TANTO POR FAZER O QUE JÁ SABÍAMOS
Enfim, alimentávamos uma esperança com relação a esse jogo, mesmo porque a Sampdoria havia vencido o Milan e isso significaria uma chance clara de poder reduzir para apenas um ponto a distância da zona Champions e deste modo pelo menos contrabalancear uma maré de ilusões e resultados ridículos que frustraram consideravelmente o romanista esse ano. Mas um time que não consegue arrancar um resultado da fraquíssima Spal, não é que vá conseguir do vice-líder do campeonato. De qualquer modo não seria absurdo, entretanto, que a ilusão proposta durante todo o curso dessa longa temporada, não fizesse efeito nesse doloroso momento de desespero, afinal é o que nos resta como torcedor. Por outro lado, vendo o Napoli apresentar um senhor futebol, talvez até mais glamuroso do normal, visto o bandão esculhambado que corria no campo oposto, trazia um sentimento paralelo de que em algum momento dessa tragédia toda, foi possível ter a oportunidade de ver algo semelhante, mas foi uma doce ilusão, acabou como um surto em sonho bom. Poderia eu também ficar aqui discursando da fase ruim e nervosa de Dzeko (nenhum mísero gol em todo o campeonato italiano dentro do Olímpico), do francês Nzonzi, campeão do mundo por acaso, das trapalhadas de Fazio, do absurdo flop dos últimos jogos de Olsen, até então inquestionável no gol, do pseudo jogador Patrick Schick, ou finalmente do recorde de enfermos baixados no setor sanitário giallorosso, mas seria chover no molhado, notas de um disco furado que categoricamente não serviu nem para molhar o beiço esse ano, para a papoula da lamentação, quem dirá um realidade saudável digna de torcida.

Síntese: Il Messaggero

Ranieri se rende: o ajuste da situação parece ter piorado os danos

Por: Stefano Carina

Aquele que ajustaria já não ajusta mais. Bastaram 270 minutos para apagar também o entusiasmo de Ranieri. Vindo com mmil propósitos, Sir Claudio ontem se mostrou em grande dificuldade. Seja a nível técnico-tático que a nível de imprensa. O campo foi dominado por Ancelotti, não conseguindo remediar ao jogo do Napoli que explorava com mais intensidade as faixas. Fora, tendo jogado já em Ferrara a carta da repreensão publica ao grupo, atentou sobre a evidente disparidade de condição atlética entre as duas equipes: “Existe pouco a se fazer se os outros correm mais e lhe colocam na roda…”.

Tem razão de vender: a Roma não corre pouco, caminha. O problema porém é que o fazia inclusive antes da sua chegada. E não obstante o revira volta muscular fosse uma constante do inicio da temporada, entes do nocaute do derby, os jogadores que ontem não conseguiam fazer dois passes seguidos e chegavam sempre um segundo depois sobre as bolas, eram entretanto os mesmos que conseguiram uma série de 6 vitórias e dois empates. Premissa de obrigação: não é em ato uma reabilitação de Di Francesco que cometeu muitos erros (e os pagou) mas, a simples contestação de feitos e números. Da série: a precariedade atlética existia mesmo antes, mesmo se em muitas vezes aludissem a “um mero problema de cabeça” (citação).

Mas, junto a isso se via um mínimo de organização e uma ideia de jogo. A Roma durava uma hora mas pelo menos naqueles sessenta minutos pressionava, tentava verticalizar, nem sempre conseguindo, criava ocasiões de gols que mais conta no jogo de futebol, chutava no gol. Nas ultimas duas partidas, ao contrário, não se viu nada disso. Apenas lançamentos longos a superar a mediana adversaria, esperando desfrutar as sobras. Mas se a condição atlética não te assiste, sobre as bolas se chega sempre depois. A alternativa é bola a Perotti e veremos o que acontece. Se salta bem o adversário. Efetivamente não existe uma outra opção: noite funda.

EX TINKERMAN

Sem contar a confusão tática. O técnico de San Saba se apresentou anunciando que a primeira moção era “encontrar o equilíbrio”. Em 3 partidas entretanto alternou 3 módulos: 4-2-3-1, 4-4-2 (e 4 atacantes) e o 4-3-3 em andamento ontem. Não obstante o flop, tenta entretanto relançar: “Estamos todos no mesmo barco, mesmo se eu entrei a pouco tempo. Não penso em demissão. Buscaremos chegar em um porto da melhor maneira possível”. Quem sabe se mudará de idéia em caso de outro nocaute contra a Fiorentina. No entanto se o porto ao qual se alude é a Champions, o risco de naufragar está logo atrás da curva.

@stecar74

ROMA (433): Olsen, Santon, Manolas, Fazio, Kolarov, De Rossi (81' Kluivert), Nzonzi, Cristante, Perotti (81' Under), Schick (61' Zaniolo), Dzeko

NAPOLI (442): Meret; Hysaj (23'st Malcuit), Maksimovic, Koulibaly, Mario Rui; Callejon, Allan, Ruiz, Verdi (29'st Younes); Mertens (13'st Ounas), Milik. A disp.: D'Andrea, Karnezis, Luperto, Gaetano. Téc: Carlo Ancelotti

Cartões: 13’Schick, 17’Maksimovic, 37’Dzeko, 37’Manolas,43’Milik,66’Kolarov,

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