UM POUCO DE DIGNIDADE
Não que vencer o fraquíssimo Frosinone seja pra virar a noite bebendo, mas em terra de cego quem é caolho se diverte, então res-pi-re-mos. Mas não com muita empolgação porque nada poderá mudar as discrepâncias já cometidas. Serão pontos preciosos (ou não) que irá se lamentar profundamente (como no filme de sempre) no final. Mesmo porque ainda se tem um campeonato inteiro pela frente e fatalmente outras embaraçosos situações virão, e a gordura para isso não haverá mais. No mais, mudando profundamente para o que realmente importa como torcedor romanista que sou, é lembrar o querido Giorgio Rossi. Em uma das passagens das comemorações dos oitenta anos do clube, o Testaccio passou a ser lembrado com mais veemência, mas nunca esquecido para o grande coração giallorosso de Rossi e quando requisitado para um mutirão de limpeza do velho e glorioso Campo Testaccio, lá estava ele com uma vassoura e os seus oitenta anos defendendo com muito orgulho um pedaço da história da Roma e dos romanistas. O Portale Romanista honrosamente o homenageia aqui, certo de que um espaço especial tem nos sentimentos da torcida giallorossa.

Síntese: Il Messaggero

ROMA & DIFRA TOMAM UM FÔLEGO. Os giallorossi cavalgam sobre o Frosinone voltam a vencer e afastam a crise. Gols de Under, Pastore e El Shaarawy no primeiro tempo, depois liquida Kolarov.

Por: Ugo Trani

ROMA - Finalmente a Roma, reapareceu na noite mais delicadada: 4 a 0 fácil fácil contra o Frosinone, esperando a Lazio. Ainda não se pode dizer se o pior já passou, mas o resultado pelo menos consente a Di Francesco retomar o fôlego no momento mais critico da sua gestão. O técnico sobre pressão de Pallotta (o filho Michael estava na tribuna) que fora contestado por um longo tempo pela Sul no inicio da partida, volta a vencer depois de cinco meses no campeonato dentro do Olímpico e sobretudo depois de 38 dias reencontra o sucesso nesta temporada iniciada muito mal. O match, entre outros, é sem historia, liquidado já aos 35 minutos do primeiro tempo com o tris marcado por Under, Pastore e El Shaarawy.

PACTO COM O GRUPO - A enésima formação, 7 diferentes em 7 jogos (apenas Olsen e Manolas sempre titulares), e a nova virada finalmente desbloquearam a Roma em plena crise de jogo e de identidade. E, ao que parece, bastou a humildade e coerência de Di Francesco que, re-propondo o 4-2-3-1 (usado porém nesta temporada apenas um vez e as pressas), foi de encontro com os jogadores. Isto é escalou em suas posições congeniais. A função de Pastore, armador nas costas de Schick, é a confirmação de quanto o técnico queria ajudar individualmente os jogadores a se reabilitarem. O mesmo se pode dizer para Nzonzi posicionado como mediano ao lado de De Rossi que completou 600 jogos com a camisa giallorossa. Não fora dito que o sistema de jogo será confirmado para o próximo sábado contra a Lazio, mas a solução escolhida para superar o Frosinone é no momento a mais adaptada para grande parte dos jogadores adquiridos por Monchi no verão. Inclusive no maxi turnover, com 7 novidades depois do tropeço domingo passado diante do Bologna, entretanto funcionou. Santos, por exemplo, entrou bem na direita, propondo-se com continuidade no ataque e terminando com atenção.

ROTAÇÃO NECESSÁRIA - O lateral teve espaço, pela primeira vez nessa temporada, como titular, permitindo a Florenzi repousar. Em crescimento também Kolarov sobre o corredor esquerdo e mais dinâmico Nzonzi. Se diverte Pastore, inserindo-se na área adversária, mas melhor ainda fazem Under na direita e El Shaarawy na direita. No tridente completamente revisto por Di Francesco, apenas Schick não sai como deveria. E, provavelmente, desperdiça a nova chance. Sábado com a Lazio reveremos então Dzeko.

DIRETORIA VAIADA - O Frosinone de Longo, ainda incapaz de fazer gols nesse torneio (16 sofrido: pior defesa da Serie A), não resistiu nem mesmo por 2 minutos: Under chutando de fora, endereçou rapidamente o match. Schick, ao contrário, errou cara a cara com Sportiello, mostrando a suficiência de sempre. E, a seguir, acertou o travessão a ação individual de El Shaarawy. Pastore, como contra a Atalanta, ao contrário usou o calcanhar para liquidar o resultado depois de um cruzamento preciso de Santon. E El Shaarawy desfrutando a aceleração de Under teve o mérito de retornar o sorriso no semblante de Monchi e Totti na tribuna. Di Francesco, na frente 3 gols de vantagem no intervalo (depois de um ano), teve então a possibilidade de prosseguir o turnover mesmo na pressa: Marcano no lugar de Manolas depois do intervalo e mais a frente espaço para os debutantes na A, Zaniolo (Pastore) e Luca Pellegrini (23º jogador utilizado) no lugar de De Rossi. Inclusive Under acertou um travessão no segundo tempo disputado a ritmo mais baixo. O Olímpico primeiro vaiou Monchi e Baldissoni, quando enquadrados no tabelão, e depois comemorou o píer de Kolarov (primeiro gol no Olímpico como giallorosso e nono marcador na temporada) depois da assistência de Luca Pellegrini. Nenhuma festa, mas um pouco de entusiasmo se reviu. Pelo menos por uma noite.

@utti60

ROMA (4231): Olsen, Santon, Manolas (46' Marcano), Fazio, Kolarov, De Rossi (82' L. Pellegrini), Nzonzi, Under, Pastore (67' Zaniolo), El Shaarawy, Schick

FROSINONE (3-5-2): Sportiello; Goldaniga, Ariaudo, Capuano; Zampano, Chisbah, Crisetig, Cassata, Beghetto; Ciano (72′ Campbell), Pinamonti (66′ Ciofani). A disp.: Bardi, Krajnc, Salamon, Molinaro, Brighenti, Ghiglione, Hallfredsson, Vloet, Soddimo, Perica Téc.: Moreno Longo

Cartões: 91’Joel Campbell

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