DEZ ANOS QUE NÃO HAVÍAMOS ESSA SENSAÇÃO
Lembro como se fosse hoje essa sensação. As quartas de final. A Roma superava o Lyon com um jogaço em plena Paris e nós que sonhávamos feito crianças vendo as pedaladas do Mancini. De lá pra cá nunca mais a Roma chegou a essa fase, sendo a terceira vez a nível desse padrão de competição em toda sua história. É eu sei, não é para muitos esse seleto sentimento de estar entre as oito, mas já que aconteceu vamos curtir a altura, porque pode durar tão pouco como foi aquela vez. Eu dizia em outras tiras que esse time aprendeu a controlar seus medos e com isso ganhar a confiança. Estamos falando de um placar magro (1-0) e de um adversário qualificado com brasucas mestres em colocar a bola para dentro. Isto posto não tem como desmerecer essa classificação que muito além de um mero achado, conquistou com soberania e sobriedade.   

Síntese: La Repubblica

Nos pés de Dzeko e eis as quartas da Champions depois de 10 anos. Stand ovation dos 48 mil para o atacante: “É por noite assim que fiquei. Estamos orgulhosos”

Por: Francesca Ferrazza

A Roma explode de arrogância entre as oito melhores equipes da Europa, reescrevendo um pedaço da sua história na noite de corações fortes no Olímpico. Batido o Shakhtar no retorno (1-0), diante de pouco menos de 48 mil expectadores, enlouquecidos de alegria e quase incrédulos pela conquista das quartas de final da Champions League da equipe giallorossa. Feito que não acontecia a 10 anos e que confirma Dzeko nos mais altos níveis da Europa.

Para o centroavante o gol-vitória de ontem a noite é o quarto na competição, primeiro no Olímpico, visto que os outros três vieram em jogos fora (Qarabag, Chelsea). E desta vez o rapaz se deixa levar em uma comemoração desenfreada, quase liberatória, por uma noite que dificilmente se esquecerá, ele que deveria permanecer na capital por todos os custos, em janeiro passado, quando o clube havia aberto negociações com o Chelsea pela sua transferencia. “Não queria ir embora justamente para poder jogar partidas como essa - explica Dzeko no final da partida - a standig ovation foi merecida por todos essa noite, estamos avançando merecidamente na copa. Eu as quartas jamais joguei na minha carreira. Conseguimos fazer algo que não ocorria a muito tempo aqui. Jogar com os mais fortes da Europa é um grande orgulho para todos nós: agora faremos valer com todas”. Ficou na capital, Edin, e é um dos protagonistas do caminho europeu de uma Roma que presenteou as quartas a Pallotta, que nos Estados Unidos comemorava ontem seus sessenta anos. “Não poderia pedir presente melhor - disse Monchi - os resultados ajudam sempre, mas recriar o feeling entre o ambiente e o presidente não basta uma partida. É um trabalho longo, façamos um passo por vez”. Um belo passo largo foi dado da outra parte ontem a noite, com Strootman que explica porque a equipe se exaltou. “É nessas partidas que jogamos futebol, que deve demonstrar quanto vale e todos queríamos fazer isso”. O palco da Champions extraiu o melhor de um grupo inconstante, que consegue não sofrer temores reverenciais em uma competição que parece ajuda-lo e deixar para trás os fantasmas da temporada. E a carta se abre em um cenário que ninguém no inicio de temporada havia provavelmente imaginado. “Passar o turno é uma conquista importante - continua Monchi - para o crescimento do clube. Sabíamos que era difícil, mas não impossível”. Agora reparte a corrida no campeonato. “Queremos a terceira colocação, para voltar na Champions também no próximo ano - os propósitos de Dzeko, que deixou o campo acompanhado de uma ovação do publico - as expectativas são sempre altas, nós buscaremos fazer o nosso melhor e cada partida para reconquistar a vitória”. A Roma deverá agora deixar a euforia e mergulhar na preparação para o jogo contra o Crotone, programado para domingo as 15 horas (Roma).

@francescaferraz

ROMA (433): Alisson, Florenzi, Manolas, Fazio, Kolarov, Nainggolan, De Rossi, Strootman, Under (65' Gerson), Dzeko (89' El Shaarawy), Perotti

SHAKHTAR (4231): Pyatov; Butko, Ordets, Rakitskiy, Ismaily; Fred, Stepanenko (74′ Patrick); Marlos (83′ Dentinho), Taison, Bernard; Ferreyra A disp.: Kudryk, Khocholava, Zubkov, Petriak, Kovalenko Téc.: Paulo Fonseca

Cartões: 39’Florenzi, 54’Manolas, 71’Stepanenko, 76’Fred, 79’Ordets (expulso), 80’Ferreyra

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