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Serie A: O Guinnes do absurdo
09/12/2018 às 11:13

A esta Roma não irá bastar a peregrinação em massa ao “Divino Amor”. Acrescentaria Fátima, Lourdes e Medjugorje e mesmo assim não sei se ajudaria.

E orações apenas por inventar, impossível cumprir. A gama de risos é infinita. Eusebio que ri no gol de Sau é a careta do boxeador que domina por doze rounds e leva um gancho no último segundo de um adversário que é uma mascara de sangue, com as bochechas do rosto esfaceladas e uma mão fraturada. Eusebio que ri quer sumir aos olhos do mundo, mas ao contrário é a representação  mais aguda da dor. Porque é incompreensível, porque é esperado. E com ele riram atônitos, em milhares, os torcedores giallorossi. Uma risada em massa que os sepultará. O absurdo futebolístico escolheu a Roma para se manifestar.

De hoje, garantido, o ambiente será irrespirável. Mas provais, cada um de vós, buscar na vossa memória, tomais todo o tempo, a buscar uma história análoga nos livros do futebol. Não encontrarás. Pelo menos nesse nível. Uma Roma do qual esperávamos, depois do jogo com a Inter, a emoção inebriante de uma confirmação. Uma equipe em total controle. Parecia. A Roma dos Kolarov, dos Manolas, dos Zaniolo (também ontem o melhor e bloqueado por um Cragno em versão monstro) que vence por 2 a 0 até os 85 minutos contra o Cagliari de Padoin e Ceppitelli, decapitado de todo o talento a disposição, Barella, Castro e Pavoletti, e apenas o vento brutalmente amigo.

Um Roma que sofre o 2 a 1 quando se esperava o 3 a 0, em uma confusão onde os tremores são iguais em versão cinza e não os Dachshunds sardos, e um Olsen bravo a cortar tudo, mas desesperadamente pregado entre as traves como se fosse o seu Golgota (por todos aqueles que subjugaram a perda de Alisson, jogador e líder total). Ok, paciência, te dizes. Destino da Roma é proporcionar ensaios imaginativos de masoquismo. Mas alto lá, o precedente de dois anos antes, de 2 a 0 a 2 a 2, rende atenções. Depois, a trinta segundos do final, os dois vermelhos, o Cagliari em nove. Em pedaços, humilhado, o sangue nos olhos. Está feito. Te dizes. Eusebio pode rir, pensas. Três pontos recuperados em vista da Inter.

De fato, Eusebio ri. Mas aquele não é um riso. É uma careta de terror. Como se Ionesco e Edgar Allan Poe fossem feitos para dar uma sábia combinação do seu talento em dose futebolística. Admitindo que isso seja futebol. O é, mas apenas se pensamos em um futebol de alegres turistas, incapazes de controlar o fator irracional pelo qual a bola se diz ser redonda. E depois Eusebio, após a risada, se enfurece. Do tipo roteiro. O mesmo Eusebio que, com as suas mudanças, obriga a se defender uma equipe que não sabe fazer isso. Por favor, vós de Trigoria, escutem. É ele o primeiro a confessar, cândida e honestamente, sua impotência. “Eu tentei de tudo, varas e cenouras, mas olha isso”. E santos e santuários. A Roma é a primeira a não acreditar em si mesma. Historias como aquelas de Cagliari (o próprio Cagliari, mesmo se diferente, daquele que enterrou Zeman?) matam. E o seu líder as provou todas: varas, cenouras, homens, táticas, palavras, orações. O resultado? Vocês viram. O Guinnes absurdo futebolístico.

Fonte: Giancarlo Dotto (Corriere dello Sport)
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