CLAP CLAP
Com a mesma foto, mas do tipo negativo (a surra veio antes), é possível afirmar (infelizmente) que eu não estava tão errado assim. Entendam! Não é baixo astral, muito menos falta de auto estima e nem definitivamente desserviço a instituição torcedor. Longe disso, é apenas a constatação de que estudei profundamente a Roma (e nem precisa de tanto) para criar dentro de mim certos botões de pânico que me ajudam a sobreviver as diversas porradas que como giallorosso presenciei na vida. Diria mais, na primeira vez que fomos as quartas houve uma ilusão (vitória de 2 a 1 sobre o Manchester United em casa) de que parecia ser possível e então o massacre subsequente. Dessa vez não deixou nem esperanças, a bordoada foi antes e o segundo jogo vai servir apenas como um treino do time espanhol para a fase seguinte. É tão a cara da Roma toda essa tragédia, que ainda fazendo uma comparação com a vez passada, Doni atraía todo tipo de golaço do Manchester, dessa vez ainda colaboramos colocando pra dentro do próprio patrimônio com De Rossi, símbolo e capitão desse time e depois com o grego Manolas. Foi bom enquanto durou, quem sabe na próxima temporada possamos ter a mesma sorte de chegar até aqui.     

Síntese: Gazzetta dello Sport

Roma, o orgulho não basta. Jogo, coração e Dzeko, mas quantos erros… E o Barcellona faz quatro. Dois gols contra, um pênalti não visto: placar severo. O gol do bósnio havia dado esperança. Depois Suarez sentencia.

Por: Sebastiano Vernazza

Três a zero do Real na Juve, quatro a um do Barcellona na Roma. Se servia uma prova distante, eis aqui: hoje para nós a Espanha é um planeta impenetrável. Na Champions em curso, até agora foram jogadas seis partidas entre clubes italianos e espanhóis. Quatro vezes venceram eles, depois dois empates em 0 a 0, mas a mortificar os dados são os gols, 12 a 1. Um apenas, o gol de Dzeko aqui no Camp Nou. Um gol em 540 minutos, loucura. Na conta se acrescenta a cacetada do Bernabeu nas eliminatórias da Copa do Mundo. Não há o que dizer, muito forte os espanhóis porque são diferentes por cifra técnica e mentalidade, por clareza tática, o jogo de bola por terra antes de tudo, e pela lucidez de jogadas. O resultado de ontem é duro de aceitar, existem coisas que não descem: um pênalti não concedido a Roma sobre o 0 a 0 e um suspeito no 1 a 0; o arrependimento pelo incomum caso de dois gols contras; o ressentimento por certos contra-ataques que deveriam ser concluídos com malicia e não com timidez e reverencias. Fica porém a impressão de ter tomado quatro gols de um Barcellona que não jogou a melhor partida da temporada e que fazia e desfazia segundo os humores de Messi e Iniesta, ontem tendendo para a variável. Não estamos falando de contos de “reversibilidade” dos 4 a 1 no Olímpico. No retorno, ao Barcellona restará levantar o supercílio, para retomar com interesse cada eventual e momentânea cessão de soberania.

ILUSÃO Roma sem Nainggolan e com mão direita dupla na defesa, Bruno Peres lateral e Florenzi de meia. Sistema 4-3-3 pró forma, de fato a equipe se auto-modelava em um 4-1-4-1 com De Rossi líbero adjunto na frente de Manolas e Fazio. Com o sinal do apito de início o duplex Peres-Florenzi parecia uma declaração de impotência; com o passar do primeiro tempo parecia uma escolha sabia; com o sinal de depois tudo bem assim, quem sabe quantos gols blaugrana teria chovida com El Shaarawy titular. A blindagem “difranceschiana” previa duas tipologias de jaulas. Uma para Iniesta, duplicada, melhor triplicado por Peres, Florenzi e Strootman. Uma outra mais móvel para Messi variante entre a faixa direita e o meio. Messi havia uma grande vontade de responder com um gol de fenômeno a bicicleta histórica de Ronaldo e perseguia a ação pessoal, o drible insistente, mas a terceira-quarta tentativa degolava o terceiro-quarto romanista a quebrar os ovos. Di Francesco havia estudado discretamente bem. A Roma pagou a covardia do arbitro, que sobre o 0 a 0 negou aos giallorossi um pênalti claro na falta de Semedo sobre Dzeko. E perto do final da primeira fração se fez mal a si mesma com um gol contra filho do terror que incubem a aqueles dois, Iniesta e Messi, quando se comunicam. Não é casual que na atual Champions o Barcellona tenha se beneficiado de 5 gols contra, conhecido como indução ao erro. Pellegrini errou uma passagem na saída, Rakitic ativou o tandem das maravilhas e De Rossi, visivelmente perdido, antecipou Messi com um carrinho defensivo terminado em escora para dentro do gol. A Roma foi para intervalo em desvantagem, mas com a ilusão ótica de jogabilidade do match.

DESPERTAR A presunção de empate se prolongou por alguns minutos justo o tempo que era necessário para inserir Perotti nas condições de buscar o 1 a 1, com uma cabeçada estrangulada, bola ao lado de ótima posição. Depois a Roma cedeu outra vez a síndrome Estocolmo, a inteligência do inimigo. Segundo gol contra, desta vez de Manolas sob pressão de Umititi, seu homólogo defensor: se pelo menos tivesse sido Suarez ou Messi, nas costas do grego. O desconforto abriu as aguas e por cinco minutos aconteceu de tudo, inclusive o tris de Piquet depois de um rebates de Alisson. Singular que dois dos quatro gols do Barça são filhos dos defensores centrais, nos parece um indicio tático relevante. A Espanha se defende atacando, mas uma coisa é dizer e outra fazer, por trás de tal comportamento existe o trabalho de anos, existem gerações formadas em um certo modo. Sobre o 3 a 1 a Roma saltou para a clássica reação de orgulho e veio com o gol de Dzeko, mas Suarez liquidou o espiral. Sbam, gol na cara. E entre sete-oito dias, a eliminação certificada, recomeçaremos com belas palavras e os bons propósitos, até o próximo giro de Espanha. Eles jogam, nós nos organizamos. Estes somos.

@SebVernazza

BARCELLONA (442): Ter Stegen; Semedo, Piqué, Umtiti, Jordi Alba; Sergi Roberto (83′ Andre Gomes), Rakitic, Busquets (67′ Paulinho), Iniesta (84′ Denis Suarez); Messi, L. Suarez A disp.: Cillessen, Vermaelen, Aleix Vidal, Alcacer Téc.: Ernesto Valverde

ROMA (433): Alisson, Bruno Peres, Manolas, Fazio, Kolarov, Pellegrini (61' Gonalons), De Rossi (77' Defrel), Strootman, Florenzi (72' El Shaarawy), Dzeko, Perotti

Cartões: 44’Kolarov, 86 Strootman

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