Derrotados, mas não abatidos
O mais inesperado da derrota da Roma para o Atlético, em Madri, não foi o resultado. 2 a 0 para um clube que recentemente chegou a duas finais de Liga dos Campeões contra outro acostumado a passar vergonha é natural. O inesperado foi exatamente que a Roma não passou vergonha. Nem perto disso. Até mesmo uma vitória, a sobre o Qarabağ fora de casa, foi mais vexatória que essa derrota. Comportando-se de forma digna e fazendo inclusive um primeiro tempo melhor que os espanhóis, o time de Di Francesco saiu derrotado após algumas falhas individuais e lances de muito capricho (coisa que faltou para a Roma) dos adversários. Mas a postura foi louvável praticamente desde o primeiro até o último minuto, com exceção de um leve atordoamento após o primeiro gol e da imbecilidade de Bruno Peres - que foi, mais uma vez, um dos piores romanistas em campo, ao lado do inútil Pellegrini e de Manolas, em um dia particularmente ruim. O outro aspecto importante da partida é ainda mais estarrecedor e abre os olhos até do romanista mais pessimista (eu): a campanha era tão boa, e talvez nem nos tocássemos disso, que a Roma pode até mesmo perder esse jogo e ainda estar em situação confortável. Claro, segue sendo a Roma, e nossos traumas seguem mais vivos do que nunca, mas essa é uma das raríssimas ocasiões em que o time não tem que estar no limite o tempo inteiro. Perdemos e podemos seguir em frente tranquilos. Após as próximas duas semanas de foco total na Serie A, uma vitória simples contra o pior time do grupo classifica a Roma. O vexame sempre pode acontecer, mas pela primeira vez em algum tempo, ele parece improvável, não iminente. 

Síntese: Gazzetta dello Sport

Atletico-Roma, 2 a 0: Griesmann e Gameiro fazem esperar os Colchoneros. Os giallorossi se desintegram apenas depois de uma magia do francês que abre o placar com um voleio. Mas para os homens de Di Francesco bastará vencer o Qarabag para chegar as oitavas

Por: Andrea Pugliese

A ressureição de Griezmann presenteia a vitoria da esperança ao Atletico de Madrid e obriga a Roma a reenviar para a ultima rodada do grupo o compromisso eventual qualificação as oitavas. Para os giallorossi, agora, será fundamental bater o Qarabag em casa para evitar qualquer bruta surpresa. A decidir a partida, de fato, foi o francês maluquinho, com um gol de placa (tesoura de voleio) e uma assistência vertical para o definitivo 2 a 0. O Atlético fez quase toda a partida, para a Roma talvez letal o relaxamento pós derby e a euforia pelo sucesso sobre os biancocelesti.

POUCA PEGADA - Simeone perde no ultimo momento Juanfran por um problema muscular e entao decide recuar Thomas Partey como meia direita na defesa, para uma equipe ainda com tração anterior. Di Francesco, ao contrário, confirma a dupla central Marolas-Fazio e no meio campo coloca Gonalons e Pellegrini no lugar de Strootman e De Rossi, inserindo mais uma vez Gerson mais avançado na direita. A fazer a partida obviamente o Atletico, mesmo se no final da partida a posse de bola romanista (52%) é realmente superior a espanhola. E de fato os giallorossi partem bem, com várias ocasiões desperdiçadas nos pés de Gerson que merecia melhor atenção. Depois, inevitavelmente, a conquistar o campo é o Atletico, mesmo se a medida de Simeone de construir uma cadeia direita com Partey e Koke (que tende muito a centralizar, como de sua natureza) não parece frutificar como devido. O problema de Simeone na realidade é na frente, onde Torres(tap-in em atrazo aos 9 minutos em cruzamento de Lucas) condicionado e Griezmann (vários chutes pra fora e pouco mais) algum tímido sinal de despertar o concede, mas muito pequeno. Assim a ocasião mais perigosa vem aos 24 minutos, quando sobre uma bola cortada por Carrasco antes Griezmann e depois Koke não consegue impactar a golpe seguro. Mesmo se depois, na realidade, o Atletico protesta com veemência aos 42’ quando Augusto Fernandez ensaca do limite da área (afastamento mal elaborado por Gonalons), mas o juiz Kuipers já havia apitado um toque de mão (severo, mas correto). E a Roma? De pouco a pouco se limita a gerir a partida, mesmo porque o Atletico de grinta e pegada não é que faça ver tanto. Perotti tenta criar alguma superioridade numérica, Nainggolan tenta achar uma saída. Mas no complexo aquele giallorosso é um primeiro tempo inteligente.

DE PLACA - No segundo tempo a primeira mudança de Simeone é inverter os meias Koke e Carrasco. A segunda Correa, com o argentino que faz o elástico entre o 4-3-3 e 4-4-2 e Koke posicionados centralmente. A terceira, enfim, é a inserção de Gabi no lugar de Koke, distante dos seus padrões. No meio desse turbilhão de mudanças tem Carrasco que aos 9 minutos dribla primeiro Kolarov e depois Fazio mas é Manolas de carrinho quem salva dentro da área provavelmente a vantagem espanhola. Da outra parte, entretanto, a Roma também chega perto do gol, com Nainggolan que aos dezenove minutos acerta a trave com um cruzamento da lateral que surpreende Oblak. Então Simeone decide jogar tudo e aos 22 minutos coloca Gameiro no lugar de Carrasco. Aos 24’ vem a vantagem dos donos da casa: Torres pesca Correa, que do limite encontra com maestria o assist para Griezmann que com uma magia (tesoura de voleio com pé esquerdo) ensaca a bola do 1 a 0. Depois é mais uma vez Torres, finalmente diferente do primeiro tempo, a empenhar duramente Alisson. A Roma então tenta reagir, a busca de gol que lhe daria a classificação com uma rodada de antecipação. Com Defrel e El Shaarawy os giallorossi se posicionam em um 4-2-3-1, mas a expulsão de Bruno Peres pelo segundo cartão amarelo muda completamente as pernas para os giallorossi. Tanto que aos 40’ Griezmann encontra o corredor certo em vertical para Gameiro, que salta Alisson e deposita nas redes em uma posição quase sem angulo a bola dos 2 a 0. Termina assim, tudo reenviado para o ultimo turno.

@Puglio11

ATLETICO (442): Oblak - Thomas, Gimenez, Lucas, Filipe - Koke (17' st Gabi), Fernandez (12' st Correa), Saul, Carrasco (22' st Gameiro) - Griezmann, Torres A disp.: Moyá, Godín, Vietto e Gaitán Téc.: Diego Simeone

ROMA (433): Alisson, Bruno Peres, Manolas, Fazio, Kolarov, Pellegrini (62' Strootman), Gonalons (78' El Shaarawy), Nainggolan, Gerson (70' Defrel), Dzeko, Perotti

Cartões: 7’Manolas, 61’Filipe Luis, 63’Bruno Peres, 83’Bruno Peres (expulso)

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