O CHEFE PEDE A MATILHA FAZ
Bastou apenas o susto de um pênalti inexistente graças ao VAR para o time realmente entender o que seu técnico Eusebio Di Francesco vem se descabelando em pedir coletiva pós coletiva. Apesar de não parecer belo, o time começa a ser potente e a vitória maiúscula hoje no Olímpico serve para lavar a alma da equipe, depois de muito criticada, e começar a colocar em seu caráter que pode fazer inclusive no campeonato. Lorenzo Pellegrini imenso hoje em campo, Kluivert delirante, Kolarov ressurgido e se não fosse a triste notícia de Patrick Schick, depois de desencantar diante da sua própria ex-equipe, ser obrigado a sair de campo suspeito da sua enésima contusão. No entanto esperamos que o gol possa lhe dar o estímulo necessário para definitivamente desencantar. Importantíssimo também a resposta de Stephan El Shaarawy que com o seu bis faz as pazes com o gol novamente. Não seria pedir muito que Edin Dzeko possa receber uma injeção, nem que for de reflexo para voltar a ser o bomber de uma época.

Síntese: Gazzetta

Com um bis de El Shaarawy e direito ao desencanto de Patrick Schick ala gol de ex os giallorossi voltam a vitória no campeonato depois de três rodadas

Por: Andrea Pugliese

A Roma volta a vencer em casa no campeonato e presenteia um domingo sereno, ao contrário da Sampdoria, que acumula sua terceira derrota consecutiva. Nos 4 a 1 dos giallorossi decisivo El Shaarawy e muito bem Kluivert. Schick suou um pouco mais até o gol espanta-crise, gol que a torcida giallorossa espera possa desencanto-lo. Entre a Samp a revolta e amargura pelo pênalti sobre Ramirez primeiro concedido e depois anulado com o auxilio do VAR, pênalti que poderia recolocar a Sampdoria na partida (o jogo ainda estava 1 a 0).

JESUS NA FRENTE - Di Francesco relança Jesus ao lado de Manolas no meio da defesa e deixa fora Under, Giampaolo ao contrário confia seu ataque aos dois ex-giallorossi Caprari e Defrel, privilegiando velocidade ao invés da experiência de Quagliarela. No campo uma partida jogada com espadas ao invés de flores, com Giampaolo que prova logo a pressionar alto a Roma e Di Francesco que uso mais ou menos o mesmo metro. Dessa forma de jogo por um tempo se vê pouco, assim como conclusões: o chute de Linetty no início, um arremate de fora por parte de Cristante pouco depois de quinze minutos. Depois a Roma aos 20 minutos passa e então o jogo se ascende: escanteio de Pellegrini, Cristante gira muito bem e de cabeça na trave oposta Jesus lhe “rouba” o gol em extremo, tocando a bola sobre a linha do gol. Uma vez aberto placar, a partida se torna mais bela, mesmo se depois as ocasiões vem de bolas paradas ou de jogadas pessoais. Como aos 33 minutos, quando em uma cobrança de Ramirez o goleiro Olsen sai mal e por pouco Kolarov não faz contra (bola foi para sobre o próprio travessão). Ou como o minuto seguinte, quando Kluivert queima Murru em velocidade, penetra na área e de chapa engana Audero, mas a negá-lo o gol ocorre a trave. E Schick? Era o homem mais esperado, foi visto pouco ou nada.

PATRICK E OUTROS - Entre outros, o segundo tempo se abre justo com uma ocasião para o atacante tcheco (esplendida assistência de El Shaarawy), mas Schick é mais uma vez aproximativo e Colley salva em cima. Depois aos 9’ Irrati concede um pênalti depois de um suposto contato de Manolas em Ramirez, o assistente VAR (Passeri) o convence de rever o vídeo e o árbitro volta atrás, anulando o pênalti. E justo no momento em que Di Francesco manda se aquecer Dzeko para manda Schick para o banco, o tcheco marca o segundo: ataque lateral de El Shaarawy, sobre posição de Kolarov e bola compassada do sérvio, sobre qual Schick chega bem e de chapa ensaca no canto oposto. Depois o tcheco deixará entretanto o campo por um problema ao flexor da coxa direita, enquanto a Roma aos 20’ reclama um pênalti por toque de Colley com um braço sobre o arremate de El Shaarawy, mas Irrati depois do VAR diz mais uma vez não. Aos 27 minutos o eurogol de El Shaarawy: primeiro Audero o pressiona em corrida, depois o Faraó recupera a bola, se gira e com um totó de direita mórbido encontra o lado oposto, sobre ovação geral do Olímpico. Depois se inicia um tempo sem grandes emoções, até o final, quando Olsen faz uma super defesa na cabeçada de Vieira e depois Defrel, com um pouco de bravura, realiza o gol bandeira (cúmplice de um erro de Manolas e a falta da marcação de Florenzi ligeiramente em atrazo). Mas existe ainda glória mais uma vez para El Shaarawy, que já nos acréscimos fixa o resultado final em 4 a 1, desfrutando um erro por parte de Audero. Termina assim, com a Roma que volta a sua corrida em busca do quarto lugar e a Sampdoria a interrogar-se sobre o porque dessa mini-crise.

@Puglio11

ROMA (4231): Olsen, Florenzi, Manolas, Juan Jesus, Kolarov, Cristante, Nzonzi, El Shaarawy, Pellegrini (79' Zaniolo), Kluivert (81' Under), Schick (68' Dzeko)

SAMPDORIA (4-3-1-2): Audero; Bereszynski, Colley, Andersen, Murru; Praet (45′ Jankto), Vieira, Linetty (68′ Sala); Ramirez; Caprari (80′ Kownacki), Defrel A disp.: Belec, Rafael, Tonelli, Rolando, Tavares, Saponara, Ekdal, Quagliarella Téc.: Marco Giampaolo

Cartões: 18’Karol Linetty e 40’Florenzi

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