SOMOS ASSIM É DIFÍCIL EXPLICAR
Não existe, um “striccione” melhor argumentado do que esse aparecendo no meio da torcida romanista no estádio Mappei. É a síntese de toda a frustração e delírio que se pode proporcionar em tão curto espaço de tempo, mesmo se definitivamente essa temporada prevalece mais as amarguras do que propriamente dito as glórias destacadas... ...e quando elas realmente acontecem (raras), como foi o caso do jogo precedente a este, o estigma giallorosso se sobrepõe drasticamente em forma de um tufão polêmico ou desgosto exacerbado. Nenhuma classificação, campanha, título ou vitória ameniza a dor e o desgosto de ver um filho, um símbolo, uma bandeira maltratada e confesso que depois da coletiva de Daniele De Rossi, sendo tratado pior que um cachorro sem dono, me abalou psicologicamente vez por todas como torcedor. Parece que ser escroto e cretino precisa fazer parte do enredo dessa sociedade que não faz questão de esconder transformando o que já era ruim em situação insustentável. Não basta ter tido uma temporada horrível, não basta ter transformado todo ambiente em um pandemônio é preciso ir além e esfaquear seu próprio coração, algo absurdamente incompreensível.

Síntese: Gazzetta

Roma parada pelas traves, a Champions é uma miragem. Apenas no 0 a 0 contra o Sassuolo. Sob a chuva traves auferidas no segundo tempo por Dzeko e Kluivert de maneira rocambolesca. Ranieri recrimina as oportunidades perdidas, no final gol anulado de Fazio.

Por: Andrea Pugliese

Pela primeira vez Ranieri fica no seco. No senso que a sua Roma, em dez jogos, havia sempre encontrado o gol. Desta vez não consegue, um pouco por falta de sorte (duas traves e um gol anulado por impedimento) e um pouco porque iniciou a pressão muito tarde, jogando em ritmos lentos por quase uma hora. Com este 0 a 0 os giallorossi de fato dão adeus a Champions, mesmo se a matemática deixa um raio de luz. Para o Sassuolo um empate que dá moral e inclusive classificação, conservando a décima posição. A equipe de De Zerbi, entre outros, no final parecia realmente não ter mais nada e então tudo bem assim.

RITMOS ESTIVOS - Ranieri no final decide espelhar e opta por um 4-3-3, com De Rossi no banco e Under relançado desde o início. De Zerbi, em contrapartida, prefere Djuricic ao invés de Babacar, com o sérvio jogando mais como um falso nove do que um centro-avante. Se não fosse a temperatura invernal, pareceria quase um amistoso estivo de inicio de temporada por ritmo e intensidade. Em suma, se joga com o freio de mão puxado, entre outros em um clima de aberta contestação da torcida giallorossa para com a sociedade (coros contínuos contra Pallotta, Baldissoni e Baldini). A Roma, que deveria vencer, tenta aos poucos acelerar e quando o faz é sobretudo graças a Under, que parece na jornada justa. É seu o primeiro e principal perigo para o Sassuolo, depois houveram uma série de tentativas (sem efeitos) por parte de Dzeko, mas quase sempre sem convicção e ambição. Depois Under semana mais uma vez o pânico na área e Kolarov tenta de fora, mas o chute é venenoso. E o Sassuolo? Magnanelli trabalha uma infinidade de bolas, Lirola sobrepõe-se muitas vezes na faixa de Berardi, mas Duncan está em uma jornada completamente negativa e Locatelli se ascende aos pedaços. Assim os perigos para o gol de Mirante ocorrem apenas no final, quando primeiro é bravo Fazio em um carrinho depois de uma bela combinação entre Berardi e Lirola, sendo Mirante decisivo com os pés sobre Djuricic, bem pescado no espaço por Berardi. Da outra parte, então, um contra-ataque trabalhado de modo magistral por Under e El Shaarawy pouco antes de ter mandado em gol Florenzi, abatido porém por Magnanelli a vinte metros do gol.

OCASIÕES NO VAZIO - No segundo tempo se vê algo a mais, mesmo porque a Roma deve vencer e no tentar levantar os ritmos perde algo do ponto de vista do equilíbrio e combate. E de fato as primeiras ocasiões são todas para o Sassuolo, sobre os cuidados de Locatelli (bola por pouco alta)-Boga (proeza por um sopro fora). Depois em 4 minutos, dos 12 aos 16, é a Roma a chegar perto do gol em três ocasiões: primeiro com uma bicicleta aérea de El Shaarawy incrivelmente fora do meio da área, depois com um chute de fora de Dzeko que acerta a trave externa e no final com uma cabeçada em mergulho de Cristante sobre o qual Consigli é muito bravo. Agora a partida é bela, pelo menos do ponto de vista das ocasiões. Demiral chuta para as estrelas de ótima posição, mas depois é perdoado salvando de carrinho uma ação de um gol quase feito por Pastore. Depois o Sassuolo reclama um contato duvidoso entre Mirante e Djuricic dentro da área, enquanto da outra parte um contra-ataque de El Shaarawy produz uma confusão na área, com a bola que casualmente bate em Kluivert e acaba na trave. Então todas as cartadas são colocadas a mesa e se joga sobre a inércia. Fazio de cabeça coloca pra fora, Lirola se faz perigoso de fora da área, e mais uma vez Federico aos 48 encontra o gol, mas é anulado por posição irregular precedente de Dzeko. O zagueiro é então um atacante adjunto e a ultima chance ocorre sobre seus pés, chutando alto de uma ótima posição. Termina assim, com o Sassuolo que defende o décimo lugar e a Roma que diz praticamente adeus aos sonhos de Champions.

@Puglio11

SASSUOLO (4312): Consigli; Lirola, Demiral, Ferrari, Rogerio; Locatelli (45+2'st Adjapong), Magnanelli, Duncan; Djuricic (31'st Brignola), Berardi, Boga (35'st Di Francesco) A disp.: Satalino, Pegolo, Marlon, Lemos, Matri, Sernicola, Odgaard, Babacar Téc.: Roberto De Zerbi

ROMA (4231): Mirante (65' Pastore), Florenzi (65' Pastore), Fazio (65' Pastore), Jesus (65' Pastore), Kolarov (65' Pastore), Cristante (65' Pastore), Nzonzi (65' Pastore), Under (65' Kluivert), Zaniolo, El Shaarawy (76' Perotti), Dzeko (65' Pastore)

Cartões: 40’Zaniolo, 41’Magnanelli, 49’Fazio, 52’ Jesus, 86’Nzonzi, 96’Brignola

F I C H A
avatar

© 2004 PORTALE ROMANISTA BRASIL UMA FÉ QUE NUNCA TEM FIM