PARA REALMENTE SEGUIR SONHANDO
Quarto lugar, quem diria¹. O arremedo de Roma – com improvisos no elenco, na comissão técnica, na diretoria e na metafísica – bateu a Udinese em casa, mesmo com uma linha de 4 zagueiros. (Ranieri teve pouca opção: absolutamente todos os laterais estavam indisponíveis). Trata-se da segunda partida seguida sem levar gol – quem diria² – o que provavelmente garantirá mais minutos a Mirante até o fim da temporada. O que também significa que a Roma não levou gol de Okaka, quem diria³. E se é difícil acreditar que um time tão arrastado após o efeito desMonchi pode chegar à Liga dos Campeões, a verdade é que a incompetência generalizada dos concorrentes permite sonhar. O destaque maior da partida fica com o passe extraordinário de El Shaarawy para o gol de Dzeko, assistência fornecida com desprezo, ou melhor, com uma sprezzatura digna de Totti.

Síntese: La Repubblica

Dzeko se recompõe no Olimpico e mantém viva as esperanças Champions. O retorno ao gol no campeonato depois de um ano do bósnio consente aos giallorossi de obter a segunda vitoria consecutiva sem sofrer gols. No 0 a 0 trave do jogador da Udinese De Maio. Lesão muscular para De Rossi.

Por: Jacopo Manfredi

ROMA - Os cuidados de Ranieri começa a dar frutos. Como como a Samp, a Roma bate a Udinese com mínimo esforço e pela primeira vez na temporada mantém o gol inviolado por dois jogos seguidos. Três pontos de ouro que os consente respirar os ares da quarta colocação, mas sobretudo moral para prosseguir o objetivo da Champions League. Para bater uma ótima Udinese, que até o ultimo minuto jogou todas as suas cartas abertamente, foi preciso o retorno ao gol no Olímpico de Edin Dzeko: não marcava diante da sua própria torcida a cinco meses e meio (bis sobre o CSKA Moscou no dia 23 de outubro), no campeonato realmente a um ano (bis sobre o Chievo no dia 28 de abril de 2018).

UMA ROMA CIENTE DOS SEUS PRÓPRIOS LIMITES - É uma Roma decisivamente mais consciente das suas limitações. Defende de maneira mais compacta, aumenta o ritmo por etapas, goza de uma condição muito aquém do brilhantismo. A única noticia ruim para os giallorossi chega com a enésima lesão muscular (suspeita de estiramento na coxa direita), desta vez ocorrida com o capitão De Rossi. Uma perda considerada em vista da partida fundamental direta com a Inter no próximo sábado.

RANIERI PROPÕE A DUPLA DZEKO-SCHICK - Diferentemente do anunciado as vésperas (“jogará um entre Dzeko e Schick”), Ranieri no final decidiu colocar ambos os dois atacantes em campo com El Shaarawy retornando titular na esquerda, asa custas de Kluivert. Na defesa vista a emergencia dos laterais (Santon e Karsdorp lesionados, Florenzi não 100% e Kolarov suspenso) no final decidiu adaptar dois centrais, Jesus e Marcano colocando o primeiro na direita e o segundo na esquerda. No fronte oposto Tudor mudou, jogo-força, apenas duas pecinhas na equipe vitoriosa diante do Empoli colocando De Maio na defesa no lugar do indisponível Opuku e D’Alessandro na esquerda no meio campo substituindo o suspenso Zegelaar.

PRIMEIRO TEMPO EQUILIBRADO - A Roma iniciou a partida com cautela e a Udinese tentou aproveitar levantando imediatamente os ritmos: De Paul não achou o gol com um arremate de direita do limite da área, Mandragona fez melhor, mas encontrou o desvio para escanteio de Mirante depois de uma conclusão de fora da área, Lasagna desferiu um largo chuto diagonal de esquerda. Passado o temporal a Roma começou a tomar as rédeas do jogo e, não essencialmente brilhando nas ações, assustou mais vezes o goleiro Musso: Distante e Zaniolo despacharam duas bolas a distancia do lado esquerdo que passaram perto do travessão, El Shaarawy desferiu uma cabeçada que saiu um pouco alta, Marcano empenhou o goleiro com um forte diagonal, e finalmente Schick arrematou de esquerda um chute que passou ao lado do gol friulano depois de uma ação pessoal.

RANIERI REGULA O 4-2-3-1, DE MAIO ACERTA A TRAVE - Não satisfeito pela apresentação dos seus Ranieri decidiu voltar aos 4-2-3-1, tirando Schick e Jesus, que sentiu no impacto aéreo com Samir, inserindo Pellegrini e Florenzi. Antes de se readequar, a Roma teve que acertar as contas com uma nova investida forte da Udinese que, desta vez, esteve muito próxima de abrir o placar: Okaka de cabeça empenhou Mirante, chamado a voar além do travessão depois de um chute cruzado de D’Alessandro destinado a terminar no angulo. Enfim tocou a De Maio chegar perto do alvo com uma cabeçada que acertou a trave externa.

DZEKO MARCA, DE ROSSI SE LESIONA - A Roma a esse ponto acorda, avança seu baricentro e, depois de ter feito as provas gerais, com duas cabeçadas de Cristante e Dzeko, passa (67’) graças a uma assistência genial de El Shaarawy que colocou Dzeko em condições de bater a poucos passos o goleiro Musso. Sem De Rossi, que saiu lesionado, e com Pellegrini para fazer a mediana, a Roma recuou dando confiança a Udinese. Tudor tentou de tudo inserindo inclusive um terceiro atacante (Teodorczyk no lugar de De Maio) mas, os bianconeri não acharam um modo de dar trabalho a Mirante. O técnico croata, deste modo, foi obrigado a sofrer sua primeira derrota. Mas a prestação dos seus não pode mais que dar-lhe confiança para escapar do rebaixamento.

@jacopomanfredi

ROMA (4231): Mirante, Jesus (46' Florenzi), Manolas, Fazio, Marcano, Cristante, De Rossi (68' Under), Zaniolo, Schick (46' Pellegrini), El Shaarawy, Dzeko

UDINESE (352): Musso; De Maio (38'st Teodorczyk), Ekong, Samir; Larsen, Fofana, Mandragora (23'st Sandro), De Paul, D'Alessandro (26'st Pussetto); Okaka, Lasagna A disp.: Nicolas, Perisan, Wilmot, Badu, Ingelsson, Micin. Téc.: Igor Tudor

Cartões: 38’Jesus, 59’D’Alessandro, 63’Musso,77’Troost-Ekong,81’Dzeko

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