O FINAL QUE NINGUÉM ESPERAVA
Sim porque quem acreditaria que Eusebio Di Francesco teria competência para levar esse time onde chegou? Semifinal de Champions League? A melhor campanha fora de casa em toda a história do clube? Sinceramente tirou leite de pedra  e claro esperamos que a diretoria do clube reconheça isso de maneira que tome atitudes válidas para assegurar seu trabalho visto que saídas eminentes acontecerão e não existirá forma de se evitar, pois faz parte do futebol ganancioso que hoje impera o mundo da bola. De campanhas maravilhosas e recordes suplantados a torcida está bem servida, o que interessa agora são títulos, e que sejam expressivos se não for pedir demais em uma década a ver navios. Esse título pode também facilmente descrever o outro lado impaciente do torcedor desse inesperado título que não vem a espera de um milagre que copiosamente persegue a peregrinação giallorossa em todos esses anos de pesadelo infinito.     

Síntese: Corriere dello Sport

O técnico giallorosso deixa uma mensagem clara para a próxima temporada: “Roma minha não quero parar”.Di Francesco: “Nos conhecemos melhor o objetivo será de ir além não tem nada a se desmantelar com Monchi virão os reforços necessários”

Por: Roberto Maida

Existe um senso de trabalho concluído no final do campeonato da Roma, que obtém sem exagerar um recorde significativo: jamais havia encerrado com apenas uma derrota fora em 85 temporadas pela Serie A. Questão de solidez, questão de força. O rendimento fora de casa talvez até mereceria resultados melhores: graças a 12 vitórias sobre 19, Di Francesco obteve 42 pontos contra os 46 de Juve e Napoli. Mas ficou longe do vértice por culpa da pequena função do Olímpico, que não fora de Champions League. A terceira posição porém confirma a presença do clube na elite do futebol italiano: nos últimos cinco campeonatos a Roma sempre ficou no pódio. E com o re-saneamento econômico em curso, as prospectivas de crescimento são ótimas.

REPATRIADA. Esperando renovar o contrato que se encerra em um ano, Eusebio Di Francesco gozou o retorno a Reggio Emilia, onde fôra aplaudido pelos torcedores do Sassuolo (“Errei o banco pela emoção… foi como voltar para casa”) e concluiu a coletiva de imprensa entre abraços e selfies com os jornalistas locais. Aqui havia feito história, levando a sociedade da B para Europa, mas inclusive na Roma viveu um sonho, chegando perto da final da Champions League. E seu objetivo é subir mais ainda a velocidade das ambições: “Nos perdemos um pouco em janeiro no campeonato. Mas crescemos mentalmente. Todos. Agora devemos ir além. Essa não é uma equipe a se desmantelar, antes de melhorar e com Monchi deveremos ser bravos a encontrar reforços justos”. E eles me conhecem bem. Sempre fui sereno, inclusive contra os prejuízos que vivi com relativo desprazer. Mas agora que terminamos bem não quero parar. Devemos trabalhar melhor e mais, sem papo furado”.

COMPORTAMENTO. Lhe agradou também o ultimo recital: “Não era fácil manter sob a ótica os jogadores quando o objetivo Champions estava sendo conquistado. A Roma teve uma boa aproximação, depois se dispersou no segundo tempo diante de um adversário que não amolecia jamais”. Comenta com humor inclusive a exclusão da Lazio da Champions: “Teria merecido ambas a quarta posição, talvez a Lazio um pouco mais. A Inter soube desfrutar a ocasião de grande equipe que é. Nós ao contrário no campeonato chegamos em terceiro mas poderíamos ter feito mais”.

AS ESCOLHAS. Lhe perguntam das mudanças não realizadas: “Karsdorp re-saboreou a atmosfera da partida, mas depois de três treinamentos não era o caso de coloca-lo em um jogo vivo. Queria entretanto estrear Luca Pellegrini, mas fui obrigado a fazer outras substituições, por exemplo Perotti que não jogava a tempo”. Florenzi saiu com uma bolsa de gelo sobre o joelho depois de uma apresentação muito ilusória. “Havia a síndrome de Mapei…” brinca Di Francesco em alusão ao fato que Florenzi justo nesse campo rompeu o cruzado na temporada passada.

 

@RobMaida

SASSUOLO (352): Pegolo; Lemos, Acerbi, Peluso; Adjapong, Missiroli (85′ Biondini), Manganelli, Duncan, Rogerio; Berardi (73′ Babacar), Politano (59′ Letschert) A disp.: Consigli, Marson, Ferrini, Dell’Orco, Mazzitelli, Frattesi, Cassata, Ragusa, Matri, Pierini Téc.: Giuseppe Iachini

ROMA (433): Skorupski, Florenzi (76' Capradossi), Manolas, Fazio, Kolarov, Pellegrini, Gonalons, Strootman, Schick (72' El Shaarawy), Dzeko, Perotti (80' Gerson)

Cartões: 35’Fazio, 91’Biondini

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