GOSTO DE PILSEN
Sob a tortura que as vezes a vida possa parecer, e nesse caso falando como torcedor romanista, posso afirmar que quando a Roma vence bem a sensação é de saborear uma boa cerveja e nada mais propício que o jogo diante dos caras da origem. Ao invés de amargo, dessa vez tem parecido mais palatino os jogos apresentados pela nossa loba. Dzeko finalmente parece ter saído da caverna, as engrenagens do meio campo vem rotacionando precisamente e as pontas agindo com um rolo compressor. Três jogos e só vitórias, ou melhor expressivas conquistas principalmente levando em consideração que entre elas tem um derby. Parece que a tempestade passou em seu momento mais acentuado e o futebol começa a sorrir para Eusebio Di Francesco e nós apaixonados romanistas. A sequencia agora parece ser um pouco mais complexa, mas os meses de novembro sempre são críticos e determinantes para saber o que realmente o time quer da sua temporada. Se não houver mais nenhuma surpresa nesse sentido é possível continuar alimentando algum tipo de dignidade para o futuro.

Síntese: Gazzetta

Inclusive Dzeko faz três. Cinco gols para a Viktoria. Difra está fora da crise e na vice liderança e na frente do Real. Terceira vitória consecutiva para os giallorossi: o bósnio abre a brecha, marcaram também Under e Kluivert. E Pellegrini é o motor dessa equipe.

Por: Fabio Bianchi

O grande suspiro. A Roma devora o Viktoria Plsen nos panos do mau ogro. O de sempre, pensarão os dirigentes tchecos, dado que na carreira de Edin já sofreram consideráveis nove gols. Por sorte, diz ao invés a Roma, porque o bósnio interrompe o desjejum que durava consideravelmente seis jogos (Real inclusive). Algo que se tem que estimular como um choque elétrico quando Dzeko está sonolento. Tripletta e bola deixado do braço, como quando enfrentou o Plsen pela Europa League sempre com a camisa giallorossa. Gols belos, não banais, os dois primeiros que relaxam o Olímpico e o último que se encerra em um grande suspiro. No meio disso glória para Under e Kluivert, as pimentinhas das faixas que pareciam com motorzinhos em relação aos compassados rivais. Alegria um pouco para todos pela terceira vitoria consecutiva. A bruta derrota em Bolonha no final fez bem. Seria apressado dizer que a Roma está curada, porém está em um ótimo caminho. Os mecanismos de jogo começam a funcionar bem, como alguns jogadores. O brinquedo foi construído, agora Di Francesco pode começar a usá-lo. O Viktoria em casa era o step mais simples de se superar nesse grupo da Champions, obvio, e talvez a derrota para o Real Madrid complica um pouquinho as coisas. Mas um 5 a 0 na Europa não se coleciona facilmente e agora se pode inclusive sonhar de terminar na ponta da classificação.

A CHAVE - O duelo em prática durou somente um round. Dzeko nocauteou rapidamente, quando em um passe de Kolarov se arremessou para área e pescou um angulo menor. mas era apenas uma questão de tempo, porque existia uma substancial diferença em campo. Contra uma defesa física, mas estática, para ases como Kluivert e sobretudo Under era um remo. E com as equipes dispostas no enquadramento, com três homens ofensivos atrás do ponta de lança, a grande diferença ficou por conta de Pellegrini, sem dúvidas o homem mais em forma da bande de Di Francesco. O ex-Sassuolo não se limitava a ficar entre as linhas buscando alternativas para as pontas, mas voltava para recuperar bolas, distribuí-las e, em suma, suportar Nzonzi, dinâmico, e Cristante, ainda não inserido em todos os mecanismos. Uma ação a cada duas era perigo e o demonstram o estupendo travessão de Under depois da ação pessoal e a ocasião de Florenzi sozinho pescado por quem, adivinhem. Pellegrini, sobre o qual Kozacik fez uma defesaça. Todavia até o 1 a 0 uma certa apreensão pairava no ar porque o Viktoria buscava sobreviver com retomadas velozes sustentadas por Zeman e em várias dessas a Roma arriscou forte. Na primeira Juan Jesus, um dos poucos homens turnover, fora antecipado por Krmencik que por sorte chutou alto. Na segunda Reznik chutou para o vento uma açucarada ocasião sozinho. Eis que, a defesa giallorossa não possui ainda aquela segurança que o técnico pede. Como já acontecera as vezes nesse período, veja Bologna, encontrando-se desbalanceada. Depois Dzeko no final do primeiro round com uma pedrada sob o travessão em um convite de Under (e dormida de Hejda) deixou as coisas em ordem. No segundo não existiu jogo. O Viktoria deixou-se levar, não impôs nem mesmo malícia (apenas um amarelo), a Roma não teve outra opção a não ser estabelecer os equilíbrios da defesa e meio campo deixando Under e companhia onde o talento os conduzisse. O turco colheu o merecido premio depois da bela ação da noite, tudo de primeira, Kolarov-Dzeko-Pellegrini. Kluivert realizou o gol mais jovem da Roma na Champions marcando um tap-in depois de um chute rebatido de Under e Dzeko firmou o hat-trick com um açucarado imperial. Amém.

HOMENS CHAVE - De Pellegrini falamos. Será difícil tira-lo até mesmo para um simples turnover. Di Francesco permitiu poupa-lo em alguns minutos, assim como Kolarov e Under, visto a facilidade do encontro. Nzonzi substituiu De Rossi, era o homem sob observação. Promovido. Diferente do capitão talvez faz menos cobertura, mas com ele a bola gira mais rápido. Under se confirmou a frecha que sobretudo na Europa pode dilacerar as partidas. E depois Dzeko. Voltou e a historia disse quando volta não desaparece mais.

@fabiowhites

ROMA (4231): Olsen, Florenzi, Fazio, Juan Jesus, Kolarov (73' L. Pellegrini), Cristante, Nzonzi, Pellegrini (74' Zaniolo), Under (75' Schick), Dzeko, Kluivert

VIKTORIA PLZEN (4-2-3-1): Kozacik; Reznik, Hejda, Hubnik, Limbersky; Prochaska, Hrosovsky; Zeman (26' st Ekpai), Horava (19' st Kolàr), Kovarik; Krmencik (33' st Reznicek) A disp.: Hruska, Havel, Chory, Pernica Téc.: Pavel Vrba

Cartões: 51’Lukas Hejda e 88’Schick

F I C H A
avatar

© 2004 PORTALE ROMANISTA BRASIL UMA FÉ QUE NUNCA TEM FIM