Magica Roma na Champions: o empate que dá esperanças
A Roma entrou em campo na Inglaterra já com um excelente resultado vindo diretamente do Azerbaijão, já que o rival direto no grupo foi incapaz de fazer um gol no Qarabag. Esse resultado deu esperanças ao torcedor e talvez tenha sido um presságio do que estaria por vir. O que se viu em Londres foi uma Roma diferente do final de semana. Se contra o Napoli vimos uma partida desencontrada e sem ganas, contra o Chelsea a Roma foi mágica e conseguiu algo impensável. Apesar da clara diferença tática e técnica entre os ingleses e nós, porém a Roma foi ao seu limite justamente no maior palco futebolístico mostrando que há com o que sonhar. O ponto conquistado em Londres só não coloca a Roma em uma excelente posição na Champions mas também pode ser fundamental para dar mais espírito de equipe na continuação da Serie A.  
Ian

Síntese: Gazzetta dello Sport

Champions, Chelsea-Roma 3-3. Hazerd salva Conte, mas que Dzeko! Luiz e o belga dão o 2 a 0 ao Chelsea, mas Kolarov e o bis do bósnio viram. Mais uma vez Hazerd decreta o empate, Blues ainda no topo a +2 sobre Di Francesco

Por: Stefano Cantalupi

É uma Roma bela e quase de enlouquecer. Quase, porque o forte golpe em Fulham Road é uma idéia apenas acariciada. O terceiro turno do grupo C da Champions League presenteia um espetacular 3 a 3 entre o Chelsea e os giallorossi: um jogaço, aberto e pleno de revira voltas. Os campeões da Inglaterra partem forte e depois suam frio: a salvar o primato no grupo de Conte fica aos cuidados de Hazard, enquanto a Roma mantém os 3 pontos sobre o Atletico segurado pelo Qarabag e fica a -2 do topo.

COM GERSON - A mudança surpresa de Di Francesco é Gerson: o brasileiro parte titular no lado direito do ataque em Stamford Bridge, como lhe ocorre no Stadium de Turim na temporada passada. Antes e depois estas duas aparições nos big match, praticamente o nulo: os 18,5 milhões de euros no passe haviam ficado entre tribuna, banco de reservas, Primavera e migalhas de campeonato e copas. As outras escolhas, como Gonalons ao invés de De Rossi no meio campo, impressionaram menos. Mais interessante, então, observar o Chelsea em casa, onde Morava reecontra um lugar no ataque e onde um Conte particularmente “edificante” ergue dois muros diante de Courtois: Fabregas-Luiz-Bakayoko na primeira linha, Azpilicueta-Christensen-Cahill a defesa.

ZAPPACOSTA UNICO ITALIANO - A Roma tem o mérito de encontrar as rachaduras. Na esquerda, os giallorossi penetram com Perotti no início do jogo (direita um pouco alta) e Kolarov antes do intervalo: a esquerda vencedora do sérvio deixa de pé a situação, porque no entanto o Chelsea já marcou duas vezes. De Luiz, com a colaboração de Fazio e Juan Jesus, a direita do 1 a 0 aos onze minutos. De Hazard, aos 37’, o segundo: Fazio desvia um chute de Morata e o belga tem a sorte de se encontrar no lugar certo. A propósito de belgas: Courtois vence o duelo com Nainggolan na melhor ocasião romanista, gol a parte. Para uma pitada de Itália sob o terreno de jogo, então, é preciso observar Zappacosta; curiosamente o ex-granata é o único italiano entre os 222 que iniciaram.

A MORDIDA DE DZEKO - O início do segundo tempo da Roma é intenso, Conte tira Luiz (que não gosta muito) e coloca Pedro. Não basta, porque aqueles de camisa branca insistem, tomam sempre mais coragem, tentam e insistem. Até que relâmpago ilumina a noite de Londres faz trovejar o povo giallorosso em peregrinação ao Bridge: é uma esquerda aérea de Dzeko, é a jóia dos 2 a 2, um míssil potentíssimo sob convite de Fazio. Nem mesmo o tempo de se arrumar, de dar uma dimensão a dupla reação giallorossa, e eis que o feito assume contornos de lenda: mais uma vez Dzeko, e novamente Kolarov desta vez em forma de assistência, cabeçada de Edin e 3 a 2. Chelsea no chão, Conte concentradíssimo.

GRAN FINALE - Os fora de série, porém, são vistos nos momentos mais difíceis. Eden Hazard pertence a esta categoria. Encontra de cabeça, o precioso 3 a 3, ele que um gigante propriamente dito não é. Tem ainda quinze minutos, um ultimo sets de jogo no qual as equipes, como pugilistas cansados mas vivos, se enroscam futebolisticamente de santa razão. Dzeko e o ex-Rüdiger tem o golpe de nocaute sobre a cabeça, mas nenhum vai pro chão. Justo assim, no final: é um bom ponto para todos.

@scantalupi

CHELSEA (352): Courtois, Azpilicueta, Christensen, Cahill, Zappacosta (76′ st Rudiger), Fabregas, David Luiz (57′ st Pedro), Bakayoko, Marcos Alonso, Morata, Hazard (80′ st Willian) A disp.:1 Caballero; 16 Kenedy; 23 Batshuay; 36 Scott Téc.: Antonio Conte

ROMA (433): Alisson, Bruno Peres, Fazio, Juan Jesus, Kolarov, Nainggolan, Gonalons, Strootman (83' Florenzi), Gerson (74' Pellegrini), Dzeko, Perotti (88' El Shaarawy)

Cartões: 69'Bakayoko

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