valdiserri

ROMAO futebol, como a vida, é feito de prioridade. A Roma que muda do dessert (a Champions) para o pão quotidiano (o campeonato) foge a essa lei elementar e faz a felicidade de Inter e Lazio, que hoje podem superá-la ou alcançar-la na classificação. Os erros de Di Francesco e o ótimo estado de forma da Fiorentina são um mix letal para os giallorossi. O treinador erra a formação, fazendo repousar quem deveria estar em campo e escalado quem não tem pé ou quem não tem condições de jogar desde o inicio da temporada. Os violas timbram a sexta vitória consecutiva e colocam a Europa League na mira. Para a Roma é a sétima derrota no Olímpico (seis no campeonato contra Inter, Napoli, Atalanta, Samp, Milan e Fiorentina, não acontecia desde 1947; mais a eliminação da Copa Itália contra o Torino). Chievo e Spal, por exemplo, em casa perdeu cinco.

Di Francesco gastou e escolheu bem, mas nesse caso fora incompreensível. Jesus como lateral esquerdo foi atacado sucessivamente e colocado em crise. Gonalons regista sucumbiu: os companheiros de equipe esqueceram de passar-lhe a bola depois de poucos minutos e Fazio se tornou o regista, com o vicio de buscar a percussão bola ao pé. Defrel que ficou parado no pênalti presenteado por Dzeko nos acréscimos contra o Benevento (5-2) jogou 45 minutos de nada, sobretudo se confrontados com os 23 milhões que a Roma deverá dar ao Sassuolo pelo pupilo de Di Francesco. O cansaço de Dzeko e o papelão de Manolas no 2 a 0 fizeram o resto. A partida, porém, já havia começado mal, com o enésimo gol tomado em bola parada (Benassi aos 7’). A partida contra a Fiorentina era a clássica armadilha entre os dois jogos da Champions contra o Barcellona, mas isto todos sabiam. Deixar de fora Kolarov e De Rossi foi um erro que custou caro. Era o Barcellona, depois dos 4 a 1 do jogo de ida no qual poupá-los em vista do derby do dia 15 de abril, que agora assume um caráter de desempate para a Champions. Apenas depois de Torino-Inter e Udinese-Lazio de hoje se entenderá o verdadeiro peso do escorregão giallorosso. A Fiorentina foi muito brilhante sob o plano atlético e Pioli reativo quando, de fronte ao 4-2-4 da desesperação romanista, respondeu com um 5-4-1 que fechou as brechas. Os violas podem ser a surpresa desse final de temporada, no qual estão honrando o capitão Astori. Muitos torcedores giallorossi se perguntam como é possível ter uma Roma doutor Jekyll na Copa e mister Hyde no campeonato. Uma resposta pode ser que a equipe se coloca bem quando o adversário impõe seu jogo, mas deixa espaços e vai mal quando deve construir. Falta um regista e o 4-3-3 de Di Francesco é muitas vezes privado de fantasia. Aquela que a Fiorentina reencontrou em Saponara. A Roma, ao contrário, se fez passar a um Schick por um problema sem solução. Pode ser, mas bondem se reviu em flashes o jogador que havia impressionado na Samp: entrou no segundo tempo produziu uma assistência desperdiçada por Nainggolan e uma bola travessão depois de uma bela cabeçada. O verdadeiro quesito é, sendo assim, que esta equipe, em relação ao campeonato passado, tem onze pontos a menos e lhe falta 19 gols marcados.

ROMA (433): Alisson, Bruno Peres, Manolas (58' Kolarov), Fazio, Juan Jesus, Nainggolan, Gonalons, Strootman (68' Florenzi), Defrel (46' Schick), Dzeko, El Shaarawy

FIORENTINA (4321): Sportiello; Laurini, Pezzella, Vitor Hugo, Biraghi; Benassi, Veretout, Dabo; Saponara (24' st Milenkovic), Eysseric (13’ st Gil Dias); Simeone (43' st Falcinelli). A disp.: Dragowski, Hristov, Cerofolini, Olivera, Cristoforo, Lo Faso, Sottil, Bruno Gaspar Téc.: Stefano Pioli

Cartões: 14’Vitor Hugo, 43’Laurini, 58’Dzeko, 75’El Shaarawy, 85'Juan Jesus, 91'Bruno Peres

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