VITÓRIA ARRANCADA À FÓRCEPS
Um time eventualmente competitivo, mas que não brilha quase nunca. Essa é a Roma de 2018/19. Mas na Liga dos Campeões, a coisa anda. O time conseguiu, aos trancos e barrancos, fazer o que precisava nesta quarta, contra o CSKA, em Moscou. Achou um gol no início e fez partida burocrática, mas correta no primeiro tempo, sabendo jogar com a vantagem. Na segunda etapa, se perdeu. Desempenho caiu e a Roma não soube nem ser melhor com um a mais. Tomou empate e, à fórceps, arrancou o gol da vitória. Mais um jogo com poucos destaques individuais positivos, mais um triunfo na base da coletividade. Vencemos as duas do suposto rival direto no grupo. É coisa que nem tem cara de Roma. Mas nessa Roma atual, nada faz sentido mesmo. Assim seguimos.

Síntese: La Repubblica

Jogo difícil contra os russos, resulta de um gol do zagueiro logo no começo do jogo. CSKA empata aos 4 do segundo tempo e Pellegrini (em posição duvidosa) marca o segundo sobre a equipe da casa que teve um expulso.

Por: Fabrizio Bocca

MOSCOU - Roma divide a liderança do grupo G com o Real Madrid. A vitória no estádio Luzhniki em Moscou contra o CSKA por 2 a 1 lhe consente agora de olhar para o futuro e pensar já nas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa. A Roma está repetindo em suma a temporada passada quando na Europa obtém os melhores e mais entusiasmante resultados. O problema agora será transferir para o campeonato a mesma eficiência, entusiasmo e a capacidade de fazer resultados. A vitória de Moscou evidencia mais uma vez um equipe de dupla marcha, nona na Série A e líder na Champions.

Não foi uma partida fácil: logo de cara gol com Manolas, A Roma sofreu o empate dos russos e apenas os superou quando o CSKA ficou em dez devido a expulsão de Magnusson. Depois disso mais que outro gol (aquele decisivo de Lorenzo Pellegrini, em leve posição irregular) não fora feito. Positiva a prestação de Kluivert inserido por Di Francesco na equipe. Ainda frustrante Dzeko, que até agora na Champions havia entretanto marcado muito e feito belas partidas.

A Roma se colocou em vantagem talvez inconscientemente. Um escanteio, o goleiro Akinfeev, ex-seleção russa e bandeira do CSKA, que sai no vazio e Manolas aparece sozinho sobre o gol e de cabeça coloca o time na frente (4’ pt). Para os moscovitas donos da casa as coisas se complicam quando Mario Fernandes é obrigado a deixar o campo, depois de um choque com Kolarov. A partida para a equipe de Di Francesco se retrai consentindo a Roma de não se precipitar no jogo e controlar o ritmo. Talvez muito porém. O comportamento não particularmente agressivo, ao contrário, concedeu ao CSKA de apresentar-se entretanto, várias vezes diante de Olsen. Mas o goleiro giallorosso, junto com o próprio Manolas, se comportaram muito bem nos arremates de Vlasic & Cia, enquanto em outras ocasiões ou chutaram nas mãos do goleiro ou muito mal para fora.

A flexão e excessiva prudência da Roma, levou o CSKA ao empate no inicio do segundo tempo (51’). Os giallorossi foram surpreendidos com um avanço de Akhmetov que dividiu em dois a equipe romanista, servindo Sigurdsson que se aproveitou de uma vacilada de Santos e marcou com frieza o gol do 1 a 1. Mas a verdadeira reviravolta da partida foi a expulsão de Magnusson (56’), que derruba por trás Kluivert, recebe o segundo amarelo e é obrigado a sair, deixando o CSKA em 10 por mais de meia hora. Três minutos depois e a Roma passa a frente novamente, com Lorenzo Pellegrini - o VAR teria certamente anulando o gol por impedimento - que depois de um cruzamento de Kolarov e uma primeira tentativa de Cristante, arremata de esquerda na saída de Akinfeev. Mas disso a Roma então se contentou e não ousou muito mais. Saiu de campo comemorando, muito segura do resultado. Di Francesco sobretudo consolida sua posição, a (provável) classificação do time leva esperança, um pouco de serenidade depois de venenos e polemicas. E também um belo saldo ao clube, que não gasta nunca.

@fabriziobocca1

CSKA (4-3-2-1): Akinfeev; Mario Fernandes (12′ Schennikov), Rodrigo Becao, Magnusson, Nababkin; Akhmetov (76′ Khosonov), Bijol, Oblyakov; Vlasic, Sigurdsson (64′ Chernov); Chalov A disp.: Pomazun, Efremov, Nishimura, Zhamaletdinov Téc.: Viktor Goncharenko

ROMA (4231): Olsen, Santon, Manolas, Fazio, Kolarov, Cristante, Nzonzi, Florenzi (88' Juan Jesus), Pellegrini (82' Zaniolo), Kluivert (70' Under), Dzeko

Cartões: 30’Hödur Magnússon (expulso aos 57’ segundo amarelo)

F I C H A
avatar

© 2004 PORTALE ROMANISTA BRASIL UMA FÉ QUE NUNCA TEM FIM

uCoz