MINUTO BOBEIRA
Se aquele ultimo instante de bobeira em Milão custou para a Roma pelo menos um mísero importante ponto fora de casa diante de uma classificação medíocre, esse de Nápoles foi ainda mais doloroso praticamente nos mesmo moldes e ávida desatenção. E a Roma ficou pela metade, como o tem sido muitas das suas apresentações até aqui. Essa insistente curva de gauss que a equipe procura, ou simplesmente relaxa com muita frequência cedo demais e coloca em cheque a autenticidade e valor do time. Por incrível que pareça isso ainda não se manteve na outra competição em paralelo, a Liga dos Campeões da Europa. Digo em paralelo, porque são absurdamente distintas em como a equipe se porta em campo e no retrospecto geral quantitativo de evolução. Olhando para a tabela lá no inicio da temporada já sabíamos que essa sequencia de jogos seria a mais dura porque envolvia também a outra competição. A pressão em relação ao retrospecto ruim da Série A, compromete a serenidade que a equipe precisa para digerir momentos como esse e essa ciranda de instabilidades o equilíbrio esperado.

Síntese: La Repubblica

A Roma empata no limite. De Rossi a nocaute: condições a avaliar. Pela segunda vez o Faraó marca o seu comemorando seu aniversário. Alegria pela metade, de Eslsha o gol que vale um ponto.

Por: Francesca Ferraza

Não bastou o gol de El Shaarawy para retornar a capital com os três pontos: a Roma permitiu o empate a um minuto do final da partida a um certo ponto gerida com muita presunção e o um a um final traz para a equipe toda a sua responsabilidade. Queria comemorar seu aniversário com uma vitória, o Faraó, mas fica entalado no meio da garganta o grito de felicidade do gol marcado no inicio do jogo. Restam então os 26 anos comemorados com um gol contra o Napoli que no final valeram um ponto. El Shaarawy realizou seu terceiro gol na temporada no San Paolo, gol consideravelmente de peso, e um jogo fora de casa complicado, que dá um pouco de oxigênio a classificação da Roma, contra uma direta concorrente.

Concorrente que cortejou pesadamente, no ultimo mês de janeiro, com De Laurentis que o queria presentear a Sarri nos últimos dias de mercado de reparação e Monchi porém disse com firmeza não. O manteve, em Roma, esperando que o jovem voltasse com intensidade e continuidade, trabalhando e investindo sobre ele. Inclusive no ano passado Elsha marcou justo no dia 28 de outubro - comemorando assim com um gol seu aniversário - um gol vitória, naquela ocasião contra o Bologna. Um dia que lhe vem a calhar, então, e que o mantém protagonista no âmago do grupo. E o havia dito as vésperas, o Faraó, que nesta temporada se sentia bem, e que estava trabalhando com aprimoramentos no rendimento. “O mister me pede um trabalho de cobertura e sacrifício - admite o atacante giallorosso - para o gol haverá tempo”. E o tempo chegou, um dia após seu aniversário, para Stephan que agora é um titular na esquerda da equipe de Di Francesco. Entre outros, os dados relembram que o gol do atacante veio após apenas cinco chutes no gol adversário. Os giallorossi jamais tinham um retrospecto de poucos chutes assim em todas as competições, demonstrando estar, pelo menos no jogo, mais que cínicos.

A verificar então as condições de De Rossi, obrigado a deixar o campo quase no final do primeiro tempo. O meio campista - que endossa uma faixa dupla, tendo a sua pessoal debaixo daquela da Liga - acusou luxação no joelho direito, já sobrecarregado das muitas partidas disputadas no inicio da temporada. Obrigado a se render, Daniele - que ainda não está na sua melhor condição inclusive por causa da fratura no dedo do pé - deverá seguir as terapias necessárias, ficando como forte dúvida para o jogo pela Champions em Moscou. Também de se analisar as condições de Manolas, que saiu de campo mancando, e Florenzi, que começou o jogo do banco, entrando no tridente de ataque durante a partida.

@francescaferraz

NAPOLI (4-4-2): Ospina; Hysaj (25' s.t. Malcuit), Albiol, Koulibaly, Mario Rui; Callejon, Allan, Hamsik (30' s.t. Zielinski), Fabian Ruiz; Insigne, Milik (11' s.t. Mertens) Téc.: Karnezis, Daniele, Mertens, Maksimovic, Ghoulam, Diawara Carlo Ancelotti

ROMA (4231): Olsen, Santon, Manolas (75' Fazio), Juan Jesus, Kolarov, De Rossi (42' Cristante), Nzonzi, Under (64' Florenzi), Pellegrini, El Shaarawy, Dzeko

Cartões: 55’Dzeko, 58’Nzonzi, 68’Manolas, 80’Olsen e 81’Pellegrini

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