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Serie A: A redenção de Claudio Ranieri
Postado por: lupulus 01/04/2019 às 10:53

Aquele que ajustaria já não ajusta mais. Bastaram 270 minutos para apagar também o entusiasmo de Ranieri. Vindo com mmil propósitos, Sir Claudio ontem se mostrou em grande dificuldade. Seja a nível técnico-tático que a nível de imprensa. O campo foi dominado por Ancelotti, não conseguindo remediar ao jogo do Napoli que explorava com mais intensidade as faixas. Fora, tendo jogado já em Ferrara a carta da repreensão publica ao grupo, atentou sobre a evidente disparidade de condição atlética entre as duas equipes: “Existe pouco a se fazer se os outros correm mais e lhe colocam na roda…”.

Tem razão de vender: a Roma não corre pouco, caminha. O problema porém é que o fazia inclusive antes da sua chegada. E não obstante o revira volta muscular fosse uma constante do inicio da temporada, entes do nocaute do derby, os jogadores que ontem não conseguiam fazer dois passes seguidos e chegavam sempre um segundo depois sobre as bolas, eram entretanto os mesmos que conseguiram uma série de 6 vitórias e dois empates. Premissa de obrigação: não é em ato uma reabilitação de Di Francesco que cometeu muitos erros (e os pagou) mas, a simples contestação de feitos e números. Da série: a precariedade atlética existia mesmo antes, mesmo se em muitas vezes aludissem a “um mero problema de cabeça” (citação).

Mas, junto a isso se via um mínimo de organização e uma ideia de jogo. A Roma durava uma hora mas pelo menos naqueles sessenta minutos pressionava, tentava verticalizar, nem sempre conseguindo, criava ocasiões de gols que mais conta no jogo de futebol, chutava no gol. Nas ultimas duas partidas, ao contrário, não se viu nada disso. Apenas lançamentos longos a superar a mediana adversaria, esperando desfrutar as sobras. Mas se a condição atlética não te assiste, sobre as bolas se chega sempre depois. A alternativa é bola a Perotti e veremos o que acontece. Se salta bem o adversário. Efetivamente não existe uma outra opção: noite funda.

EX TINKERMAN

Sem contar a confusão tática. O técnico de San Saba se apresentou anunciando que a primeira moção era “encontrar o equilíbrio”. Em 3 partidas entretanto alternou 3 módulos: 4-2-3-1, 4-4-2 (e 4 atacantes) e o 4-3-3 em andamento ontem. Não obstante o flop, tenta entretanto relançar: “Estamos todos no mesmo barco, mesmo se eu entrei a pouco tempo. Não penso em demissão. Buscaremos chegar em um porto da melhor maneira possível”. Quem sabe se mudará de idéia em caso de outro nocaute contra a Fiorentina. No entanto se o porto ao qual se alude é a Champions, o risco de naufragar está logo atrás da curva.

Fonte: Stefano Carina (Il Messaggero)
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