AJUNTANDO OS CACOS
O que esperar de uma partida como a de hoje? É uma pergunta que muitos devem ter feito hoje. O time vem de mal a pior na Série A, dos últimos 5 jogos somente 1 vitória, tendo sido vazado 13 vezes em derrotas acachapantes contra Napoli, Porto e Lazio, sem contar a pífia partida frente o SPAL. Bem, o jogo parecia rumar para um futuro diferente do que se via nas últimas jornadas alhures mencionadas, mas depois de duas intervenções excepcionais de Mirante, a Fiorentina marcou seu gol na frágil defesa giallorossa. Nem tempo de respirar deu e Zaniolo (uma das poucas coisas boas dessa temporada), marcou o empate. O resto do primeiro tempo foi nulo, nada aconteceu. Segundo tempo seguiu o mesmo script da primeira etapa, Roma inicia melhor, dando as cartas no jogo, porém, num chute de fora da área de Gerson, água no chopp romanista, depois que o infeliz do J. Jesus colocou o pé na bola e ela morreu no fundo da rede. Era o segundo gol da viola. Sem deixar se abater com o gol, a Roma continuou seu ímpeto e, em boa jogada tramada no ataque, Kluivert serviu Perotti, que acertou um belo chute, que desviou no zagueiro e morreu na rede, era o empate. Ranieri tentou a vitória, mexendo na equipe, mas o placar ficou mesmo no empate. Do ponto de vista da tabela, um resultado ruim, que só reflete novamente quão frágil e fraca é a nossa defesa (45 gols em 30 jogos de Série A). Porém, do ponto de vista da entrega e da garra, hoje vimos um time muito mais aguerrido, brigador, buscando o placar, buscando melhorar, isso pode dar um pequeno alento a essa Roma que junta os cacos de tantos erros em uma só temporada. Erros que nos custaram a vaga na UCL e nos faz brigar por uma pífia classificação para a UEL. Monchi é um gênio, conseguiu destruir um time terceiro colocado na Série A e semifinalista da Champions, para um que briga pra ficar em 6º.

Síntese: Corriere della Sera

A defesa de Ranieri derrapa mas não afunda. Viola duas vezes na frente na amnésia habitual e desatenção giallorossa (gols de Pezzella e Gerson) e duas vezes alcançada por Zaniolo e Perotti.

Por: Luca Valdisserra

Com o pior futebol da Serie A, a Roma, que esperava voltar à Liga dos Campeões, corre o risco de ficar de fora da Liga Europa também: A Inter está sempre cada vez mais longe, o Milan não pagou pelo empate com a Udinese, a Lazio perdeu em Ferrara, mas mantém na manga a recuperação contra os friulanos no dia 17 de abril e por fim o Torino, com a vitória de ontem sobre a Sampdoria,encostou nos giallorossi na classificação com 48 pontos. Parecia impossível lamentar Di Francesco, que perdeu para o Spal, Bologna e Udinese, empatando com o Chievo em casa, mas com Ranieri a situação não melhorou. Quatro pontos em quatro jogos e, se não fosse o gol anulado de Krunic aos 90 minutos de Roma-Empoli, seriam dois. Não pediam milagres, mas algo mais era o mínimo como pagamento.

O estádio Olímpico lembra o jogo antes mesmo de começar: quase vazio depois de uma série de decepções que teriam esmagado até os mais fiéis amantes. Em um palpite, pode ser uma prévia do sangramento de associações para a próxima temporada. O Ranieri de hoje prossegue seu trabalho científico de demolição do Ranieri do passado: ele havia defendido Olsen com uma espada e desta vez ele joga com Mirante; Schick e Dzeko tiveram que jogar juntos e em vez disso o tcheco fica no banco; os jogadores saudáveis sempre preferíveis aos lesionados e Dzeko (agora muito próximo do ano sem gol no Olímpico no campeonato), parte titular mesmo que - as palavras do técnico na véspera - “ele tivesse um melão acima do tornozelo e tivesse sofrido um chute no quadril forte de um jeito». O único dogma ao qual Ranieri permaneceu fiel é a bola para frente e pedalando, resumida com a alergia ao tia tac em que a ação começando pela defesa e não lançando a bola por um bom tempo.

A humilhação da Copa da Itália, com a derrota de 7 a 1 sofrida no Franchi no dia 30 de janeiro passado, teve que ser a mais poderosa das motivações. Em vez disso, a Roma começou de novo com o freio de mão puxado, sofrendo o 44º gol da temporada aos 12 minutos, depois da Fiorentina ter sido perigosa duas vezes, com Benassi e Muriel: a defesa da zona sul escanteio de Biraghi que perfura o gol com um salto de Pezzella sobre a cabeça de Kolarov. Nos prega uma peça, logo depois, o único jogador com a camisa giallorossa que está realmente jogando um futebol de ponta digno desse nome: Nicolò Zaniolo. Sob os olhos do c. t. Roberto Mancini manda primeiro na trave, morrendo então, em gol, depois de um bom cruzamento de Kluivert.

A Fiorentina continua jogando melhor, acerta uma clamorosa trave com Muriel de longe e, após o reinício da partida, volta a ficar na frente do marcador. Conclusão de Gerson, emprestado ao time viola, capaz de reunir 28 presenças, sob desvio de Juan Jesus, para seu segundo gol contra com Ranieri depois daquele com o Empoli, que desloca Mirante.

Poderia ser o colapso final e em vez disso é outra iniciativa Kluivert que permite Perotti, com um ligeiro desvio de um defensor viola, para marcar seu primeiro gol em ação do campeonato e determinar o 2 a 2. Alguns segundos depois, incompreensivelmente, Ranieri tira justamente o holandeizinho. Uma garantia para encerrar o 2 a 2 e dar outro pequeno passo em direção ao desconhecido.

ROMA (4231): Mirante, Santon (68' Karsdorp), Fazio, Jesus, Kolarov, Cristante, Nzonzi, Kluivert (58' Pellegrini), Zaniolo (75' Under), Perotti, Dzeko

FIORENTINA (433): Lafont; Milenkovic, Pezzella, Hugo, Biraghi; Benassi (17'st Chiesa), Veretout, Dabo; Muriel, Simeone (23'st Mirallas), Gerson. A disp.: Terraciano, Brancolini, Laurini, Hancko, Noorgard, Graiciar, Montiel, Vlahovic Téc.: Stefano Pioli

Cartões: 3’Kolarov, 66’Simeone, 70’Perotti, 70’Milenkovic, 71’Karsdorp, 84’Veretout, 88’Biraghi

F I C H A
avatar

© 2004 PORTALE ROMANISTA BRASIL UMA FÉ QUE NUNCA TEM FIM