ILUSIONISMOS A PARTE
Geralmente nós romanistas estamos acostumados a ter reações do tipo com um pouco mais de magia ao longo do percurso, provocando sensações e êxtases mais fortes na enésima esperança do “agora vai” (Braitner Moreira). Mas nunca foi tão cedo pro buraco. O time foi avassalado em seu meio de campo e pra piorar o velho e bom guerreiro Kevin foi embora. O Pallotta entra na sala do treinador Eusébio e diz: “é o que temos, se vira filhão!”. Fico imaginando o quanto de estresse o valoroso Di Francesco ainda terá que passar para ser o novo alquimista tirando leite de pedra de um time cada vez mais em queda livre. Algumas soluções, se é que podemos dizer que são, vieram muito tarde, e o preço para fazer com que elas tenham efeito, sempre tem que ser pago com o campeonato em andamento, sabe-se lá se dessa vez a Champions irá sorrir para a Roma.

Síntese: Il Messaggero

A Roma existe apenas um tempo. Abre vantagem com Pastore depois é surpreendia por uma ótima Atalanta . No segundo tempo vem o empate graças aos gols de Florenzi e Manolas.

Por: Ugo Trani

ROMA - Muda a temporada, não o trend: a Roma pedala mais uma vez no Olímpico , como ocorreu em 8 de 19 jogos em casa no campeonato passado (6 derrotas e 2 empates), e perde de vista a Juventus e o Napoli que, com a Spal, estão com a pontuação cheia. Assim Di Francesco, na noite da sua partida número 200 pela A e no debute de temporada em casa, tem que se contentar com o empate tendo que buscar o placar contra a Atalanta: 3 a 3, depois de ter encerrado a primeira parte perdendo por dois gols de diferença com a esperada rejeição da torcida pela prestação até aquele momento apresentada. Gasperini desperdiça a grande ocasião, mas vende o duelo com o colega, obrigado a modificar 3 vezes a atitude para não sofrer derrota. Os nerazzurri, aqui com os reservas, são já no máximo de suas condições, tendo iniciado o jogo de ida das eliminatórias da Liga Europa. Os giallorossi, ao contrário, parecem estranhos da revolução do mercado. Não se comportam como equipe e levam 3 gols. Como no campeonato passado, e sempre no segundo turno, contra a Inter. Mas jogando pior que daquela vez, sem perder. É a boa notícia dessa noite no escuro.

MAXI TURNOVER NERAZZURRO - As mudanças da Atalanta, em suma, são até o momento mais fortes que os titulares da Roma. A confirmação vem de Gasperini que, dando a prioridade ao playoff de volta contra o Copenhagen líder no seu campeonato, poupa grande parte dos seus intérpretes melhores para o jogo decisivo na Dinamarca. A rotação é extralarge, mesmo porque a formação inicial muda em oito de onze dos que atuaram nas ultimas duas partidas (Frosinone e jogo de ida contra os dinamarqueses). Fora, então, os big, a começar pelo capitão Gomez. Mas bastam dos do banco de reservas para humilhar os giallorossi no primeiro tempo. Em meia hora os nerazzurri cobram nove escanteios, dado que confirma a sua superioridade, e repartem com continuidade pra cima de Olsen que logo levanta bandeira branca. O 3-4-1-2 é agressivo, equilibrado e dinâmico. Atrás comportamento seguro de Mancini e combate do sempre Palomino, voam pelas laterais Castagne e Adnan, tece simples e precisamente Pasalic como armador. A fazer a diferença é o tandem ofensivo: parte potente Zapata e se libera, encruzilhando, Rigoni que, no seu debute na Seria A, se apresenta com um bis depois do empate de Castagne. A Roma, até o intervalo, simplesmente não existe. Erros de grupo e individuais.

FLOP SELEÇÃO - O calcanhar elegante de Pastore, em uma assistência de Under, é um marco na Italia depois de 7 anos (no dia primeiro de maio de 2011 em Parma), é a única ação da primeira parte. O 3-4-3 se demonstra de cara frágil. O tridente é estático e distancia a equipe, o meio campo não pressiona e se divide em dois, a defesa se torna vulnerável em consequência disso. Os inexistentes retornos de Pastore e Under, como os de Cristante e Pellegrini, deixam em tilt Fazio e o próprio Manolas. Há mais de 15 anos os giallorossi não sofriam 16 chutes nos primeiros 45 minutos. Inclusive Florenzi e Kolarov perdem com frequência a referencia e Olsen para pouco ou nada, até sofrer o gol (o terceiro) sobre a trave coberta. De Rossi, depois de salvar, evita a goleada. Mas a Sul vaia e, antes do intervalo, protesta o presidente Pallotta. A pagar a exibição indecente são os azzurri Cristante e Pellegrini que não desfrutam o adeus de Strootman e tropeçam justo sob os olhares do técnico da seleção italiana Roberto Mancini.

PARCIAL E REAÇÃO - As mudanças de Di Francesco ressuscita a Roma. Nzonzi faz sua estreia e se posiciona ao lado de De Rossi, Kluivert vai para a esquerda e permite Pastore de se reabilitar como armador no 4-2-3-1. Florenzi, primeiro a sair (trauma no joelho esquerdo), retoma o jogo para os companheiros. Com Schick em campo, eis o 3-3-4: agora Pastore recua como meia ala na formula com os dois centro-avantes. O empate é de Manolas (desde o derby de janeiro de 2011, doppietta de Totti os giallorossi não reagiam sob dois gols). Schick, antes dos acréscimos, desperdiça a virada, que lança Kluivert e retarda a conclusão. Os reservas, entretanto, ainda não estão prontos.

@utti60

ROMA (433): Olsen, Florenzi (73' Schick), Manolas, Fazio, Kolarov, Cristante (45' Nzonzi), De Rossi, Pellegrini (46' Kluivert), Under, Dzeko, Pastore

ATALANTA (3412): Gollini; Mancini (19’ s.t. Toloi), Djimsiti, Palomino; Castagne, Valzania (8’ s.t. De Roon), Pessina (6’ s.t. Hateboer), Ali Adnan; Pasalic; Rigoni, Zapata A disp.: Berisha, Rossi, Masiello, Reca, Gosens, Freuler, Cornelius, Barrow, Gomez Téc.: Gian Piero Gasperini

Cartões: 58’ Nzonzi

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