REALIDADE FASE ELEVADA
Muito fácil escrever aqui que já tinha uma noção do que aconteceria - EU VENHO DO FUTURO -. Mas será que fazendo uma análise de como foi a preparação da Roma para a temporada 2018/19 seria preciso? E muitas vezes parece até que poupo críticas a Eusebio Di Francesco pela simpatia que tenho devido a sua capacidade de executar e processar o futebol e não apenas por ele já ter me dado glórias em uma passado bem distante naquele inacreditável ano de 2001 (acho que nunca mais o cosmos irá favorecer tanto minhas expectativas de gozo tridimensional), mas convenhamos: nem se tivesse professores do nível de Mourinho, Wenger, Van Gaal ou quem quer que o valha, conseguiria desenvolver em tão curto espaço de tempo, algo louvável para logo de cara enfrentar o atual campeão da Europa. Ademais não exista romanista que consiga engolir que os jogadores que vieram, suplantariam com a mesma eficiência os que deixaram o clube, com uma raríssima exceção de Olsen (vamos ver o que será nos próximos jogos). E enfatizar que foi muito dinheiro gasto e pouca solução de fato.

Síntese: Gazzetta

Uma Roma minúscula. Por sorte tinha Olsen no gol. Uma trezena de chutes recebidos, um travessão, as magias de Isco, Bale e Mariano: os giallorossi foram recebidos a boladas

Por: Fabio Licari

Cristiano Ronaldo, quem? Parece quase que o Real Madrid não tenha ficado Ronaldo-dependente nos últimos anos, não tenha extra nominado a Europa com os seus gols possíveis e impossíveis. Por outro lado esse é sempre o Real Madrid, dizia Di Francesco as vésperas, não o Real Ronaldo. Pecado que a fazer as contas depois tenha sido sua Roma, tomada literalmente a boladas do início ao fim. A pergunta que não cala da enésima noitada madridista para uma italiana como é essa: como é possível que tenha sido apenas 3 a 0? Como é possível que os gols não tenha sido preenchidos pelas bolas, uma após outra, sob ataque pesado, espetaculares, quase avassaladores pela maneira que o Madrid chegava facilmente ao gol? Tudo errado, tudo a ser repensado, o feito com o Barcellona e o quase diante do Liverpool são fotos desbotadas. Com exceção de Olsen - o goleiro super herói que defendeu até mesmo os impossíveis e, juntamente com as imprecisões espanholas, evitou o recurso aos ábacos - não há nada a salvar nesse debute pela Champions. Nem mesmo Di Francesco infelizmente.

ZANIOLO E NZONZI - Havíamos todos esperado que Zaniolo não fosse apenas a grande novidade anunciada, como depois foi, mas também uma onda de juventude revolucionária. Um meia oito. Mas como ilude o Bernabeu… Ventura estava convencido que o 4-2-4 teria criado o break com a Espanha, Di Francesco que um Sub 19 pudesse jogar como um veterano, sem nunca ter visto um campo pela Serie A. Não fora nem o pior Zaniolo, se mostrou bem, com personalidade, elegância. Deixando entender que em alguns anos veremos algo interessante. Mas aqui a impressão de ter concedido um jovem não pronto para os adversários que não precisavam. Desta forma criticável a escolha: aquela de fazer conviver De Rossi e Nzonzi, tão similar para ser alternativas. A pagar no entanto foi o francês, movido para meia ala, ele que no Seviglia se apresentava como armador mais recuado, como Banega ao seu lado. Dois erros que complicaram uma situação já difícil por assim dizer: porque a Roma está realmente em baixa e o Real é de outro planeta.

O REAL PÓS RONALDO - Sobre uma coisa porém tinha razão 100% Di Francesco: a fase defensiva sofre. Nós diremos quase um desastre, pelo qual é também pouco compreensível a escolha do Madrid em chutar de fora com muita pressa. O Real poderia fazer aquilo que quisesse, ninguém tem gente como Modric, Kroos, Casemiro e Isco, este colocado como armador do 4-3-3, mas na realidade em todo campo. Um Real diferente daquele de Ronaldo e Zidane: o adeus do português fez com que Lopetegui escolhesse o caminho da manobra mais envolvente, com uma perfil manos veloz, melhor pensado. Menos espaço para improvisações dos mais destacados, maior referência, mais posicionamento estudado. Permitiu a eles um paradoxo: uma leve “barcellonização” da manobra, posse e toque de bola, de maneira improvisada sob mudanças de faixas e sobretudo avanços em profundidade. Aos quais a Roma poderia resistir.

ROMA NA CORDA BAMBA - O primeiro tempo se encerra apenas com 1 a 0 porque, ao enésimo drible na frente da área, De Rossi aterra Isco que retribui com uma inacreditável cobrança com efeito: mesma posição, e quase mesmo parábola, daquela que bateu a Itália: No segundo tempo o 2 a 0 de Bale é por desenvolvimento, lançamento de Modric e diagonal em corrida, parecia de Ronaldo. O 3 a 0, enfim, um chute de fora, belíssimo, de Mariano: que entrou no final e logo indefensável para a Roma já aniquilada. Roma que jamais conseguiu impor, mesmo porque Modric bloqueava De Rossi no contra ataque, mudando frequentemente o 4-3-3 para o 4-2-3-1. Roma assustada pela personalidade dos rivais: não conseguiu impor nem mesmo um contrapé limpo, e se exclui o de Under, que chegou a concluir (com Navas em versão Olsen).

ENIGMA ROMA - Não enganam os cinco chutes a gol, apenas um perigoso: é o Real que relaxou um pouco, porque a Roma convidava a tranquilidade. Dzeko antecipado, Schick fora de ritmo quando entrou para um 4-2-4 do desespero. Uma trezena de chutes sofridos, inclusive um travessão, são muito para estes níveis. De acordo, do Real existe um, mas é preciso correr para os reparos o mais rápido. Menos “pesadas surpresas” e alguma sagacidade de bom senso. Mas não acreditamos que seja apenas um problema técnico: de Kolarov a Fazio, de Dzeko a De Rossi, não existe um que seja aceitável. Outra pergunta do Bernabeu: o que está acontecendo.

@fabiolicarigaz

REAL MADRID (433): Navas; Carvajal, Sergio Ramos, Varane, Marcelo; Modric (85′ Ceballos), Casemiro, Kroos; Bale (73′ Mariano), Benzema (62′ Asensio), Isco A disp.: Courtois, Nacho, Llorente , Lucas Vazquez Téc.: Lopetegui

ROMA (433): Olsen, Florenzi, Manolas, Fazio, Kolarov, Nzonzi (69' Schick), De Rossi, Zaniolo (54' Pellegrini), Under, Dzeko, El Shaarawy (62' Perotti)

Cartões: 23’ Sergio Ramos, 44’ De Rossi e 76 Dzeko

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