ME BILISCA COM FORÇA
Quatro seguidas, apesar do susto, e contando… Sabe quando você, assustado pelas situações que testemunhou e principalmente sentiu, carrega aquele enorme peso da dúvida eloquentemente infernizando sua consciência: “óh, vai acontecer de novo… está muito bom para ser verdade… até pênalti não entrou…”. Então sensações que obviamente, como já disse anteriormente devem sempre permanecer em stand by para todo giallorosso precavido que se preze. Mas não é só isso: vejam por exemplo esse Lorenzo Pellegrini de outro planeta, que até bem pouco tempo atrás era o que mais levava ripada por constantes críticas, que obviamente vieram para a nova temporada também, tendo um peso ainda mais substancial pelo trágico inicio do ano esportivo. E mais: Nzonzi fazendo gol com maior estilo em uma cabeçada daquelas de exortar o pescoço atiçando um gif animado de look at face… Definitivamente estamos partindo para um outro nível, mesmo se assusta o fato de insistentes formações diferentes em campo o que nos dá uma falsa conotação de definição. Espero estar absurdamente enganado nesse sentido e que esse carnaval romanista continue nos chamando para sambar.

Síntese: Il Messaggero

A ROMA FAZ TRÊS É NOITE DE PÓDIO. Terceiro sucesso consecutivo no campeonato: os giallorossi vencem em Empoli com os gols de Nzonzi e Dzeko e ficam, momentaneamente, nas costas de Juve e Napoli

Por: Ugo Trani

EMPOLI - O poder de vitórias e sobretudo o terceiro sucesso consecutivo no campeonato fazem a Roma retomar o caminho. Que vale, por uma noite, o terceiro lugar na classificação. Os 2 a 0 no Castellani contra o Empoli, gols de Nzonzi e Dzeko, foi sofrido: evidente a queda na segunda etapa, com Olsen agraciado por Caputo, sobre a marca do pênalti e também em ação. Mas os 14 gols marcados em 4 partidas (e apenas um sofrido) dão entretanto a força para a retomada giallorossa, seguida a beira do campo inclusive de Totti.

SERIE POSISITIVA - Di Francesco, então, se torna dama pelo 4º match seguido e volta a vencer longe do Olímpico (único sucesso contra o Torino no dia 19 de agosto). Mas, por apresentar na Toscana a décima formação em dez jogos, limita a rotação e se contenta de 4 novidades depois da mãozinha sobre o Viktoria Plsen justo para não desnaturar a marca. Dentro Santon e Luca Pellegrini na zaga, De Rossi no meio campo e El Shaarawy no ataque. E confirma, obviamente, o 4-2-3-1 que, utilizado desde o dia 26 de setembro, contribuiu com a retomada dos giallorossi no campeonato e na Champions. E com a virada tática, em plenitude: 4 sucessos consecutivos.

COOPERATIVA DE GOLS - As mudanças de Di Francesco foram eficazes: Santon dá garantias na direita, fechando atras e propondo na frente, Luca Pellegrini, na sua primeira noite como titular, é vivaz no outro corredor, mostrando técnica e personalidade e De Rossi colabora bem com Nzonzi, produzindo em campo substancia e qualidade. El Shaarawy é intermitente, resultando precioso porém precisa voltar. No ataque é mais solto Under e o próprio Dzeko que entra em cada ação e trabalha bem sobretudo com Lorenzo Pellegrini. O Empoli bocas sempre verticalizar através de Caputo que tenta se infiltrar entre Fazio e Luca Pellegrini. O 4-2-3-1 de Andreazzoli, ex muito vaiado pela torcida giallorossa, consegue segurar por pouco mais de meia hora, mesmo porque renuncia a pressão para pegar os giallorossi no contrapé. A Roma está atenta, mas cria pouco, confiando apenas a algumas iniciativas de Under. E, como sempre acontece recentemente, para desbloquear o placar desfruta de uma bola inativa: 4º gol consecutivo na campeonato e 7º na temporada de bola parada (contando o terceiro de Dzeko no Viktoria Plsen). Santon, em abertura de Dzeko, conquista uma falta que Lorenzo Pellegrini, como sempre, faz repicar na área: a cabeçada é de Nzonzi que se torna o 12º marcados do grupo (11º no campeonato).

FLEXÃO INESPERADA - O Empoli, no entanto, permanece na partida e no segundo tempo assusta os giallorossi que, alongando-se em campo, perdem o combate e consequentemente a eficácia mostrada no primeiro tempo (no final apenas 3 chutes no gol de Terraciano). Bennacer acerta a trave em uma cobrança de falta de Caputo, depois de uma hora, vem o pênalti concedido generosamente por Mazzoleni e confirmado pelo VAR. Em cobrança de escanteio de Zajc, na tentativa de Fazio afastar acaba tocando no braço de Under. Di Francesco intervém com 3 substituições, mesmo porque Caputo, infiltrando centralmente pela esquerda da defesa, desperdiça duas chances. Espaço para Florenzi no lugar de Luca Pellegrini, com Santon movido para esquerda e, logo depois, Cristante entrando para saída de Lorenzo Pellegrini e finalmente Under para entrada de Juan Jesus. Como no derby eis o 5-3-2 para evitar altos riscos. Andreazzoli faz entrar, então, Traorà no lugar de Acquah e Lagumina no lugar de Capezzi, passado para o 4-2-3-1. Mas a Roma liquida a partida, com a assistência de El Shaarawy, em penetração vertical, para Dzeko. É o segundo gol no campeonato para o centroavante que interrompe o seu desjejum na Serie A depois de 48 dias. Por acaso na parte da tarde o único sucesso dos giallorossi nessa temporada. Que observando a prestação pela metade contra o Empoli antepenúltimo tem um peso bastante grande.

@utti60

EMPOLI (4-3-1-2): Terracciano; Di Lorenzo, Silvestre, Maietta, Veseli; Acquah (73′ Traore), Capezzi (79′ La Gumina), Krunic; Zajc; Bennacer, Caputo. A disp.: Provedel, Fulignati, Marcjanik, Rasmussen, Untersee, Brighi, Ucan, Jakupovic, Mraz Téc.: Aurelio Andreazzoli

ROMA (4231): Olsen, Santon, Fazio, Manolas, L. Pellegrini (60' Florenzi), De Rossi, Nzonzi, Under (73' Juan Jesus), Pellegrini (74' Cristante), El Shaarawy, Dzeko

Cartões: 35’Ismaël Bennacer, 49’Luca, 83’Matias Silvestre

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