FRIA E DECEPCIONANTE ROMA
Oscar A Roma foi até a República Tcheca cumprir tabela contra um adversário que ainda precisava de um resultado para sua manutenção nas competições europeias. E demonstrou, mais uma vez, um desinteresse e uma extrema falta de criatividade. O efeito prático dessa derrota não é na competição, afinal a Roma já estava classificada, mas sim na moral do time, que já está em baixa. A Roma da temporada 2018-19 só faz decepcionar seu torcedor e vai encontrando formas novas de fazê-lo. É difícil ver alguma mudança expressiva com o atual status quo. A ver se alguma coisa muda nos próximos dias, afinal a temporada vai ficando em perigo.
Ian

Síntese: Gazzetta

Roma perde, mas está nas oitavas. Os giallorossi já nas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa classificados previamente em segundo do grupo cedem aos tchecos que caem para Europa League. No final expulso por segundo cartão Luca Pellegrini.

Por: Andrea Pugliese

Os efeitos de Cagliari são sentidos também na Europa. A Roma não se curou e o jogo fora em Plzen demonstra isso. Os giallorossi são derrotados pelo Viktoria Plsen por 2 a 1 com gols de Kovarik e Chory entre os 62 e os 72 minutos de jogo. No meio disso o momentâneo gol de empate do incansável Under. No final expulso pela soma de cartões Luca Pellegrini que entrou aos 80’ no lugar Nzonzi. É porém uma derrota indolor no final visto que os giallorossi antes mesmo de entrar em campo já estavam na segunda fase da competição. O Plzen, entretanto, com os três pontos de hoje passam para a Europa League.

É verdade, não valia nada. Mas talvez obre o papel, porque aquele de Plzen era um daqueles duelos ao contrário carregados de significado. Para ver se o suicídio de Cagliari era apenas algo temporário ou não, para entender se a Roma poderia dar sinais de retomada ou para intuir também se o futuro dos giallorossi pode escrever ainda páginas importantes ou não. E ao invés disso também na Republica Tcheca nos mostrou um mundo de dúvidas e muitos sinais negativos. Porque a equipe de Di Francesco inclusive nessa ocasião pareceu sem alma, sem vontade, sem caráter. E no final os dois gols tchecos vieram ambos sobre desatenções defensivas (desta vez os desastre ficou por conta de Santon), intercalados pelo gol de Under que havia pensado que ao menos essa vez poderia voltar para casa com algo diferente.

AS ESCOLHAS - Di Francesco depositou confiança em Mirante, Santon e Pastore, confirmando a mediana para Nzonzi e Cristante, mais pela falta de alternativas que por escolha. Mas o goleiro não tem grande culpa, Santon e Pastore falharam clamorosamente. O zagueiro, como dito, tem amplas responsabilidades em ambos os gols, com as falhas defensivas no gol de Kovarik, que no primeiro gol ensaca de chapa, no segundo é parado por Mirante, mas com Chory pronto a rebater para dentro. E também no primeiro tempo os giallorossi pareciam poder estar no controle, mesmo se depois de grandes perigos criaram poucos. Mesmo porque, de fato, Pastore parecia a contra figura de um jogador de futebol, seja por força seja por intensidade. Desse modo, também no primeiro tempo, a ocasião clamorosa para marcar tem o próprio Viktoria aos 39’, com Kopic que com o gol vazio chega depois por um sopro, depois da assistência de Kovarik (perigoso já aos 26’).

DETALHAMENTO - Depois ocorre que o CSKA vence por dois gols em Moscou e então o Viktoria abandona o comportamento tímido e renunciante para começar a subir sua marcação dentro do jogo. Paradoxalmente, porém, é justo nesse momento que a Roma tem duas ocasiões melhores com Pastore (chute nas estrelas de boa posição) e Kluivert (desviado em escanteio de ótima posição). Depois Schick reclama um pênalti e a impressão é que tenha razão. O tempo de refletir no que o Viktoria passa a frente com Kovarik , gol entretanto anulado imediatamente ao golpe de bilhar de Under (sob assistência de Santon, em parcial recuperação pelo erro defensivo). Depois vem o 2 a 1 de Chory e o passivo poderia até ser maior se Petrezla não desperdiçasse na primeira trave, depois de ter inventado a jogada no curto espaço sobre Marcano. Antes do apito final ainda teve tempo para uma conclusão de direita de Cristante que passou muito perto. Mas apenas uma faísca e basta. A impressão é que a Roma mais uma vez faltou com o caráter e coragem. Agora tem o Genoa, aquele será um jogo vital para todos.

@Puglio11

VIKTORIA PLZEN (4231): Hruska; Havel, Hejda, Hubnik, Limbersky; Prochazka, Hrosovsky; Kovarik, Cermak (81′ Horava), Kopic (71′ Petržela); Chory (87′ Řezníček) A disp.: Kozacik, Bucha, Pernica, Ekpai Téc.: Pavel Vrba

ROMA (433): Mirante, Santon (75' Florenzi), Manolas, Marcano, Kolarov, Nzonzi (79' L. Pellegrini), Cristante, Under, Pastore (59' Zaniolo), Kluivert, Schick

Cartões: 22’Limbersky, 79’kluivert, 89’Luca Pellegrini, 90’Luca Pellegrini (expulso)

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