TURNOVER DE HORRORES
Todos poderiam pensar que a proposição do técnico Eusébio Di Francesco hoje em campo seria aquela de poupar jogadores para o próximo jogo pela Champions com o Real Madrid, mas convenhamos que na atual situação qualquer suposição é leviana. Pela enésima vez uma formação diferente entra em campo nessa temporada e a impressão que fica é de que o técnico giallorosso vem desesperadamente achar na marra um apurado que possa apresentar um futebol decente, deixando a crer que turnover possa configurar, a priori, como uma boa desculpa. No entanto cabe ressaltar que para vencer é preciso também determinação, vontade e pegada nesse sentido. É plausível quando se propõe dar um voto de incentivo para Patrick Schick, aproveitando o momento e estimulando o atacante a tomar gosto pelo sentido maior da sua competência, mas aí vem o caso de sobretudo mostrar ambição, e o que vimos foi um jogador escondido ou se esquivando da oportunidade lançada. É mais grave tecnicamente porém, quando se chega a quase 70 minutos para tomar uma atitude que venha mudar o panorama, como se o resultado ou a importância desse jogo não tivesse mínimo sentido. Nisso pesa demais a responsabilidade do treinador: quando um time não apresenta qualidade cabe o outro lado buscar soluções tomando medidas necessárias para buscar o equilíbrio. Infelizmente acho pouco provável Eusébio continuar, o que definitivamente, além de gerar um estresse desnecessário para o ambiente nesse momento, gerará um atrazo na evolução de uma equipe, com treze rodadas já disputadas, ainda sem identidade.

Síntese: Corriere della Sera

Serie A, Udinese-Roma 1-0: De Paul condena Di Francesco. Grande partida dos friulanos do Nicola que superam uma equipe desastrosa e sob tom. Mal Schick, Cristante e Kluivert. O VAR nega o gol a Pussetto. Para Di Francesco um outro nocaute depois da parada.

A Roma freia mais uma vez após a parada. Depois da clamorosa cambaleada em casa com a Spal, desta vez o nocaute - se possível - é ainda pior. São confirmados de fato todos os limites de caráter e de determinação que acompanharam a equipe desde o inicio dessa complicada temporada. Sem o seu líder Olsen (lesão as vésperas), Florenzi, De Rossi e Manolas (com Dzeko que entrou apenas nos últimos vinte minutos), a equipe se encontra novamente com seus velhos problemas de concentração, de comportamento errado, de talentos muito descontínuos (Schick, Cristante e Kluivert novamente bloqueados), de manobra lenta e chata, e de um jogo que não consegue convencer. Derrubada sob um golpe de De Paul e de uma Udinese revolucionada por Davide Nicola (que estréia para ele!), a Roma entra em tilt mais uma vez, envolvida pelo adversário sob o perfil do dinamismo e da malícia. Agora para o time da capital a corrida pela Champions League arrisca se tornar uma verdadeiro odisseia.

AS ESCOLHAS - A novidade da última hora é a ausência de Olsen do onze titulares por causa de uma lesão muscular. No seu lugar Mirante, estreando na temporada. Atrás espaço para Santon, recuperado da gripe e Kluivert. Repousam em vista do jogo contra o Real Florenzi e Under. Nicola para o seu primeiro comando escolhe os dois pontas De Paul e Pussetto deixando no banco Lasagna.

PRIMEIRO TEMPO - A primeira fração escorre sem excessivas emoções. A Roma tem o jogo na mão e gerencia a posse de bola sem porém conseguir propor perigo na área de Musso. A Udinese espera e tenta responder em contra-ataque. Na espera do jogo, a mão de Nicola se vê sobretudo no comportamento dos jogadores friulanos, agressivos em todo setor do campo. Os perigos giallorossi chegam sobretudo das bolas paradas corridas na esquerda de El Shaarawy e Kolarov aparecendo com discreta continuidade. A única ocasião nítida de gol chega aos 37’ quando um cabeçada de Schick empenha o goleiro Musso. É essa a única inflamada ação do tcheco no primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO - Se retoma com o mesmo borrão. A Roma insiste no seu prolongado processo de posse de bola e El Shaarawy acha uma boa chance com uma conclusão do limite aos 50’, mas o resultado não muda. A pressão asfixiante friulana impede aos visitantes chegar com perigo na zona de Musso e é então Kolarov a buscar em duas ocasiões o chute a distancia que tem potencia, mas não precisão. Aos 55’ vem a reviravolta do jogo com um inacreditável erro da defesa romanista que abre estrada para a vantagem da Udinese. De uma cobrança de lateral um calcanhar de Mandragora lança De Paul que supera primeiro Santon e depois Juan Jesus com uma facilidade impressionante: nada pode Mirante para evitar o gol dos donos da casa. A desvantagem sacode somente por um punho de minutos a Roma e Nzonzi de cabeça logo depois chega perto do empate que é afastada para escanteio. O comportamento giallorosso continua porém remissivo. Para a Udinese tosca e dinâmica de Nicola é um jogo de paciência segurando as fracas incursões adversárias.

GOL ANULADO - Aos 62’ vem o segundo dos donos da casa com Pussetto que prejudica mais ainda a distraída defesa romanista sobre um incrível lance de De Paul. O árbitro Fabbri porém, atentado pelo VAR, anula por um evidente toque de braço do atacante no movimento de controle da bola. Di Francesco tira de campo o evanescente Kluivert para inserir Ünder, mas o efeito não gera o sacode esperado. No meio campo Fofana e Behrami seguram tudo vencendo o confronto com Cristante e Nzonzi. Aos 70’ Samir é obrigado a deixar o campo de maca depois de uma bruta caída de mal jeito. No seu lugar Pezzella.

PELLEGRINI A NOCAUTE - Na Roma fora Schick, impalpável e muito pouco determinado, para entrada de Dzeko. Nos últimos minutos do jogo a Roma praticamente para, não tendo mais energias para gastar. Falta o movimento em campo dos jogadores sem bol e assim se insiste com venenosos chutes a distancia. A deixar ainda pior a péssima jornada romanista a lesão de Pellegrini na coxa direita: no seu lugar Zaniolo aos 78’. Ainda tem tempo para se ver uma tentativa do fantasma Dzeko e uma ocasião colossal devorada por Machis antes do tríplice apito final do arbitro Davide Fabbri que sanciona a festa para a belíssima Udinese de Nicola e a enésima jornada pífia de uma Roma decisivamente muito descontinua.

UDINESE (3-5-2): Musso; Nuytinck, Troost-Ekong, Samir (24'st Pezzella); ter Avest, Fofana, Behrami, Mandragora, Larsen; Pussetto (49'st D'Alessandro), De Paul (33'st Machis). A disp.: Scuffet, Nicolas, Opoku, Micin, Pontisso, Coulibaly, Lasagna, Vizeu. Téc.: Davide Nicola

ROMA (4231): Mirante, Santon, Juan Jesus, Fazio, Kolarov, Cristante, Nzonzi, Kluivert (65' Under), Pellegrini (79' Zaniolo), El Shaarawy, Schick (71' Dzeko)

Cartões: 64' De Paul, 65' Behrami

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