TENSÕES DE VÉSPERA
Estava indo muito bem não é? Vitórias consecutivas, apresentações fora de casa impecáveis, time voando baixo e acima de tudo soberano. Mas acontece que um tal de Barcellona apareceu por lá. Pois é o jogo em Bolonha foi um pouco assustador na mesma batida sonolenta que em dezembro despedaçou os nervos da torcida romanista. Perdido, sem vontade em queda tecnicamente falando, as impressões não foram das melhores. E fazendo um link com o passado (isso infelizmente não foge jamais a regra, em se tratando de Roma) me vem aquele maldito jogo diante do Manchester United em que o time nos pregou uma peça vexatória que me assusta só de lembrar como fiquei na época. Mas tudo bem, quem está na chuva é pra se molhar, só peço que não seja de lavada por favor.     

Síntese: Il Messaggero

Roma presente de Páscoa. Os giallorossi não vão além do empate em Bologna: Dzeko iguala o gol de Pulgar. Trave de Strootman. Prova desconcertante sob o plano de jogo de um rival modesto. Nainggolan termina lesionado: Barcellona agora em risco.

Por: Ugo Trani

BOLONHA A Roma devagar na Emília e, por continuando no pódio, não assegura a terceira colocação. E faltam ainda oito etapas para o objetivo, deve ter atenção em quem a persegue: agora Inter quarta (e com o derby para recuperar) e a Lazio quinta estão bem próximas respectivamente a -2 e -3. Os 2 pontos desperdiçados no Dall’Ara pesam então na classificação, considerando também as convalescenças do Bologna que, pela suspensão de Mirante e as dores nas costas de Da Costa, escalou o debutante Santurro. E com todo respeito pelo jogador de 26 anos de Parma, é como se tivesse jogado sem goleiro. E também os giallorossi tiveram que esperar a meia hora do segundo tempo para bater-lo, confiando a Dzeko que, partindo do banco, certificou a segunda recuperação da temporada. Os alibis do duelo de quarta-feira no Camp Nou contra o Barça não poupa, mesmo porque Di Francesco, escalando os melhores jogadores a disposição e preservando no inicio apenas o centroavante titular, mandou a justa mensagem para o grupo: a Champions de amanhã tem a prioridade sobre aquela do presente. A prestação, porém, fora insuficiente. No jogo e no ritmo. Sem fome, no 3º lunch match da temporada.

RECITAL BANAL

A lembrança de Frizzi e Mondonico no minuto de silêncio antes do inicio. A Roma, tendo sempre o controle do jogo, passeou em campo. Sem jamais acelerar, pareceu rapidamente estática, passada e lenta. Assim permitiu ao Bologna de reduzir comodamente em um 4-5-1, muito renunciado a custar inclusive as vaias no final a Donadoni pelo publico. O meio campo giallorosso jamais conseguiu se destacar, com De Rossi pesado e tímido e com Strootman precipitado e jamais lúcido. No mais rapidamente veio o stop de Nainggolan: lesão muscular na coxa direita. Dentro Gerson que não conseguiu nem mesmo fazer sua tarefa. Pulgar, ajudado por Poli e Donsah, conhecido como lei. Schick, escalado como centroavante, teve uma chance do desabrochar da partida e logo depois Santurro fez a única real defesa na cabeçada de De Rossi. Que, após o bloqueio de Gerson na área giallorossa, pulou no arremate de direita de Pulgar, enganando Alisson. A vantagem dos rossoblu mudou o filme da partida. Palacio, mesmo com os 36 anos, se encheu de energias sobre as costas em todo contra-ataque, deixando aos companheiros, inclusive Verdi e Di Francesco Junior, a tarefa de proteger o gol, vindo a tona entre outros o toque de mão, provavelmente involuntário, de Poli (Irrati não intervém como no jogo Roma-Inter no inicio do torneio). Schick, antes do intervalo, teve 3 ocasiões: a melhor , cabeçada esmagada na terra, que não foi aproveitada por Strootman que concluiu com o gol vazio. O tridente inédito, entretanto, falha. El Shaarawy não decola na direita, Perotti se centraliza inutilmente da esquerda. Di Francesco, no segundo tempo, muda o sistema de jogo.

MODULO REVISADO

Eis o 4-2-3-1: atrás de Schick, o armador Perotti, com El Shaarawy movido para esquerda e Gerson que sobe para a direita. Mas a virada se torna eficaz apenas quando, depois de uma hora, entra Dzeko no lugar de El Shaarawy. Schick, como falso nove, sai do jogo, mas Perotti na esquerda retoma a quota e com Kolarov assusta o Bologna. São eles que desenham a ação do empate: Perotti entra na área e prepara a cabeçada de Dzeko que comemora o décimo oitavo gol na temporada (14º no campeonato). O Bologna se desvirtua. Na direita no final tem Defrel, saindo Strootman e Gerson novamente no meio campo. Os giallorossi, porém, conseguem apenas escanteios: e não desfrutam quase nunca: 221 cobrados em 20 jogos e apenas 3 gols realizados. Questão de cabeça, sempre e entretanto. A prescindir do Barcellona.

@utti60

BOLOGNA (433): Santurro; Torosidis (32’ st Mbaye), De Maio, Helander, Masina; Poli, Pulgar, Donsah; Verdi (45' st Krejci), Palacio, Di Francesco (26’ st Orsolini). A disp.: Ravaglia, Romagnoli, Keita, Gonzalez, Nagy, Crisetig, Dzemaili, Falletti, Avenatti, Destro Téc.: Roberto Donadoni

ROMA (433): Alisson, Florenzi, Manolas, Fazio, Kolarov, Nainggolan (16' Gerson), De Rossi, Strootman (75' Defrel), El Shaarawy (61' Dzeko), Schick, Perotti

Cartões: 37’Santurro, 45’De Rossi, 72’Pulgar, 87’Palacio

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