NINGUÉM AGUENTA MAIS
Não há muito o que ser dito. A Roma de 2018/19 é uma vergonha e chegou a um ponto inaceitável. Vencia por 2 a 0 e tomou dois gols em dez minutos de um Cagliari horrível, sendo que, no lance decisivo, tinha dois jogadores a mais em campo. Pallotta, Monchi, Di Francesco e uns 85% do elenco simplesmente nos levam ao desespero semana após semana. Entretanto, Pallotta é o presidente do clube e não podemos nos livrar dele. Monchi tem a confiança do chefe. E o elenco não será reformulado em um mês, na janela que abre em janeiro e se encerra em fevereiro. Portanto, embora o técnico esteja longe de ser o maior culpado, está na hora de dizer adeus a Di Francesco. Algo precisa mudar. Ninguém aguenta mais.

Síntese: La Repubblica

Desperdiça Roma, o Cagliari em 9 empata aos 95’. Ganhando de 2 a 0 os giallorossi cedem empate no final com dois a mais. Di Francesco: “Partida absurda, somos frágeis mentalmente”

Por: Fabrizio Bocca

CAGLIARI - Com um grande arremate de Cristante e uma cobrança de falta de Kolarov a Roma parecia com a vitória na mão diante do Cagliari. E ao invés disso conseguiu empatar esta partida também, inacreditavelmente, e contra um adversário reduzido em nove no último minuto da partida. Final de infarte com Cagliari perdendo por dois gols a seis minutos do final da partida. Mas a equipe de Maran consegue primeiro reabrir a partida com um gol de cabeça de Ionita, e depois - mesmo com a dupla expulsão de Ceppitelli e Srna em uma rixa de protestos diante do arbitro Mazzoleni ao quarto minuto de acréscimo - empatar em 2 a 2 com Sau praticamente a segundos do final. Para a Roma uma péssima aventura que estigmatiza sua crise e aumenta a longa lista de bruta figura nesta temporada. Eusebio Di Francesco em grande dificuldade, e sob ataque, Cagliari em triunfo. No Sardegna Arena nessa temporada ainda imbatível.

Evitando alongar as ausências na série de lesões que já atormentam a Roma no último período ( De Rossi, Pastore (ainda abaixo), Perotti idem, El Shaarawy, Lorenzo Pellegrini e por último Dzeko), Di Francesco no último instante conseguiu recuperar Manolas, evitando ter que recorrer a Marcano. Enquanto Maran teve que renunciar Barella, já tido como fundamental na economia de jogo do Cagliari. E não apenas no que se refere ao jogo. E em fase de reaquecimento também a Pavoletti por uma lesão na coxa direita, para entrada em extremo de Cerri.

A Roma então é disposta no seu famigerado 4-2-3-1 com Olsen no gol, a linha defensiva formada por Florenzi, Fazio, Manolas e Kolarov, dupla de meio campo Cristante-Nzonzi, Zaniolo como armador, Under e Kluivert sob as pontas e Schick de centroavante. Para Maran então Cragno no gol, Srna, Ceppitelli, Klavan e Padoin na defesa, Faragò, Bradaric e Ionita no meio, João Pedro atrás dos pontas Farias e Cerri.

A Roma dominou desde o inicio impondo um certo ritmo, mesmo se o Cagliari em casa é um adversário perigoso e de fato não renunciava nem mesmo em contra pé. Mas não conseguiu evitar sofrer gol, como ocorre geralmente na primeira fase da partida. A Roma conseguiu abrir o placar em menos de quinze minutos: cruzamento de Florenzi da direita, Kluivert distribui no meio que desmarca Cristante para arrematar do limite da área e marcar de esquerda. A partida estava muito equilibrada e o Cagliari teve alguns lampejos, mas a Roma desfrutou melhor das ocasiões que teve. Em particular Kolarov que converteu uma falta sofrida por Zaniolo, com a ajuda do desvio de Cerri. O Cagliari não baixou a guarda e tentou reagir com Cerri e Farias, mas sem a mesma sorte que a Roma teve.

O Cagliari jamais desistiu, deixando vivo a partida. Houve inclusive um episódio contestado pelo toque de mão de Kolarov (braço colado ao corpo) dentro da área, mas o exame direto pela Var a bordo do campo, não realizado pelo árbitro Mazzoleni, deixou o Sardegna Arena furioso. Entretanto o Cagliari conseguiu reabrir a partida, a poucos minutos do final. Escanteio, correção de cabeça de João Pedro, e grande entrada também de cabeça de Ionita que diminui para 2 a 1. Daquele momento em diante a partida se torna uma corrida e a Roma entra e parafuso psicologicamente, dando mais forças e confiança ao Cagliari que tenta repetitivamente.

O episódio chave é uma falta de Faragò sobre Olsen que defende repetitivamente e depois fica estendido no chão ganhando tempo, com o árbitro Mazzoleni circundado e submerso de protestos. O treinador Maran já havia sido expulso, no tumulto o juiz expulsa Cappitelli por protestos, e depois faz o mesmo com Srna. Cagliari então em nove sob o placar de 2 a 1 aos 94 minutos. Poderia parecer feita para mas ao invés disso a Roma vacila. Com uma surpreendente ação de Sau que se desvencilha da linha defensiva giallorossa e segue para empatar em 2 a 2. O estádio explode em alegria, a equipe romanista entra no vestiário completamente incrédula, aniquilada.

@fabriziobocca1

CAGLIARI (4312): Cragno, Srna, Ceppiitelli, Klavan, Padoin (20' st Pajac), Faragó, Bradaric (35' st Cigarini), Ionita; Joao Pedro; Farias (30' st Sau), Cerri. A disp.: 16 Aresti, 1 Rafael, 3 Andreolli, 19 Pisacane, 56 Romagna, 4 Dessena, 37 Verde, 36 Doratiotto Téc.: Rolando Maran

ROMA (4231): Olsen, Florenzi, Manolas, Fazio, Kolarov, Nzonzi, Cristante, Under, Zaniolo (88' Juan Jesus), Kluivert (75' L. Pellegrini), Schick (83' Pastore)

Cartões: 47’Cristante, 64’Faragò, 90’Ceppitelli (expulso), 90’Srna (expulso), 90’Sau

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