SERÁ QUE É O FUNDO?
Incrível! Claro que em se tratando de Roma crises como essa são frequentes afinal sabemos realmente do potencial que esse clube oferece e acima de tudo até onde é possível atenuar por resultado satisfatórios. Mas o jogo de hoje foi de um absurdo inacreditável. A começar pelo penal desperdiçado pelo Alessandro Florenzi. Sabe eu tinha muita esperança nesse baixinho romano. Caracteristicamente ele tinha tudo para ser o herdeiro de De Rossi: sabe amar essa camisa como um verdadeiro capitão e tem a raça romanista que todos esperam, além de futebol. Mas ultimamente, querendo agradar a todos os professores pardais que passaram pelo clube, acabou se submetendo forçadamente a situações que não lhe competem e deste modo perdendo-se por completo. Talvez até mesmo por causa dessa insegurança gerada, o fato ocorrido nesse jogo seja apenas uma evidência dessa perda de identidade. Entretanto, era esperado que essa crise não tomasse o volume catastrófico que vem se apresentando. Parece que a reação passou longe do dicionário desse time e que o pesadelo seja uma infinita resposta a esperança romanista.

Síntese: La Repubblica

Caos sobre Dzeko encaçapam a Roma, Pallotta contestado.

Por: Fabrizio Bocca

Terminou com os jogadores da Samp dando um salto e explodindo em alegria, gozando da satisfação de ter ocorrido no Olímpico. E acabou com uma avalanche de vaias endereçadas aos jogadores da Roma como já a algum tempo não sentiam. Enfurecidos pela derrota em casa com a Samp os torcedores - depois de ter contestado no inicio Pallotta e a sociedade, com muitas faces do presidente estampada em dólares falsos - pediram que os giallorossi viessem a curva. Mas esses justamente foram direto para os vestiários refletir desconsolados pelo ocorrido. A Roma está em crise, desde antes do Natal então que não vence uma partida, e as ultimas seis foram efetivamente um tormento. A classificação precipitou, a única consolação é que inclusive a Lazio perdeu e a Inter tudo somado teve suas dores. Tudo isso enquanto as noticias do mercado de futebol e a negociação de Dzeko estão desestabilizando a equipe de Di Francesco, que então raramente marca gols quase que com conta gotas.

Não jogou tão mal a Roma, mas a Samp fora mais cínica e no final superior. Em todo caso pode-se dizer que que a partida culminou com um gol no ultimo instante, como ocorrido nos acréscimos com a mesma Sampdoria três dias antes. Dzeko está atordoado, joga, mas não enxerga o gol e sobretudo não vê o próprio futuro. É a Roma ou o Chelsea? Fora uma partida de pesadas renuncias. Di Francesco teve que renunciar Schick, machucado justo no ultimo treino antes do jogo. A Roma querendo insistir com a inserção do atacante tcheco sobre o qual foi direcionado tudo, tanto a levar em consideração a cessão de Dzeko, não conseguiu nem mesmo colocar como dupla como o artilheiro da temporada passada, nem muito menos a responsabiliza-lo e confiar a herança do homem gol empenhado por uma trezena de milhões no mercado do futebol. A situação entre outros é a de sempre menos manejável e com tendencia a aumentar. Dzeko está ainda ali suspenso, regularmente escalado em campo com todas as incógnitas do caso, o diretor esportivo Monchi tomou um tempo e definiu com um lacônico: “pode ficar”.

Inclusive Giampaolo do seu lado teve que renunciar o seu jogo vencedor. Não pode contar com Quagliarella 16 gols no campeonato foi por fim o peso maior, obrigado a pedir gol para Caprari. Mesmo se, no final, o acasalamento Zapata-Caprari empenhou diversas vezes a Roma, por fim mais do que não fizera Dzeko & Cia. Sob o outro fronte. No final Zapata decidiu o match desfrutando também de um erro do jovem Antonucci, que desta vez colocou para dentro ao invés de resolver abrindo o caminho para o gol da Samp.

A Roma ressentiu muito as prestações nervosas e a tensão que paira nesse período de resultados míseros. Inclusive isso pesou no pênalti desperdiçado por Florenzi, o esfriamento anulado por Viviano, que depois é a mesma coisa. Na Roma o cobrador é Dzeko, mas nessa temporada já errou. Depois tem Perotti e De Rossi, mas ambos estavam no banco, e enfim El Shaarawy e Kolarov. “Quem escolheu, o fez mal” disse desconsolado Di Francesco “mas precisamos pelo menos recuperar a quarta posição”.

@fabriziobocca1

ROMA (433): Alisson, Florenzi, Manolas, Juan Jesus, Kolarov, Pellegrini (70' Defrel), Strootman, Nainggolan, Under (72' Perotti), Dzeko, El Shaarawy (78' Antonucci)

SAMPDORIA (4312): Viviano; Bereszynski, Silvestre, Ferrari, Murru; Barreto, Torreira (41' s.t. Capezzi), Linetty; Ramirez (27' s.t. Alvarez), Caprari (17' s.t. Kownacki), Zapata A disp.: Puggioni, Tozzo, Andersen, Sala, Tomic, Strinic, Regini, Verre, Quagliarella Téc.: Marco Giampaolo

Cartões: 39'Bereszynski, 57'Kolarov, 80'Florenzi, 87'Murru

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