NÚMEROS DE CHORAR
Ser romanista é sempre estar precavido de situações embaraçosas, isso não foge jamais a regra. Não é pessimismo, entenda, trata-se apenas de equilibrar o emocional para suportar toda uma temporada. No entanto, situação semelhante ao fiasco desse último domingo já não vivenciava desde aquela tragédia da saída do Capello que deixou o time em estado de calamidade nos meses seguintes, e claro, como era de se esperar, os resultados apresentados em campo foram quase que de campanha para não cair. Se estou animado para o jogo da Champions? É sempre bom escutar a musiquinha, mas seria melhor ainda se o jogo não fosse logo de cara com o Real Madrid e se as redundantes romadas não fossem tão explicitas e escandalosas, então peço que seja de pouco, porque levar uma paulada mais atenuante poderá complicar o quadro.

Síntese: Corriere della Sera

A Roma no tsunami, Difra sob acusação: nenhuma justificação aceitamos as críticas. Havíamos o controle da partida, fisicamente não estamos em crise. Erradas certas escolhas.

Por: Gianluca Piacentini

A Roma sempre derrotou o Chievo nos últimos cinco confrontos no Olímpico. Os vênetos não saíam indignos desde o sucesso por 1 a 0 em 2013/14 e não empatavam desde o 0 a 0 de 2008/09. Desde 2010/11 (9 gols em 4 rodadas) que a defesa da Roma não era tão frágil depois dos 360 graus do torneio: hoje são 7 sofridos.

Cinco pontos em quatro jogos (a menos 7 da Juventus líder com pontuação plena), dois empates consecutivos em casa, sete gols sofridos: os números falam de uma Roma em crise. Mais que a estatística porém, a preocupar é a total ausência de identidade de uma equipe que, comparando a temporada anterior, foi revolucionada nos homens mais importantes, e que ontem não conseguiu vencer o Chievo uma partida que no final do primeiro tempo parecia definida. Pior, se Olsen não tivesse dado uma mão em pleno acréscimo da partida o chute de Giaccherini, no final do jogo Eusebio Di Francesco estaria comentando uma derrota embaraçante.

“Estou amargurado - a análise do técnico - a partida estava sob controle, fomos pouco conclusivos e maliciosos na gestão do jogo. Tivemos tantas ocasiões para definir o jogo, seja na primeira que depois do empate. É uma vacilada que faz mal, mas vale lembrar a mente fria, acatamos as críticas. Conta o resultado e não existem justificações, mas as análises façamos com os dados, não com os olhos: fisicamente não estamos em crise, o resultado faz pensar em um certo modo, estou puto porque erramos as escolhas, seja com os novos bem como os antigos”.

As críticas mais ferozes com relação a fase defensiva. “Tomamos gols com muita facilidade, mesmo quando concedemos pouco, e isto não é bom. Devemos haver mais compatibilidade atrás, mas não é um trabalho somente dos 4 zagueiros, toda a equipe tem que ajudar”.

No segundo tempo mudou novamente o módulo, passando do 4-3-3 para o 4-2-3-1: mais uma vez, porém, pareceu uma equipe sem identidade. “A nossa identidade existiu aos trancos, não fora contínua e se viu também em outras partidas, como contra a Atalanta e com o Milan. Neste senso sinceramente esperava uma aproximação diferente, isto me deixa mais enfurecido de tudo: temos algo a mais, mas é uma questão mental. Não devemos parar e fazer processos, mas buscar resolver as coisas o mais rápido possível, precisamos rapidamente reerguer a cabeça”. A ocasião já virá na quarta-feira em Madrid, mesmo se a tarefa pareça proibitiva. “Com o Real não podemos cometer os mesmos erros como com o Chievo, deveremos repartir de uma boa fase defensiva. Não estávamos com a cabeça em Madrid, queríamos os 3 pontos até mesmo para chegar na Champions com a força de uma vitória no campeonato. Não aconteceu, por isto precisamos dar algo a mais”.

@PiaceGianluca

ROMA (433): Olsen, Florenzi (68' Karsdorp), Manolas, Juan Jesus, Kolarov, Cristante, Nzonzi, Pellegrini (68' De Rossi), Under (80' Kluivert), Dzeko, El Shaarawy

CHIEVO (4-3-2-1): Sorrentino; Tomovic, Rossettini, Bani, Barba; Rigoni (86′ Depaoli), Radovanovic, Obi (45′ Hetemaj); Birsa (81′ Mehdi), Giaccherini; Stepinski A disp.: Seculin, Semper, Tanasijevic, Jaroszynski, Kiyine, Leris, Grubac, Pellissier, Pucciarelli, Meggiorini Téc.: Lorenzo D’Anna

Cartões: 74’ Luca Rossettini,78’ De Rossi

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