DA AGUA PRO VINHO
O sacode que o técnico deu em sua ultima declaração a público não poupando as críticas pela improdutividade inexplicável das ultimas partidas refletiu nesse atípico jogo contra o Barça por dois motivos: O primeiro pelo fato do time ter saído duas vezes atrás do placar e revertido com maestria, e o segundo, e mais importante, porque o fez com capacidade e beleza de jogo, algo que fazia bastante tempo que nós giallorossi, não provávamos. A impressão que fica, é de que sempre o time precisa se esborrachar na lona para daí então reagir. Não sei se o fato também tem haver com a novela Malcom, porém pode-se dizer agora que talvez a temporada não será uma festa de horrores, mas capítulos encantados com o pezinho mágico de Kluivert.

Síntese: Gazzetta dello Sport

Muito mais que Malcom a Roma agora escolhe Kluivert. O brasileiro “destoado” da formação oficial marca, mas dessa vez a direita ao holandês agrada.

Por: Andrea Pugliese

Vendo-os assim são muito parecidos, não fosse a altura o ataque parelho nos espaços vazios do campo e a beleza de vê-los escaparem com o questionamento de como pegá-los depois. E talvez é até por isso que a Roma ontem acolheu Malcom decidindo “neutraliza-lo”, com a conta via twitter deixando um belo espaço vazio no lugar do atacante brasileiro. Depois foi jogado, a Roma soube reagir e vencer por 4 a 2 o duelo como o Barcellona (segunda partida para ambas equipes no International Champions Cup 2018) e outro fuleiro em campo, Justin Kluivert, encontrou pela primeira vez motivos para estar realmente feliz em campo. Jogando então justo ali, mais uma vez na direita exatamente onde a Roma precisava inserir Malcom. Em suma, veja que depois no final não são tão iguais, pelo menos a breve termo.

O BRASILEIRO - O jogo de Dallas ferve de atenções justo por isso, porque o fato de ridiculamente colocar Malcom logo de fronte ao que poderia ( e deveria) ser o seu destino. “Escolheu o Barcellona, não posso fazer nada - disse no final da partida Eusebio Di Francesco - mas se eles o contrataram isso quer dizer que escolhemos bem”. Claro e de fato o brasileiro mostrou rapidamente, entre agilidade e velocidade traduzidos nos breve 2 a 1, no inicio do jogo, onde foi concluir na segunda trave a assistência de esquerda de Ballou. Com muita saude também Marcano e Manolas, que as vésperas o havia esmiuçado. “As palavras do zagueiro grego? Diante das provocações procuro ficar calmo e jogar futebol”, disse no final o brasileiro. Que no entanto teve que se render, porque depois do primeiro tempo marcado pelos gols de Rafinha e El Shaarawy, no segundo tempo as marcas finais de Florenzi, Cristante (votado como melhor do jogo) e Perotti anularam o peso específico do seu gol. É verdade, naquela altura o Barcellona estava mais remanejado do que no início, com tantos jovens da filial. Mas no final conta o resultado e a vitória de ontem deu confiança e auto-estima aos giallorossi.

O HOLANDÊS - E não é então que o experimento de Di Francesco em mover Kluivert para a direita começou realmente a dar resultados. Sim, porque desde o inicio da temporada o baby holandês jogou mais ali que na esquerda (onde ao invés é habituado a brilhar), alternando-se com o turco Under. E ali jogou inclusive ontem. Com um destaque, porém, que desta vez Justin pareceu muito mais ágil em relação ao que pareceu nas vezes anteriores ( ou seja contra Latina, Avellino e Tottenham). Sobre todos, obviamente, o rasgo com a qual aos 35’ do primeiro tempo deixou no lugar de Lenglet e Vidal, consentiu a El Shaarawy a bola do temporário 1 a 1. Uma ação feita de personalidade, aceleração e irreverência que pode mudar a ordem das coisas. No sentido que se no final a Roma decidirá em segurar El Shaarawy (ontem muito bem) bem como Perotti (irá apenas em oportunidades interessantes), então o lugar para um outro ponta no elenco não existirá. E ali, a fazer dupla com Under, poderá ser sequestrado no final justamente Kluivert. De resto mesmo sobre isso foi muito claro: “Não quero muitos jogadores, não quero trinta. Mas quero que cada jogador possa ter possibilidade de jogar e mostras suas próprias habilidades”. E se Kluivert aos poucos se demonstrará sempre mais similar a Malcom, quem sabe a solução já não tenha dentro de casa.

@Puglio11

BARCELLONA (4-3-3): Cillessen; Semedo (46′ Palencia), Marlon (46′ Chumi), Lenglet (61′ Cuenca), Cucurella (46′ Miranda); Arthur (46′ Puig), Sergi Roberto (C) (46′ Monchu), Rafinha (61′ Collado); Aleix Vidal (46′ Ballou), Munir (46′ Ruiz), Malcom (61 Perez). A disp.: ter Stegen, Ezkieta, Mingueza, Paco Alcacer. Indisp.: Digne, Andrè Gomes, Denis Suarez. Téc.: Valverde.

ROMA 433: Olsen (46' Mirante), Florenzi, Manolas (60' Juan Jesus), Marcano (75' Fazio), Santon (60' L. Pellegrini), Pellegrini (60' Schick), De Rossi (60' Gonalons), Strootman (60' Cristante), Kluivert (60' Pastore), Dzeko (60' Perotti), El Shaarawy (75' Kolarov),

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