3-4 … SOCORRO
Com tudo acontecendo rápido demais na Roma era esperado que tragicamente o time cairia por terra no campeonato. Mesmo se pesou mais a camisa do time de Milão do que propriamente dito o futebol chinguiling que vem apresentando nos últimos anos. Houve até uma possibilidade de Di Francesco tentar na base do desespero (primeiro tempo) extrair um resultado fascinante com um módulo bastante esquisito para tirar essa má impressão sentenciada nos primeiros acordes dessa temporada, mas aí seria querer demais diante dos fatos até aqui apresentados e o castigo viria da pior maneira possível: justo no ultimo minuto, como um coroamento da tragédia mais póstuma ao estilo giallorosso. Se perguntarem pra mim quais seriam os próximos atos, já segurando a respiração para estréia de uma Champions nada otimista, simplesmente diria que quando se trata de Roma tudo é possível, mas enfim muitas vezes somos agraciados não tanto pelo futebol apresentado, mas pelo aspecto vibrante de ser um torcedor romanista.

Síntese: La Repubblica

No 1 a 1 VAR nega o primeiro gol de Higuain com a camisa rossonera e Nzonzi, protagonista da assistência e do erro decisivo nos acréscimos do final do jogo. Providência Cutrone no ultimo chute do Milan abre a crise da Roma.

Por: Enrico Currò

Cantando na chuva, os milanistas saborearam a primeira vitoria da era pós chinesa. Os 2 a 1 de Cutrone no ultimo instante dos cinco minutos de acréscimos, sobre o achado de Higuain (união definida entre jovens que ficaram e o melhor reforço do mercado) poderia soar como um evento simbólico na história rossonera. O Milan bateu a Roma, terceira desde o campeonato passado: na aritmética dedutiva isto autoriza esperanças de zona champions. Se verificou porém uma repetição da tragédia de Nápoles. Depois do primeiro tempo quase perfeito com o gol de Kessie a firmar a supremacia, as forças enfraqueceram, o empate de Fazio no meio da confusão parecia fatal e apenas o VAR parou os movimentos de uma partida em ruínas: por poucos centímetros cancelou uma fuga magnifica de Higuain no 1 a 1, mas havia também um pequeno controle com o braço de Nzonzi na confusão. O sucesso da Roma parecia cruel

A sensação deixada no primeiro tempo poderia deduzir pelas expressões complacentes de Gordon Singer, Scaroni, Maldini, Baresi, Leonardo, Kaká a de um laboratório tático. Gattuso jamais se configurou com uma visionário do tipo Sacchi: mais, como um adepto das tradições populares, uum sanguíneo levado pelo bom senso. O lugar entretanto, já agitado desde a temporada passada, foi despedaçado no batismo do Meazza.

Ao insistido empate da área de Donnarumma a Roma desistiu muito cedo da pressão efetivamente alta com a participação de todos os jogadores, sem nenhuma exclusão. Mas a real novidade é a variedade de soluções para chegar ao chute: se vai desde a sobre posição nas faixas com o êmbolo Calabria e Rodriguez nas inserções frontais ao redor de Biglia, das triangulações ditadas por Higuain as centralizações de Suso e Çalhanoglu. Faltava a aceleração final ou a definição, o que reduzia a tal ponto a ação perfeita. Porém a Roma, que havia jogado na segunda-feira com a Atalanta, no final ficou aturdida. Di Francesco a protegeu com um sistema de jogo inusual: 0 3-4-1-2. Pretendia desfrutar Schick ao lado de Dzeko e Pastore como armador, do qua o limitado dinamismo permitiu apenas algumas preciosas ações relâmpago ou toques de primeira. Ao invés disso a ação desperdiçada de Calabria no meio da área preludia a outras: um chute rasteiro de Higuain, levantou uma vibração liberatória, um arremate de esquerda de Suso, um avanço potente de Kessie. Que enfim fez nascer um cruzamento bastante genial de Rodriguez.

Di Francesco ajustou a Roma no intervalo: mais eficaz o 4-2-3-1 com El Shaarawy, que obrigou Donnarumma a uma saída com os pés na metade do campo. Menos feliz, foi uma saída de soco do goleiro que propiciou na ação do febril reenvio de Calabria e consequentemente o empate nos pés de Fazio. Do banco de reservas os dois treinadores tentaram vencer. E mais que Cristante, do frenético Castillejo, de Laxalt e Santon, foi decisivo Cutrone. Acontecia inclusive no ano passado, mas não tinha Higuain. É uma bela diferença. “Melhoraremos ainda”, promete Gattuso.

@enricocurr

MILAN (433): G. Donnarumma; Calabria, Musacchio, Caldara, Rodriguez (31’ s.t. Laxalt); Kessie, Biglia, Bonaventura (39’ s.t. Cutrone); Suso, Higuain, Calhanoglu (36’ s.t. Castillejo) A disp.: Reina, A. Donnarumma, Abate, Caldara, Simic, Bertolacci, Mauri, Bakayoko, Borini  Téc.: Gennaro Gattuso

ROMA (3412): Olsen, Fazio, Manolas, Marcano (46' El Shaarawy), Karsdorp (77' Santon), De Rossi, Nzonzi, Kolarov, Schick, Dzeko, Pastore (68' Cristante)

Cartões: 77’ Cristante, 88’ De rossi

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