INÚTIL QUANDO PODERIA SER ÚTIL
A maioria das analises que a imprensa publicou tem sido bastante coerente sob o mesmo ponto de vista quanto aos últimos resultados da Roma. E se analisados friamente foram importantíssimos do ponto de vista de adversário e terreno consecutivamente. Foram dois empates fora de casa diante do vice-líder do campeonato, que briga diretamente pelo título e com os violas, que quer queira ou não é sempre muito complicado jogar. O problema é que os resultados ridículos pesam muito mais e análises simplesmente se tornam inúteis quando a paciência já se esgotou. Tudo agora terá um peso infernal na vida do time porque pecou de maneira capital contra equipes tecnicamente menos expressivas. e não tem VAR, bola na trave ou estatística que mude esse panorama, desse modo apenas vitória interessa e purifica o lodo formado. Não é preciso fazer muitas análises de quão difícil será administrar isso agora até o final do campeonato, ou seja nos próximos sete longos e tenebrosos meses.

Síntese: Il Messaggero

ROMA, EXPLODE A RAIVA VAR. Em Florença os giallorossi arriscam perder por um pênalti inexistente. A sociedade se enfurece e o gol de Florenzi aos 85 minutos não basta para amortizar os tons da polemica

Por: Ugo Trani

FLORENÇA - A Roma faz filme mudo no Franchi. Não em campo, onde a prestação foi digna. Quando recém entra no vestiário. O black out imposto pelo administrador de Pallotta, depois do empate merecidíssimo conquistado diante da Fiorentina (1 a 1). Di Francesco e os jogadores voltam para a Capital em silêncio. Apenas Florenzi, não advertido, relembra seu gol na tv. Estava ainda em campo. Simples a sua colocação diante da câmera: 2 pontos perdidos. Não diz de quem é a culpa. Fica a cargo, porém, de Monchi. Que chama em causa o árbitro da partida Banti e o VAR Orsato. Mais que árbitro de Livorno, na reta permanece aquele de Schio. É ele a fazer a diferença. Simeone, chute no rosto de Olsen, recebe como premio o pênalti que coloca a Fiorentina na frente. Do juiz da partida. Quem o deveria intervir, corrigir e então ajudar, é diante do vídeo. E ao contrário é como se não estivesse. Mesmo comportamento que teve no dia 26 de agosto de 2017 na noite de retorno de Spalletti ex-técnico no Olímpico: falta de Skriniar sobre Perotti dentro da área neroazzurra. Irrati não vê e sobretudo não tem indicação de ninguém. Justo como acontecera sob a colina de Fiesole.

PERFORMANCE ZERADA - Agora ainda mais difícil o percurso da Roma. Na classificação colheu, 16 pontos em 11 partidas a 9 da vice liderança, é deprimente, o pior desde 2009/10 que fora então a temporada final de Raniere quase campeão por um sopro. A zona Champions está a dois pontos, mas Milan e Lazio na quarta colocação juntos, com a possibilidade de aumentar hoje essa distância. os torcedores não querem saber do VAR e vão até a estação Campo di Marte para protestar contra os jogadores. Porque o rendimento está em declínio e o comportamento irritante. E também a formação número quatorze de Di Francesco em 14 jogos parece a princípio a mais equilibrada e no meio tempo a mais propositiva.

IMPOTÊNCIA PREOCUPANTE - A Roma, pelo menos no primeiro tempo, tem o pleno controle do match. Antes e depois da vantagem da Fiorentina, marcada por Veretout depois de um pênalti homenagem. O 4-3-3 de Pioli é desbotado: apenas 3 pontos em 4 partidas. O curto circuito de Under, com a retaguarda lenta e sobretudo imprudente, favorece as escapadas na área de Simeone. Que escapa de Olsen, afasta a bola e acerta o rosto do goleiro a deriva. A cabeça de Olsen gira. Aparece Orsato diante do VAR. O caloroso aplauso de Batistuta, artilheiro bipartidário, depois da transformação certifica a gafe. Mirada, porque isso requer a classe arbitral. Descredita a video assistência, cumprindo um protocolo, para depois confirmar. os giallorossi, entretanto, insistem. Pressionam avançam o baricentro, Pellegrini que, como mediano, muitas vezes acompanha Zaniolo a retomar a função de armador que perdera pela indisponibilidade de De Rossi. A diferença, até o intervalo, não faz apenas o pênalti de Veretout, mas a chance desperdiçada dos pés de Dzeko (pelo menos duas assim) e a cabeçada de Fazio. Tem também a bola na trave (7ª na temporada), cobrança de falta de Pellegrini desviada por Milenkovic, logo depois do gol viola a testemunhar a reação após o golpe recebido. Florenzi ataca na direita. Boa a primeira como titular na A de Zaniolo; personalidade e pegada. Seu único chute no gol, no inicio da partida com desvio de Lafont, até os 85 minutos e então o empate de Florenzi. Olsen mantem os companheiros no jogo, salvando uma conclusão do ex-Gerson. As substituições não ajudam: Cristante, como mediano e com Pellegrini novamente na frente, no lugar de Zaniolo, Kluivert para entrada de El Shaarawy e Schick saindo Under. Os externos ofensivos tiram o pé e não decolam. Inúteis. Bem os defensivos: cruzamento de Kolarov e esquerda de Florenzi. Empate como no San Paolo contra o Napoli, saindo atrás (ultima vez em Bologna no mês de março). Melhor que nada.

@utti60

FIORENTINA (4-3-3): Lafont; Milenkovic, Pezzella, Vitor Hugo, Biraghi; Benassi (28' st Dabo), Veretout, Gerson; Chiesa, Simeone (33' st Pjaca), Mirallas (8' st Edimilson). A disp.: Dragowski, Brancolini, Laurini, Diks, Hancko, Norgaard, Eysseric, Vlahovic, Sottil Téc.: Stefano Pioli

ROMA (4231): Olsen, Florenzi, Fazio, Juan Jesus, Kolarov, Pellegrini, Nzonzi, Under (73' Schick), Zaniolo (67' Cristante), El Shaarawy (55' Kluivert), Dzeko

Cartões: 28’Nzonzi, 36’Fazio, 67’Cristiano Biraghi, 77'Jordan Veretout, 87’Pellegrini e 89’Vitor Hugo

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